<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7665809153207379325</id><updated>2011-11-29T06:57:28.367-08:00</updated><title type='text'>Mozar Costa de Oliveira</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mozarcostadeoliveira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7665809153207379325/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mozarcostadeoliveira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mozar Costa de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169606109128317241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>59</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7665809153207379325.post-3286879223610756298</id><published>2011-11-28T14:14:00.001-08:00</published><updated>2011-11-28T14:14:57.150-08:00</updated><title type='text'>SOBRE O CHAMADO "JUIZ INGÊNUO"</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; text-align: center; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #090909;"&gt;SOBRE O CHAMADO "JUIZ INGÊNUO"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;José Tadeu Picolo Zanoni&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;. Ex-delegado de Polícia no Estado de São Paulo; magistrado estadual há mais de 19 anos (atual juiz titular da 1a Vara da Fazenda Pública em Osasco; ex-titular das comarcas de Cotia, Barueri, Santa Bárbara d´Oeste e Boituva; ex-juiz auxiliar na Capital). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; mso-outline-level: 1; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; mso-outline-level: 1; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Nas últimas décadas tornou-se comum que juízes e advogados opinem mais sobre aspectos práticos e profissionais de suas profissões fora do ambiente acadêmico. Vinte anos atrás, na página jurídica do Estadão era possível ler artigos do hoje desembargador José Renato Nalini falando de aspectos profissionais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Competem eles com os tradicionais tratadistas e acadêmicos que sempre cuidaram do assunto na Universidade. Com a internet, tudo o que era discutido e tratado nas páginas de jornal passou para a rede.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Assim, pudemos ler no último domingo o artigo do Dr. Vladimir Passos de Freitas, em que falou &amp;nbsp;do juiz ingênuo. Falou que as pessoas ingênuas "&lt;i&gt;&lt;span style="color: #090909;"&gt;veem em todos pessoas maravilhosas e seguem crendo piamente no ser humano&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #090909;"&gt;". Por vezes, um tipo assim vira juiz. Associou isso aos mais novos, mas também abriu margem para incluir sexagenários "&lt;i&gt;que permanecem impolutamente puros, em estágio de pré-adolescência, porque durante toda a vida se protegeram das investidas da realidade&lt;/i&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: #090909;"&gt;O artigo confunde ingenuidade com imaturidade. Apesar de em certos momentos parecer que não, em outros volta para a confusão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: #090909;"&gt;Por outro lado, o artigo expressa uma duríssima avaliação sobre pessoas. Todos julgam. Todos julgamos nossos colegas, as notícias do dia. O jornalista julga a opinião de um político e decide se isso cabe no noticiário. O médico julga o seu paciente e avalia se diz ou não a verdade. O juiz é alguém que julga o fato, a situação, o processo, investido pelo Estado, de acordo com a lei e segundo as normas processuais. Devido processo legal, contraditório, direito de recurso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: #090909;"&gt;O autor do artigo julgou&lt;b&gt; pessoas&lt;/b&gt;, de forma severa e áspera. Depois, expôs &lt;b&gt;fatos&lt;/b&gt;, com base nos fatos expostos podemos concordar ou discordar dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: #090909;"&gt;Cita casos e dá exemplos que certamente foram vistos em algum momento na vida do autor. A mini biografia ao pé do artigo fala que ele foi presidente do Tribunal Regional Federal da 4a Região. Sim, e foi corregedor do mesmo tribunal antes disso. É fácil crer ou deduzir que os exemplos sejam de casos reais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: #090909;"&gt;A minha crítica ao artigo é que, ao citar casos, e traçar o tipo do juiz ingênuo, esteja o autor confundindo ingenuidade (na visão dele) com imparcialidade, com vontade de acertar. Sim, porque o juiz tem vontade e empenho para acertar, para tentar distribuir o justo para cada um. Um juiz que, por vezes, defere uma indenização milionária pode ser alguém que, dentro da avaliação possível dos autos, deferiu um pedido formulado (sim, porque deferir mais que o pedido é julgar extra petita, fora do pedido e passível de anulação). Um juiz que saí às ruas em algum momento em diligência policial pode fazer isso por provocação do delegado ou até mesmo para coibir alguma ilegalidade.&amp;nbsp;Um juiz que condena muito tem seu contraponto no juiz liberal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: #090909;"&gt;Certamente o artigo em comento será lido em muitos lugares e a parte ficará feliz, pensando que o juiz que lhe deu ou negou alguma coisa é "ingênuo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: #090909;"&gt;Mas é certo que se pensar no interesse geral é importante, por outro lado é necessário e indispensável não esquecer do direito de quem pede. As partes desejam um juiz imparcial, que não esteja influenciado somente pelo dito interesse coletivo. Aliás, ao Estado interessa que o Direito seja bem aplicado e por juízes imparciais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: #090909;"&gt;O artigo também omite (nem sempre é possível considerar todas as situações) que as decisões judiciais comportam recurso. Assim, se o juiz foi pródigo numa decisão, isso pode ser combatido no recurso ao tribunal. Se este reformar a decisão, pode ser e é bem provável que isso sirva como material de reflexão para casos futuros. O juiz pode ser ingênuo ou estar errado, mas tem sempre o desejo de acertar e ser justo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: #090909;"&gt;O artigo tece considerações sobre o juiz ingênuo na vida privada e sobre certas situações de risco. São válidas, úteis e necessárias, mas são advertências feitas nos cursos de iniciação funcional e repetidas com certa insistência. Pode ser que o autor tenha visto casos assim, mas também poderá dizer, por outro lado, que não constituem a regra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7665809153207379325-3286879223610756298?l=mozarcostadeoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mozarcostadeoliveira.blogspot.com/feeds/3286879223610756298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7665809153207379325&amp;postID=3286879223610756298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7665809153207379325/posts/default/3286879223610756298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7665809153207379325/posts/default/3286879223610756298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mozarcostadeoliveira.blogspot.com/2011/11/sobre-o-chamado-juiz-ingenuo.html' title='SOBRE O CHAMADO &quot;JUIZ INGÊNUO&quot;'/><author><name>Mozar Costa de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169606109128317241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7665809153207379325.post-95683608748954059</id><published>2011-11-27T06:39:00.000-08:00</published><updated>2011-11-27T06:39:02.931-08:00</updated><title type='text'>CAPÍTULO IV — ALGUNS PONTOS DA METAFÍSICA TOMISTA E OS REPAROS DA  FILOSOFIA CIENTÍFICA.  Primeira parte (as linhas mais gerais)</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="NORMALCOMPARGR" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;CAPÍTULO IV — ALGUNS PONTOS DA METAFÍSICA TOMISTA E OS REPAROS DA&amp;nbsp; FILOSOFIA CIENTÍFICA. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="NORMALCOMPARGR" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Primeira parte (as linhas mais gerais)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;Mozar Costa de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt; — bacharel em filosofia (Universidad Comillas de Madrid), mestre e doutor em direito (USP), professor aposentado de direito (Universidade Católica de Santos, São Paulo)&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;1. O ser.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;a) &lt;b&gt;Generalidades&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O ser é o real, ainda que potencial. Ele não é mera construção da consciência. É transobjetivo o mundo, que é “real”, que é “objetivo” (S. Theol., I, 85, 2). O ser é o que o intelecto colhe por primeiro, e em que todos os outros conceitos se resolvem &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. No ser distinguem-se &lt;i&gt;essentia&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;esse&lt;/i&gt;, como &lt;i&gt;potentia&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;actus.&lt;/i&gt; No ser Increado, porém, não há os dois componentes, já que o existir (&lt;i&gt;esse&lt;/i&gt;) é da própria essência de “Deus” &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: Deus é ato puro (S. Theol., I, 3, 4, ad 1).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A &lt;i&gt;essentia&lt;/i&gt; é também chamada “quididade”, ou “natureza”, ou &lt;i&gt;forma&lt;/i&gt; ou, mais raramente, &lt;i&gt;substantia&lt;/i&gt; (De ente et essentia, c. 1), sempre a significar &lt;i&gt;quod quid est&lt;/i&gt; (S. Theol., I, 3, 6, c). Já o &lt;b&gt;&lt;i&gt;esse&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; é o ato de ser: &lt;i&gt;id quo res est id quod est&lt;/i&gt;. É o mais íntimo e profundo, em todas e em cada uma das coisas &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O ser tem cinco transcendentais: algo, coisa, uno, verdadeiro, bom (&lt;i&gt;aliquid&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;res&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;unum&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;verum&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;bonum&lt;/i&gt;). São entre si a mesma e idêntica realidade, convertendo-se um desses conceitos (universalíssimo) em qualquer dos outros quatro (igualmente universalíssimos). A diferença está no espírito, no modo de colher o ser (De ver., 1, 1).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Da análise do próprio conceito de &lt;b&gt;ser&lt;/b&gt; se deduzem os primeiros princípios metafísicos (não contradição e razão suficiente), e os próprios transcendentais. Destes, são de especial interesse sistemáticos o &lt;i&gt;unum&lt;/i&gt;, o &lt;i&gt;verum&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;bonum&lt;/i&gt;. Este último é de interesse mais especial ainda para a ética e portanto para o direito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Tocantemente ao &lt;i&gt;unum&lt;/i&gt;, é transcendental que vai fazer levantarem-se na escolástica importantes questões, sendo das mais debatidas a de ato-potência (de que &lt;i&gt;essentia-et-esse&lt;/i&gt; é aplicação), e a do princípio da individuação. É sabido que as três correntes principais em que aí se dividem os escolásticos, mesmo no século XX, são as do tomismo (em sentido estrito), do suarezianismo e do scotismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Em geral a concepção aristotélico-tomista de ato-e-potência é a própria coluna dorsal de &lt;b&gt;todo&lt;/b&gt; o sistema filosófico teológico da obra global do aquinatense &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn4" name="_ftnref4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, a síntese mais radical de toda a sua grandiosa construção: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoQuote"&gt;“Im ganzen System der thomistischen Philosophie Tritt uns diese Lehre auf Schritt und Tritt entgegen. Sie ist &lt;b&gt;die tiefste Grundlage des ganzen logisch gegliederten Aufbaues der thomistischen Syntese&lt;/b&gt;, grundlegend für die Universalienlehre, die höchsten anzendentalen Ideen und die ersten Beweisprinzipien und alle die Fragen über Gott und die Welt, die wir mit ihrer Hilfe zu &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoQuote"&gt;erforschen haben” (p. 233).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoQuote"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O transcendental &lt;i&gt;bonum&lt;/i&gt; é a ideia mestra de todo o sistema ético de Aristóteles e de Santo Tomás como mais adiante se verá (S. Theol., I, 2, 1-6).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;b) &lt;b&gt;Analogia&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR" style="margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A &lt;i&gt;analogia entis&lt;/i&gt; (analogia da ideia de ser) é tema central na Escolástica com base em Aristóteles e Santo Tomás. O assunto admite vários enfoques, capituláveis em dois principais: 1) o problema da predicação do &lt;i&gt;ens ut sic&lt;/i&gt; (de que modo a ideia geral de &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt; é aplicada a todos e a cada um dos seres existentes); 2) o problema relativo à subida intelectual do homem para o conhecimento de Deus. Assim a afirmação de “ser” em relação à criatura e ao Criador (&lt;i&gt;ens ab alio&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;ens a se&lt;/i&gt;) não é unívoca, não tem o mesmo conteúdo. Nem tampouco equívoca. Há elementos comuns e há elementos diferenciantes. Porque há comunidade de elementos, é válido passar-se do efeito (criado) para a causa (Criador). Sobe-se do &lt;i&gt;contingens&lt;/i&gt; para o &lt;i&gt;Necessarium&lt;/i&gt;. Entra aqui com todo o esplendor, a rica ascensão intelectual, por cinco vias, para se demonstrar apoditicamente a existência de Deus &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn5" name="_ftnref5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. É evidentemente questão central na Escolástica &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn6" name="_ftnref6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;c) &lt;b&gt;Graus no ser&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O ser é classificável em categorias ou predicamentos metafísicos. Como tais, não são pura classificação lógica, isto é, oriunda de reflexão do espírito (predicáveis). Os predicamentos indicam graus no ser, e os predicáveis não. Os predicamentos têm 10 categorias, e os predicáveis 5. As 10 categorias-predicamento são: substância, qualidade, quantidade, relação, hábito, quando, &lt;i&gt;ubi&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;situs&lt;/i&gt;, ação e paixão. As cinco categorias do predicável são: gênero, diferença, espécie, próprio e acidente lógico. A “substância” é o mais &lt;b&gt;denso&lt;/b&gt; dos graus de ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Há nessa concepção um claro platonismo recebido sobretudo através de Dioniso Areopagita, e que se conjuga bem com a ideia de &lt;b&gt;participação&lt;/b&gt; (&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: #222222;"&gt;Μέθεξις&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;) de interesse sistemático para a ética.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Há escolásticos que dizem ser a metafísica de Santo Tomás a metafísica da substância&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn7" name="_ftnref7" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. É o ser em si (&lt;i&gt;ens in se&lt;/i&gt;) que se individualiza por si própria. Se esse "ser" for racional, então ele será a própria &lt;i&gt;persona&lt;/i&gt;, segundo a definição de Boécio: &lt;i&gt;persona est rationalis naturae individua substantia&lt;/i&gt; (S. Theol., I, 29, 1, &lt;b&gt;alto&lt;/b&gt; e c). A substância figura também com os nomes de &lt;i&gt;suppositum&lt;/i&gt;,&amp;nbsp; &lt;i&gt;hypostasis&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;natura rei&lt;/i&gt; (além de &lt;i&gt;persona&lt;/i&gt;)&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn8" name="_ftnref8" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. É a &lt;i&gt;substantia prima&lt;/i&gt; (não se confunda com “materia prima”) . Mas há a &lt;i&gt;substantia secunda&lt;/i&gt;, que é a chamada ainda de &lt;i&gt;natura communis&lt;/i&gt;, sinônimo, em Santo Tomás, de &lt;i&gt;quidditas&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;essentia&lt;/i&gt;, que está no objeto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;d) &lt;b&gt;Hilemorfismo &lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn9" name="_ftnref9" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Assim como Aristóteles, entende também Santo Tomás que os seres materiais se compõem de &lt;i&gt;materia prima&lt;/i&gt; e de &lt;i&gt;forma substantialis&lt;/i&gt;. Um ser material só é tal ou é qual (individuação) quando a “materia prima” recebe um sinete quantitativo (&lt;i&gt;materia quantitate signata&lt;/i&gt;), e que ainda pode receber a forma. Há pois algo de absolutamente indeterminado na coisa (&lt;b&gt;in re&lt;/b&gt;) mas, que só&lt;b&gt; é&lt;/b&gt; com a sua respectiva forma, substancial. E o indivíduo não &lt;b&gt;é tal&lt;/b&gt; sem que a &lt;i&gt;materia prima&lt;/i&gt; seja assinalada pela &lt;b&gt;quantidade&lt;/b&gt;, que é um dos predicamentos ou graus de ser, como dito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Como é sabido, o que seja o elemento individuador (&lt;i&gt;principium individuationis&lt;/i&gt;) é outra questão largamente disputada dentro da Escolástica, encontrando S. Tomás. Ora o tomismo em sentido estrito — Caetano, Capréolo, Bañes, João de São Tomás e a maioria dos dominicanos e jesuítas — recebe forte crítica no espanhol Francisco Suárez (&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: #222222;"&gt;1548-1617)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Ainda neste século&amp;nbsp; brotam as mesmas&amp;nbsp; discussões de parte dos jesuítas espanhóis e alemães &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn10" name="_ftnref10" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Os scotistas,&amp;nbsp; têm posição mais próxima às teses de Suárez. Ainda no século XXI a doutrina do frade franciscano escocês, beato John Duns Scot, é estudada e seguida nos meios filosóficos da ordem franciscana. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;e) &lt;b&gt;Algumas observações contrárias a Santo Tomás.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR" style="margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;1. &lt;b&gt;&lt;i&gt;Platonismo&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;Todas essas questões têm sua importância na filosofia jurídica. Pôr o universal no objeto, meter nos corpos uma &lt;i&gt;natura prius&lt;/i&gt;, uma &lt;i&gt;materia prima&lt;/i&gt; &lt;b&gt;real&lt;/b&gt; e não apenas pensá-la com alguma "afinidade" próxima às realidades extramentais (=&lt;i&gt;fundamentum in re&lt;/i&gt;), tudo isto, repetimos, é um esforço mental endereçado à obtenção do correspondente "ser da racionalidade" (&lt;i&gt;ens rationis&lt;/i&gt;). Ora bem, essa abstração oca, indissociável da forma, temos de dizer, é uma ideia do racionalismo escolástico muito chegada a Platão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ora, como o “universal”, para a Escolástica, &lt;i&gt;está lá&lt;/i&gt;, e ele é imutável, fácil será a insinuação psicanalítica de um direito natural também imutável, cujos limites são desconhecidos. Tal insinuação assim enrijada é de cunho religioso e moral, quase sempre inconsciente. &lt;i&gt;Aí está um fenômeno vital que se passa na intimidade da relação cognoscitiva&lt;/i&gt;. Algo é posto por trás, ou posto por baixo — do &lt;b&gt;cognitum&lt;/b&gt;. Trata-se de um contorno do “real” a que se sotopõe um sustentáculo de comodidade lógica e de ajeitamento estético. Funciona aí — segundo a psicanálise e a parapsicologia — a insistência de se ir além do &lt;b&gt;experienciável&lt;/b&gt;. Impõe-no-lo a premência de uma justificação totalizante de que o ser humano se vale como que para &lt;b&gt;descansar&lt;/b&gt; da luta tenaz travada no instante de pensar. A pausa se dá por meio do marco, mediante o termo logicamente imprescindível, que é a base — algo &lt;i&gt;ôntico&lt;/i&gt; não conhecido, não analisado, &lt;i&gt;não mastigado pelo espírito&lt;/i&gt;. O nosso maior interesse por tal fenômeno reside em que, estando ele à raiz do ato de conhecer (&lt;b&gt;cognoscere&lt;/b&gt;), o nosso conceito de Moral sairá impregnado de metafísica, que é discurso muito vizinho ao discurso religioso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ora, como o direito é posto pelo tomismo como objeto da Moral, a concepção jurídica de Santo Tomás brilhará como estrela sem fim, &lt;i&gt;sub specie aeternitatis&lt;/i&gt;. Essa rigidez conservadora é poeticamente bela, porém, mais do que a política científica indica como acertado, ela emperra a evolução da política jurídica. Esse excesso será provavelmente um retrocesso, ruim para o homem. Mais claramente: influirá destrutivamente na concepção de Estado, contrariando as grandes leis sociológicas, cuja realização retardará. Mais: no campo mesmo do próprio Direito vigente (&lt;i&gt;jus conditum&lt;/i&gt;) o excesso de Religião e de Moral (como processos de adaptação específicos, no tocante à sua capacidade conservadora, frenadora), influirá na interpretação das regras jurídicas e na apuração (ou avaliação) dos suportes fáticos. Assim a ciência deixa de progredir e o bem comum fica paralisado apesar de o entorno estar se movendo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Serão operações intelectuais apegadas ao passado e, no Direito particularmente atreladas à &lt;i&gt;intenção do legislador&lt;/i&gt;, em vez de, com a liberdade da ciência positiva, a inteligência se dedicar ao exato dos fatos, exame dado pelo máximo grau possível de todos os processos sociais de adaptação correlatos (entre os quais, é claro, a linguagem e sua história contam). A segurança cognitiva plena (=mais plena) só se torna possível pela aplicação do método seguro da ciência positiva, ou seja, com a análise de tudo quanto os fatos todos permitam — inclusive o da linguagem mesma da lei (não a intenção de legislador!). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A segurança da ciência impede essa subversão e livra o conhecimento do Direito das &lt;b&gt;peias&lt;/b&gt; políticas e das concepções morais e religiosas antijurídicas. Estas, ainda que sejam em si e por desejáveis, se não estão metidas na ordem jurídica vigente no grau almejado pela concepção pessoal do interprete, não se podem levar em conta. Seria contrariar a adaptação jurídica &lt;b&gt;como ela é&lt;/b&gt; (ainda que errada segundo os critérios de alguma moral ou de alguma religião de certo tempo e lugar). Tal desvio é matéria para a política e não uma questão jurídica. O momento político precede genericamente o jurídico, mas é diferente dele. O intérprete, para saber &lt;b&gt;como é o direito&lt;/b&gt;, tem de &lt;b&gt;vê-lo&lt;/b&gt;, como &lt;b&gt;ele&lt;/b&gt; &lt;b&gt;é&lt;/b&gt;, não como gostaria que fosse. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Volta (como sempre volta!) o problema gnosiológico, o problema fundamental do conhecimento, de cuja solução parte cada um, querendo ou não, para a inevitável construção da sua “filosofia”. Sempre sob o peso enorme das cargas metalógicas, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;st1:metricconverter productid="2. A" w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;2.  &lt;b&gt;&lt;i&gt;A&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; realidade é transubjetiva&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Tomemos como exemplo a ordem jurídica. Ora, a ordem jurídica &lt;b&gt;é&lt;/b&gt;. Temos nela um ser, um fato. Existe nela um conjunto de dados: a regra jurídica é aplicada aos vários tipos de fato jurídico (em sentido amplo) como: negócio jurídico, ato jurídico &lt;i&gt;stricto sensu&lt;/i&gt;, ato-fato jurídico e ato ilícito. Ou seja,&amp;nbsp; os resultados nos mostram que as normas existem e, também, os suportes fáticos — a ordem jurídica.&amp;nbsp; Quer isto dizer que ela, a ordem jurídica, &lt;b&gt;é&lt;/b&gt; mundo, mundo em que o observador por certo também &lt;b&gt;é&lt;/b&gt;. Uma e outro, ambos, em constante mutação real, independentemente do nosso pensamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Quando a vida é analisada quanto à sua textura jurídica (= processo jurídico de adaptação), tem o pensador diante de si algo tão &lt;b&gt;ser&lt;/b&gt;, tão real, como quando a si próprio se vê, ou quando enxerga a sua sombra, ou pensa qualquer substantivo, ou adjetivo, ou pronome, ou verbo, ou advérbio, conjunção, preposição ou interjeição. Bem se vê quão fundamental é a teoria do conhecimento, e as consequências da solução que se lhe dê.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Se é objeto a que corresponde jeto, não há diferença: &lt;b&gt;é algo; &lt;/b&gt;algo que é o que é porque diante dele o &lt;b&gt;sub&lt;/b&gt; se posicionou como tal, e o &lt;b&gt;algo&lt;/b&gt; ficou na frente, &lt;b&gt;ob&lt;/b&gt;. E aí há começo seguro de conhecimento, sem torneios, sem "&lt;b&gt;sub-&lt;/b&gt;posição". Contanto que o Eu cognoscente retire suas franjas pessoais, isto é, as dobras, os jeitos e trejeitos — os movimentos mesmos do seu próprio espírito (&lt;i&gt;sub&lt;/i&gt;-), para enxergar melhor o &lt;b&gt;ob&lt;/b&gt;-jeto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Essa operação é custosa. É o sacrifício do &lt;b&gt;sub&lt;/b&gt;(-jetivo), para melhor (mais precisa e seguramente) receber o (&lt;b&gt;ob&lt;/b&gt;)-jetivo e ter, por fim, em si, limpo, o &lt;b&gt;jeto&lt;/b&gt;. Aí estará o "&lt;b&gt;ser&lt;/b&gt;", depurado de escórias, de tropeços, de trejeitos, de restos. Será &lt;i&gt;essentia&lt;/i&gt;, seria &lt;i&gt;species&lt;/i&gt; — "&lt;i&gt;id quo res est &lt;b&gt;id quod est&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;” &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn11" name="_ftnref11" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Se é fato jurídico com conteúdo religioso em grau &lt;b&gt;2&lt;/b&gt;, aparecerá assim, e não com mais de 2. Se &lt;b&gt;3&lt;/b&gt; for o grau de moral, como tal poderá ser colhido, nem mais nem menos. E assim sucessivamente quanto aos demais conteúdos: de Arte, da Ciência, de material intrajurídico, de Política, de Economia (até de Moda, Linguagem, Cortesia, etc.), &lt;i&gt;tudo isso pode estar juridicizado, isto é, selecionado, e entrado no mundo jurídico, inserido dentro da adaptação jurídica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;3. &lt;b&gt;&lt;i&gt;Classificação das &lt;u&gt;regulae juris&lt;/u&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A entrada no mundo jurídico pode dar-se pela colheita, pensada ou instintiva, de elementos de qualquer um dos processos sociais de adaptação. As necessidades do ser vivo, em cada pedaço de Espaço-Tempo na evolução da história — eis aí os elementos que decidem a questão dessa entrada. Constituem, em análise científica, o suporte fático. O pensador na metafísica, afeito ao arredondamento lógico-estético, a esse, digo, parece mais adequado aludir a "valores". Valores, entretanto, são para a ciência, relações de necessidades do homem, ora mais materiais ora mais culturais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Demos alguns poucos&lt;b&gt; &lt;/b&gt;exemplos, de regras jurídicas das mais diversas classes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;A) De sobredireito (regra sobre regra)&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt; Carta das Nações Unidas&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt; [...]&amp;nbsp; a empregar um mecanismo internacional para promover o progresso econômico e social de todos os povos&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;[...] plenos poderes, que foram achados em boa e devida forma, concordaram com a presente Carta das Nações Unidas e estabelecem, por meio dela, uma organização internacional que será conhecida pelo nome de Nações Unidas.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;B) &lt;i&gt;De direito substancial &lt;/i&gt;(regra sobre os demais fatos do mundo, como a seguir se expõe). Façamos a distinção de dois campos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;B1) &lt;i&gt;Direito material&lt;/i&gt;: Constituição Federal, art. 6º (regra jurídica programática sobre educação, saúde etc.); Código comercial, art. 253 (regra jurídica proibitiva de se contratarem juros sobre juros); Código de Defesa do Consumidor, art. 51 (regra sobre invalidade gravíssima de estipulações contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços); Estatuto da Criança e do Adolescente, art. 171 (regra&amp;nbsp; sobre procedimento com adolescente apreendido por força de ordem judicial); lei de registros públicos, art. 137 (sobre forma do livro de registro do cartório de títulos e documentos). Etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;B2) &lt;i&gt;Direito processual: &lt;/i&gt;lei n. 8.245, de 18.10.91 (locação), art. 72 (sobre do remédio jurídico processual de contestação em ação renovatória); lei n. 9.307, de 23.09.96 (arbitragem), art. 24 (sobre forma de decisão dos árbitros); Código de Processo Civil, quase todo (não são processuais algumas regras jurídicas heterotópicas).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;C) &lt;i&gt;Outras classificações &lt;/i&gt;(erguem-se pelo alcance e a função da regra jurídica —ver logo abaixo).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;C1) &lt;i&gt;Direito público e direito privado: &lt;/i&gt;direito constitucional, direito tributário, direito penal (exemplo: CF, art. 2º; Código Tributário Nacional, art. 150, § 5º; C. Penal, art. 121 — são regra jurídica de direito público porque dizem&amp;nbsp; respeito &lt;b&gt;mais intensamente&lt;/b&gt; à satisfação de necessidades da coletividade toda, sendo o Estado apenas instrumento a serviço da coletividade maior, que é o Povo. Como na coletividade se movem as individualidades, é correto falar-se de regras jurídicas de direito público porque o interesse público prima sobre o privado; note-se que &lt;i&gt;publicus e populas &lt;/i&gt;têm o mesmo étimo&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn12" name="_ftnref12" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Agora o reverso, as regras jurídicas de direito privado. Assim se classificam porque, ao contrário, prima aqui a necessidade de se atenderem mais as individualidades do que a coletividade. Exemplos: novo Código Civil, art. 394 (“Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer.”), e a maioria das suas normas. Mas, aí mesmo há pelo menos uma norma de direito público, a do 967: "É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Assim veio a ser porque o interesse aí protegido é, sobretudo, o da coletividade: o modo de se tomar ciência de quem seja o empresário de alguma pessoa jurídica de direito privado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;C2) &lt;i&gt;Direito escrito e direito não escrito: &lt;/i&gt;No direito escrito é encontrada uma forma externa, de alta garantia no respeitante ao conteúdo mesmo da norma. Logo, diz respeito à expressão. O não escrito existe sem essa forma exterior e tanto pode ser o consuetudinário como pode ser o imenso caudal de regras jurídicas que estão implícitas no interior do sistema, pelo fato de a lógica &lt;b&gt;material &lt;/b&gt;impor a sua inserção no dito sistema; estamos a falar de lógica material e não de abstrações formais. O sistema jurídico, o direito, por ser um acontecimento social, é sempre uma ocorrência &lt;b&gt;concreta&lt;/b&gt; no mundo extrassubjetivo, mundo real, mundo das existências.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;4. &lt;b&gt;&lt;i&gt;Contactação com os fatos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;O método seguro será ainda mais garantido através da experimentação. Não se pense — é claro, e seria erro grosseiro — em “laboratório” da física, química, biologia. É a experimentação global, de quaisquer fatos: &lt;b&gt;provar&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;conferir &lt;/b&gt;eventos de toda natureza. Para tanto, sim, atuarão os métodos da &lt;b&gt;Matemática&lt;/b&gt; (como na lógica simbólica ou fundamentos da matemática), da &lt;b&gt;Física&lt;/b&gt; (campo de atuação da energia social nos indivíduos), da &lt;b&gt;Biologia&lt;/b&gt; (os significados vitais das energias, que a psicologia indica) e mais os dados da &lt;b&gt;Sociologia&lt;/b&gt;, onde palpita a gama dos processos específicos de adaptação social, plenos e férteis de significação. O rigor da análise não menospreza, não exclui — como se vê — &lt;b&gt;qualquer parcela da Vida&lt;/b&gt;. Não é de modo algum algo de positivismo da experiencialidade. É, antes, uma das fases do processo de conhecimento científico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;5. &lt;b&gt;&lt;i&gt;Falso temor&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;O “teocentrismo” e o “moralismo” do sistema tomista não se coadunam com esta aparente contradição: &lt;b&gt;a liberdade de pensar&lt;/b&gt; (sem dependência de sistemas metafísicos) &lt;b&gt;e o rigor de obediência&lt;/b&gt; (o pensamento decide-se segundo a indicação rigorosamente precisa dos fatos — "porque assim é", &lt;i&gt;quia ita est&lt;/i&gt;). Haveria nestoutra mentalidade, aparentemente, menos sistematização. Parece que não seria aqui tão altaneira a grandeza moral. A beleza arquitetônica do pensamento quiçá não assomaria tanto nem iria tão longe... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Esta objeção já contém os &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;: 1) de que o fenômeno jurídico é necessariamente abrangido pela magnitude da concepção metafísica; 2) de que o fato jurídico só é tal se estiver de acordo com a moral, passada ou coeva, ou futura; 3) de que a incidência da regra jurídica sobre determinado suporte fático produza necessariamente eficácia jurídica harmônica entre os elementos da sociedade. São &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; desmentidos pela Ciência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;É discutível se tais &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;, a que aspiramos, são possíveis; em &lt;i&gt;co-seência&lt;/i&gt;, mesmo que fosse em no âmbito do direito a ser construído (&lt;i&gt;de jure condendo&lt;/i&gt;), em todos os círculos sociais. Sabemos o quanto um difere do outro no tempo social! Ao contrário, nossas certezas afirmam-nos ser impossível hoje um mesmo “direito justo” para todos os povos, em todos os lugares e instantes&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn13" name="_ftnref13" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Se assim será no futuro, não sabemos. Sabemos, sim, que tendemos estatisticamente a isso, segundo as duas grandes leis sociológicas: 1) a da diminuição do &lt;i&gt;quantum&lt;/i&gt; despótico e 2) a da crescente integração dos círculos sociais. São leis induzidas e já experimentadas. São de ciência positiva, retificáveis por certo, mas probabilissimamente de alto teor de validade (=de “realidade”). Mas é difícil ao pensador tomista admitir que ver a sociologia com metafísica (=interpretar tomisticamente o real global) é lutar contra os fatos; dificulta a transformação deles para melhor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;st1:metricconverter productid="6. A" w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;6.  &lt;b&gt;&lt;i&gt;A&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; soberba metafísica&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;De um lado temos a inércia psicanalítica das convicções metafísicas, que têm a mesma sede anímica das religiosas: &lt;i&gt;hipo&lt;/i&gt;stasiar, substancializar o &lt;i&gt;ultra&lt;/i&gt;experienciável; “&lt;i&gt;trans&lt;/i&gt;cender”. Bem, transcender, conhecendo, é pretender chegar àquilo de que o Eu científico não consegue provas. A inverificabilidade das proposições ocorre, mesmo se alcançadas com base em excelente lógica formal. Entretanto, com um sem-número de termos e de definições hipostasiantes, subsiste o problema gnosiológico de sempre — a falta de sentido nas bonitas, ocas, proposições formuladas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;De outro lado, há mais um fenômeno psicanalítico que tem raízes no platonismo, “domesticado” pelo aristotelismo-e-tomismo. Essas raízes são — ao que nos parece — o &lt;i&gt;universale in re &lt;/i&gt;(o conceito universal dentro da própria coisa), a &lt;i&gt;natura communis&lt;/i&gt; (a mesma natureza igual em todas as coisas (como &lt;i&gt;prius&lt;/i&gt;). E há outras, como as ideias eternas e o intelecto como participação da luz divina, sendo que tal intelecto colheria o universal sem contato direto com o sensível. O fenômeno psicanalítico, em parte determinado por essas atitudes, tomadas lá no gargalo inevitável da teoria do conhecimento, é: 1) o de um certo velado desdém pelo “dado”, pelo “empírico” e pelo “fato”; 2) o de um abscôndito menosprezo pelo valor intelectual do Eu científico, havido o objeto formal da positividade como mais próprio das "inteligências menores". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Segundo tal juízo de valor os grandes talentos ocupam-se das "altas abstrações metafísicas", e seriam os autênticos luminares da inteligência humana. Os homens que se ocupam da faticidade, da empiria, do histórico-existente, estes executariam tarefa auxiliar, a serviço da “transcendalidade filosófica”, de maior porte e de mais alta dignidade intelectual,,,&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn14" name="_ftnref14" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. E os resultados da investigação das ciências particulares seriam vigiados, e aprovados ou não, pelo "alto pensar metafísico"... A filosofia clássica é, pretensiosamente, supracientífica. Não respeita contudo, a nosso parecer, a própria realidade, que a embevece &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn15" name="_ftnref15" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Compreende-se que esse apego às vias do ultrassensível (meta-experienciável, supraverificável), somada a tão orgulhosa pretensão intelectualista, tenha "antipatia" pelo pensamento científico, ainda quando, longe, já haja ele ultrapassado o próprio neopositivismo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ora, quadra repetir, os &lt;b&gt;fatos&lt;/b&gt; são o próprio ontológico, que o metafísico tem como seu tema, o mesmo que os dados indiquem haver mais exigência de dinamismo intelectual científico para as profundas investigações do que para o mais abstrato, depauperado, dos discursos metafísicos &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn16" name="_ftnref16" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;f) &lt;b&gt;&lt;i&gt;Causalidade&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Santo Tomás acrescenta a &lt;b&gt;causa exemplar&lt;/b&gt; (tomada de S. Agostinho) às outras quatro, já desenvolvidas por Aristóteles: material, formal, eficiente e final.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;“Verdade" é a adequação de entendimento, determinado pela coisa (S. Theol., I, 16, 1 e 2). Está mais no sujeito do que no objeto &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn17" name="_ftnref17" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[17]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. O bem (&lt;i&gt;bonum&lt;/i&gt;) ao reverso: está mais no objeto do que na vontade (&lt;i&gt;appetitus&lt;/i&gt;). Conhecer é saber a intrincada composição das coisas e as suas causas. . Metafísica seria então é a ciência do último homem, pelas mais altas causas a que a razão poderia chegar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Sabido é: a metafísica aristotélico-tomista articula-se sobre conceitos fundamentais. Destes os mais radicais, ligados ao "ser como tal", visto em si próprio ("&lt;i&gt;ens ut sic&lt;/i&gt;) são os de "ato-e-potência". A partir destes conceitos, desdobrados e aceitos de modo quase-dedutivo com base em observações do senso comum, ascende-se então até ao pináculo do sistema racional total com que todo o universo fica abrangido, desde o íntimo do ser individual (&lt;i&gt;esse&lt;/i&gt;) até à sua fonte primitiva e fim último, o &lt;i&gt;ens a se&lt;/i&gt;, o absoluto, Deus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Esse colossal conjunto eidético é, para o tomismo, algo ôntico, isto é, real. O sistema seria verdadeiro, ontologicamente válido. Constituiria ele um traçado harmonioso e perfeito; seria a própria verdade imutável, o patrimônio intelectual da humanidade — a &lt;i&gt;philosophia perennis&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Para os fins do presente trabalho é de mister levar-se em conta a coerência do sistema integral, havido por ontologicamente válido, de modo que a ética (e nela o direito) é apenas um dos níveis (por sinal, denso) dessa estrutura geral do todo, ou seja,&amp;nbsp; do conjunto de todos os processos sociais de adaptação — Religião, Moral, Artes, Direito, Política, Economia e Ciência; são&amp;nbsp; os mais significativos modos de convivência humana, isto é, os mais determinantes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Entanto, não seria possível justificar internamente nenhum dos elementos estruturais do sistema se eles não resistissem ao crivo da análise etiológica, segundo as referidas cinco espécies de causa. Ora, pelo estudo do ser, à luz da causa final e da causa exemplar, vemos que cada coisa se move para um &lt;b&gt;fim&lt;/b&gt;, que é o seu &lt;b&gt;bem&lt;/b&gt;, isto é, para a forma que lhe convém, porque o aperfeiçoa. Como diz Aristóteles, &lt;b&gt;bem&lt;/b&gt; é o &lt;i&gt;quod omnia appetunt&lt;/i&gt; &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn18" name="_ftnref18" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[18]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; é a própria apetibilidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Toda entidade (&lt;i&gt;ens&lt;/i&gt;) é apetecível na medida em que é alguma &lt;i&gt;perfectio&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;actus&lt;/i&gt;, sendo que o &lt;i&gt;esse&lt;/i&gt; é atualidade, de qualquer coisa &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn19" name="_ftnref19" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[19]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Impossível portanto que, enquanto &lt;i&gt;ens&lt;/i&gt;, algo não seja &lt;i&gt;bonum&lt;/i&gt;. Assim, &lt;i&gt;bonum et ens sunt idem secundum rem&lt;/i&gt; (S. Theol., I, 5, &lt;u&gt;c&lt;/u&gt; e ad 1). Mas, como a origem do ser criado é o ser incriado, isto é, o contingente é &lt;b&gt;causado&lt;/b&gt; pelo necessário (causa eficiente), isto só se explica porque no &lt;i&gt;ens a se&lt;/i&gt; — o Ser existente por si mesmo — estão as ideias exemplares, por cuja imitação surge o ser participativo do &lt;i&gt;ens ab alio — &lt;/i&gt;o ser que provém de outro ser. Como o ser — &lt;b&gt;ens&lt;/b&gt; — é o mesmo que bem — &lt;b&gt;bonum —&lt;/b&gt;, o próprio bem do ser criado é o próprio Deus, porque em última instância Ele é a causa final&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn20" name="_ftnref20" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[20]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Vê-se pois que o bem do homem é o seu próprio fim, e será medido pela conformação do operar humano com a essência divina revelada na estrutura mesma do ser criado. A lei da natureza, revelada pela razão do homem — região mais nobre do mundo visível —, é participação da causa exemplar, que é a “essência divina”. Logo, conhecer o “bem do homem” pela &lt;i&gt;ratio&lt;/i&gt; — pela qual o homem participa nobremente da luz increada — é conhecer-lhe a natureza. Essa análise levará à conclusão de que o homem precisa , para se equilibrar entre tendências concupiscíveis, formar em si disposições interiores correspondentes aos princípios fundamentais coordenadores do operar humano, segundo as idéias exemplares e eternas. Essas disposições interiores são as virtudes. Uma das virtudes é a Justiça, de que o Direito é objeto. A tanto leva-nos, em última análise, o coerente das cinco causas (particularmente a análise da causa final e da causa exemplar) &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn21" name="_ftnref21" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[21]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;2. Deus.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;a) &lt;i&gt;As cinco vias. &lt;/i&gt;As cinco causas são argumentos com que se prova a existência de Deus, resumidas nas famosas cinco vias: 1) &lt;i&gt;ex parte motus&lt;/i&gt;, 2) &lt;i&gt;ex ratione causas efficientis&lt;/i&gt;, 3) &lt;i&gt;ex possibili et necessario&lt;/i&gt;, 4) &lt;i&gt;ex gradibus perfectionis&lt;/i&gt;, 5) &lt;i&gt;ex gubernatione rerum&lt;/i&gt; (S. Theol., I, 2, 3, c; S.C.G., l. I, c. 12 e 13). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Nada se afirma da essência divina univocamente, com o mesmo “é” posto relativamente ao &lt;i&gt;ens ab alio&lt;/i&gt;. Tampouco se cuida de eqüivocidade. As afirmações são possíveis através da analogia. É como transcendemos, passando da finitude para o infinito. Entram aqui os recursos metafísicos da negação de imperfeição ou finitude, e mais o elemento patrístico da &lt;i&gt;via eminentiae&lt;/i&gt; &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn22" name="_ftnref22" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[22]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Aliás, para S. Tomás, a atividade mesma de pensar, por mais precisa que seja, não é a mais bela nem a mais útil, a não ser que se desenvolva no homem que esteja aberto, como filho de Deus, à perspectiva infinita do próprio Deus &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn23" name="_ftnref23" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[23]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. É muito provável que S. Tomás esteja de olhos postos na &lt;b&gt;experiência&lt;/b&gt;:&lt;b&gt; &lt;/b&gt;na experiência de Deus. Ela á mística, sem contradizer a Ciência &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn24" name="_ftnref24" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[24]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Em Deus existem ideias, que são formas. São as ideias exemplares, que são as formas primitivas das coisas cognoscíveis. Só em as admitindo é que podemos fundamentar a criação do universo (o ser contingente) por Deus (o ser necessário) (S. Theol., I, &lt;st1:metricconverter productid="15, l" w:st="on"&gt;15, l&lt;/st1:metricconverter&gt; - 3). Nós as vemos como se estivessem &lt;b&gt;em Deus&lt;/b&gt;. Em verdade elas são a própria essência divina (S. Theol I, 15, 1 ad 2 et 3). São plúrimas essas ideias, segundo o modo como Deus se vê, imutável, na criação de inúmeros outros seres. A parecença eidética de cada coisa com Deus é uma &lt;i&gt;similitudo&lt;/i&gt;, uma &lt;i&gt;ratio&lt;/i&gt;, correspondente a cada coisa criada (S. Theol., I, 15, 2, c e ad 1).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Vistas pelos seres humanos as ideias divinas, consideradas como princípio de fazer (&lt;i&gt;factio&lt;/i&gt;), chamamo-las de “exemplares”. Contempladas por nós como princípio do conhecimento em si mesmo, elas são as ideias da ciência especulativa (S. Theol., I, 15, 3, c).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;b) &lt;i&gt;Exemplaridade. &lt;/i&gt;Assim, a essência das coisas (e, pois, também do homem) está em Deus como num modelo (&lt;i&gt;exemplariter&lt;/i&gt;). Podemos colher intelectualmente a essência das coisas criadas (&lt;i&gt;natura secunda&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;essentia&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;universale post rem&lt;/i&gt;) e, portanto, os pendores comuns (&lt;i&gt;inclinationes naturales&lt;/i&gt;) do ser humano por meio da contemplação da verdade — &lt;i&gt;contemplatio veritatis&lt;/i&gt; (no grego, "theoria tes aletheias") —, em que a &lt;i&gt;ratio&lt;/i&gt; nos indicaria a natural ordem do mundo (a &lt;i&gt;ordo naturalis rerum&lt;/i&gt;)&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn25" name="_ftnref25" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[25]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Pomo-nos assim em contato com o “bem-do-homem” ( o &lt;i&gt;antrhrópinon agathón&lt;/i&gt;), ou seja,&amp;nbsp; com os seus apetites repetidamente exercitados: os hábitos ruins (vícios) e &lt;b&gt;os bons&lt;/b&gt; (as &lt;b&gt;virtudes&lt;/b&gt;). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;c) &lt;i&gt;Direito. &lt;/i&gt;A &lt;b&gt;Justiça&lt;/b&gt; é uma das quatro virtudes cardeais. O Direito é um dos seus conteúdos, diz segundo Santo Tomás de Aquino. Não para Pontes de Miranda: no direito (=em sistemas jurídicos) podem estar incrustados grandes injustiças, injustiças como tais definidas pelos sistemas éticos de vários tempos e lugares &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn26" name="_ftnref26" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[26]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;3.&amp;nbsp; A Alma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;a) &lt;i&gt;Origem. &lt;/i&gt;A &lt;i&gt;anima&lt;/i&gt; é dos pontos importantes do sistema tomista. Exporemos aqui esses pontos em suas linhas gerais. Segundo S. Tomás a alma é criada diretamente por Deus para cada corpo, no momento em que o feto tem alguma figura humana. Até aí é um ser &lt;b&gt;vivo&lt;/b&gt; quanto ao ser, mas não quanto à atividade. É o no primeiro ato (&lt;i&gt;homo actu primo&lt;/i&gt;). Com a idade da razão completa-se pelo segundo ato –– é o &lt;i&gt;homo actu secundo&lt;/i&gt; &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn27" name="_ftnref27" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[27]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Trata-se da alma &lt;b&gt;humana&lt;/b&gt; . Portanto cogita-se da sua união com o corpo. Mas Santo Tomás estuda também, e longamente, as &lt;i&gt;substantiae separatae&lt;/i&gt; &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn28" name="_ftnref28" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[28]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Dedica ainda estudos extensos àquelas substâncias espirituais (&lt;i&gt;angeli&lt;/i&gt;), que são uma espécie de ponto intermediário entre Deus e o &lt;i&gt;ens ab alio&lt;/i&gt; — o ser corpóreo dependente, criado por outrem &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn29" name="_ftnref29" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[29]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;b) &lt;i&gt;Psicologia tomista. &lt;/i&gt;A psicologia em Santo Tomás é, por seu turno, largamente desenvolvida. Só na S. Theol. têm-se as &lt;i&gt;quaestiones&lt;/i&gt; de 75 a 90 da &lt;i&gt;Pars I&lt;/i&gt;. Na Ia IIae aparecem as q. 22-48. Há ainda a S.C.G., II, 46-&lt;st1:metricconverter productid="90. A" w:st="on"&gt;90. A&lt;/st1:metricconverter&gt; extensão da matéria, considerada a metodologia expositiva do Santo e a sua quase incansável busca de explicação mostra por si a riqueza do assunto. De tal modo, porém, a matéria é desenvolvida em seu maior parte, por hipostasiação metafísica, que deve classificar-se como parte da metafísica tomista. &lt;b&gt;Pre-&lt;/b&gt;ssupõe-na, em verdade, como princípio &lt;b&gt;sub-&lt;/b&gt;sistente. Há pois, quanto à alma, a pressuposição de algo ôntico atrás e por baixo dos fenômenos psíquicos&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn30" name="_ftnref30" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[30]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Pela atitude mental do santo filósofo, a questão não deixa, pois, de ser metafísica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Para o propósito do presente trabalho segundo as fontes mencionadas, além de outras — por exemplo, “In Ethic., 1.III, 1.II e III —, os pontos principais da doutrina tomista poderiam ser assim resumidos: 1) a alma é imaterial, substancial e imortal; 2) é substância, de si incompleta, que serve como forma substancial do corpo — este é também, de si, incompleto; 3) alma-corpo é união substancial do tipo matéria-forma, formando um &lt;i&gt;compositum&lt;/i&gt;; 4) é uma só a alma em cada pessoa com três potências (nutritiva, sensitiva e intelectiva), mas elas são distinguíveis entre si porque diferentes&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn31" name="_ftnref31" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[31]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; 5) só a potência intelectiva é &lt;i&gt;forma&lt;/i&gt; para o corpo, sendo que a nutritiva e a sensitiva são contidas nela (S. Theol., I, 76, 4, &lt;u&gt;c&lt;/u&gt;); 6) está inteira em qualquer corpo; 7) a alma é, em si mesma, o suporte (&lt;i&gt;subjectum&lt;/i&gt;) das suas três potências essenciais; 8) com a morte desaparecem as potências vegetativa e sensitiva, permanecendo as funções de entendimento e vontade (S. Theol., I, 77, 8, c). 9) Além dos cinco sentidos exteriores, temos outros cinco, interiores: senso comum, fantasia, imaginação, estimativa e memorativa (S. Theol., I, 78, 4); 10), além disto, repita-se, o entendimento, como potência anímica é, propriamente, passivo: está em potência para receber o conceito universal; daí, então, a necessidade de admitir-se outra função da alma intelectiva, que é o entendimento ativo, atuante — &lt;i&gt;intellectus agens&lt;/i&gt;; 11) a memória é algo do intelecto, um como cofre das essências &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn32" name="_ftnref32" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[32]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, sendo que são sinônimos estes três termos: razão, intelecto e inteligência; 12) a inteligência tem funções superiores e também funções inferiores; a sabedoria pertence às primeiras e a ciência às segundas, sendo certo, diz, que os primeiros princípios do &lt;b&gt;ser&lt;/b&gt; se &amp;nbsp;situam na operação das primeiras funções, e a sua aplicação à vida se localiza nas segundas (S. Theol., I, 79, 9); 13) o intelecto especulativo só difere do prático quanto aos fins: o intelecto pratico é uma extensão do especulativo, pois o que apreende é ordenado à prática de obras — &lt;i&gt;hoc quod apprehendit, ordinat ad opus&lt;/i&gt; (S. Theol., I, 79, 11, c); 14) há na inteligência princípios inatos operativos &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn33" name="_ftnref33" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[33]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, sendo que o hábito natural de operar corretamente com eles se chama sindérese; 15) “consciência” é ato e não hábito, ao passo que “livre arbítrio” (=vontade) não é nem ato nem hábito mas potência, força, princípio eletivo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;c) &lt;i&gt;Outras “potências”. &lt;/i&gt;Em zona ainda mais próxima ao tema deste nosso trabalho, temos as seguintes posições tomistas: (&lt;b&gt;a&lt;/b&gt;) além da capacidade de conhecer, a alma dispõe da potência apetitiva (=&lt;i&gt;vis appetitiva&lt;/i&gt;), força distinta do apetite natural e do sensitivo, que se inclina superiormente ao que é &lt;i&gt;bonum&lt;/i&gt;; (&lt;b&gt;b&lt;/b&gt;) a potência apetitiva é superior ao apetite sensitivo, pois com ela podemos apetecer o bem imaterial, inacessível aos sentidos (sensualidade); (&lt;b&gt;c&lt;/b&gt;) pelos apetites ocorre a inclinação em direção à coisa, ao passo que na cognição (ou apreensão) há "quietude", não movimentos, sim operação que permanece no próprio ser cognoscente (S. Theol., I, 81, 1, c); &lt;b&gt;d&lt;/b&gt;) o apetite sensitivo é de dois tipos: &lt;b&gt;concupiscível&lt;/b&gt; (o buscador de bem sensível) e &lt;b&gt;irascível&lt;/b&gt; (põe-se este em luta contra o prejuízo relativo ao sensível), sendo que ambos podem sujeitar-se aos ditames da razão — não de maneira despótica mas só politicamente — &lt;i&gt;politico principatu&lt;/i&gt; (S. Theol., I, 81, 3, ad 2); (&lt;b&gt;e&lt;/b&gt;) a vontade é determinada, necessariamente, pelo bem, como seu fim último, mas pode seguir ora um ora outro caminho, por isso que não temos certeza, nos diversos caminhos que se nos apresentam — é o “apetite intelectivo” (S. Theol., I, 82, 2, ad 3); (&lt;b&gt;f&lt;/b&gt;) o conhecimento é mais nobre e mais alto que o amor, porque é próprio do conhecimento o ato de aprender o que é mais simples e mais abstrato. Quanto ao &lt;b&gt;objeto&lt;/b&gt;, contudo, a vontade pode ser mais elevada pois, ao amar a &lt;b&gt;Deus&lt;/b&gt;, está a inclinar-se ao sumo bem – e isto é melhor do que conhecer &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn34" name="_ftnref34" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[34]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; (&lt;b&gt;g&lt;/b&gt;) a vontade pode &lt;b&gt;mover&lt;/b&gt; a inteligência e as demais forças anímicas (excetuada a vegetativa), porque é ela que escolhe (e necessariamente) o fim último e universal, como ocorre ao dirigente que provê ao bem comum do povo (S. Theol., I, 82, 4, c); por fim: o homem tem &lt;b&gt;livre arbítrio&lt;/b&gt;, também este uma força, um poder (=potência), e não ato ou hábito. É de natureza apetitiva, e não de natureza cognitiva — é a própria vontade — (S. Theol., I, 83, 4).&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;d) &lt;i&gt;As paixões. &lt;/i&gt;Tocantemente à vontade, e ao que com ela mais de perto se relaciona, dentre as longas e minuciosas análises e sínteses de Santo Tomás podemos destacar algumas pontos vizinhos ao nosso tema, e assim esquematizá-los: 1) a vontade dirigida a fins e a meios em atos diferentes (S. Theol., I, II, 7, 1-3); 2) a vontade pode ser movida pela razão, quando esta lhe apresenta o objeto próprio do apetite racional, e os sentidos também podem movê-la ao lhe apresentarem, como objeto dela, Como objeto bom, o sensível – &lt;i&gt;sub ratione boni&lt;/i&gt; (S. Theol., I, II, 2, c); 3) tudo isso pode ser extrínseco à vontade mesma; 4) o ato de escolher (&lt;i&gt;electio&lt;/i&gt;) recai sobre objetivos (=meios) ordenados a nossos fins (S. Theol., I, II, 13, 3 e 4); 5) a decisão eletiva é livre e sempre vem precedida do “conselho”, sendo este uma inquirição racional sobre as variáveis contingentes que se antepõem à vontade, &amp;nbsp;exceto nas coisas pequenas e na atividade artística (S. Theol., I, II, 14, 1-4); 6) mandar (&lt;i&gt;imperare&lt;/i&gt;) é em si um ato do entendimento, embora precedido do ato volitivo. Sim, pelo fato de o mandar ser um pôr alguém em ordem relativamente a certo ato e colocar em ordem é próprio da razão (S. Theol., I, II, 17, 17, c); 7) podemos mandar em atos da nossa vontade, do nosso entendimento e do apetite sensitivo, mas não temos domínio sobre o vegetativo (S. Theol., I, II, 17, 5 – 8); 8) a alma é campo de movimentos os quais a atraem sobretudo na função apetitiva, particularmente a da sensibilidade — &lt;b&gt;são as nossas paixões&lt;/b&gt; &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn35" name="_ftnref35" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[35]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A mais radical das paixões é o amor, a causa primordial de todas as outras paixões (S. Theol., I, II, 25, 3, c). Os seus principais troncos são: alegria, tristeza, esperança e temor. Amar é querer bem a alguém, como escreveu Aristóteles (&lt;i&gt;amare est velle alicui bonum&lt;/i&gt;) (S. Theol., I, II, 26, 4, ad 1). São efeitos do amor a união e a interioridade em relação ao ser amado&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn36" name="_ftnref36" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[36]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;4. Neotomismo e raízes metafísicas do social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;É sabido que o tomismo continua vigente como um pensar filosófico. No correr desta exposição haveremos de dar conta da parte do que, no campo específico da filosofia do direito, se tem produzido por tomistas. Nada mais que alguns exemplos, naturalmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Com enfoque bem metafísico temos a obra do dominicano Gallus Maria Manser, cujo livro é de título já por si expressivo: essência do tomismo &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn37" name="_ftnref37" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[37]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;a) &lt;b&gt;Indivíduo e comunidade&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Sustentam alguns, invocando inúmeras passagens, aliás expressivas, de Santo Tomás, que as raízes do círculo social (ex. gr., o par andrógino, a família, o Estado) tocam a essência do homem &lt;b&gt;individual&lt;/b&gt;. Mais ainda, em meta mais longínqua: o homem é, em si, “indivíduo”. Quer dizer, dado o seu corpo, há nele, indivíduo, incomunicabilidade, exclusividade, como é próprio — diz-se — da matéria. É que a &lt;i&gt;materia quantitate signata&lt;/i&gt;, apropriada para a mensuração segundo o tomismo, é o elemento individualizador da espécie, único capaz de empreender a tarefa de individualizar o ser humano. O indivíduo, como tal, é incomunicável. A alma é &lt;i&gt;forma substantialis&lt;/i&gt; do corpo, e este já é &lt;i&gt;materia quantitate signata&lt;/i&gt;. Sem uma nova assinalação material não há indivíduo novo; até aí vai a coerência lógica do sistema tomista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;st1:metricconverter productid="1. A" w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;1.  &lt;i&gt;A&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; comunicabilidade. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ocorre porém — aduz-se — que a comunicabilidade é inerente ao homem, por natureza um animal social (“fýsei politikén zóon”, segundo Aristóteles). Deve-se pois à alma essa comunicabilidade não ao corpo. É a alma que dinamiza o corpo com as suas potências: vegetativa, sensitiva, apetitiva e intelectiva. Como a alma criada (&lt;i&gt;ens ab alio&lt;/i&gt;), nela há a distinção real entre &lt;i&gt;essentia&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;esse&lt;/i&gt;. Distinção real — frisa-se — e não apenas, como pretenderia o essencialismo suareziano, distinção de razão com fundamento no real. É que “omne participatum comparatur ad participans ut actus eius —…— ipsa vita participat ipsum esse —…— solus Deus, qui est ipsum esse, est actus purus —…—; in substantiis vero intelectualibus est compositio ex actu et potentia —…—, ex forma et esse participato. Unte a quibusdam dicitur componi ex &lt;b&gt;quo est&lt;/b&gt; et &lt;b&gt;quod est&lt;/b&gt;: ipsum enim esse est quo aliquid est” — S. Theol., I, 75, 5, ad 4 &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn38" name="_ftnref38" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[38]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; . &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;É da essência da alma espiritual e estar franqueada aos universais (espécies, essenciais) — S. Theol., I, 76, 5, ad 4. Ela está capacitada para aprender o &lt;i&gt;ens&lt;/i&gt; de modo absoluto e em qualquer lugar (S. Theol., I, 75, 6, &lt;u&gt;c&lt;/u&gt;). Por outro lado, o objeto da vontade humana é o bem total (&lt;i&gt;universale bonum&lt;/i&gt;), assim como o de intelecto é o &lt;i&gt;verum universale&lt;/i&gt;. Por esta razão a felicidade ilimitada, só possível em Deus, é o fim último do ser humano (S. Theol., I, II, 2, 8, c).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Assim é que, argumenta Manser (op. citada, p. 702), a limitação individual e a potencialidade para o universal é que conferem sociabilidade ao ser humano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;st1:metricconverter productid="2. A" w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;2.  &lt;i&gt;A&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; individualidade. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Como aliás os homens temos verdadeiramente semelhanças na nossa composição corpóreo-sensitiva — tudo subordinável à racionalidade —, fácil é perceber não serem os homens, reciprocamente, &lt;i&gt;homo homini lupus&lt;/i&gt;, como preconizou Hobbes. Ao contrário, as origens metafísicas dos homens fazem-nos &lt;i&gt;homo homini &lt;b&gt;amicus&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. Em decorrência da racionalidade o ser humano é, de certo modo, fim em si mesmo. É substância individual racional, &lt;i&gt;suppositum&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;persona&lt;/i&gt; &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn39" name="_ftnref39" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[39]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Como tal, o indivíduo humano em sociedade é um centro de forças, um cerne de atividades. Portador de direitos e deveres, a pessoa humana está acima da própria comunidade (S. Theol., I , 29, 3, &lt;u&gt;c&lt;/u&gt; e ad 2). Escreveu Manser: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoQuote"&gt;[...] die Person ist wegen ihrer acktiven Selbständigkeit und als Trägerin aller Rechten und Pflichten (...) der Gemeinschaft übergeordenet” (pag. 703).&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;3. &lt;i&gt;Primado do indivíduo. &lt;/i&gt;A comunitariedade (“Gemeinschaftseinheit”) é posta, como predicamento aristotélico, na categoria de “accidens”. Evidentemente — acrescenta — é um &lt;i&gt;accidens necessarium&lt;/i&gt;, porquanto o ser-em-comunidade constitui uma trama de relações ordenadas a um fim. E os meios correspondentes são livremente escolhidos pela vontade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Compreende-se destarte que esse &lt;i&gt;accidens necessarium&lt;/i&gt; está em cada indivíduo e igualmente na espécie. De modo algum se poderia conceber a vida social como um &lt;i&gt;accidens contigens&lt;/i&gt;. Ela não pode &lt;b&gt;não ser&lt;/b&gt; enquanto o homem fôr. De modo que casamento, família e Estado não comungam daquela contigencialidade, “etwas, das dasein oder nicht dasein kann”(pag. 706).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Mas, note-se — tudo se centra na essência do próprio homem, assevera Manser: “die Wesenheit des Menshen ist und bleibt der Zentralgedanke des ganzen Sozialproblems” (ibidem).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O Estado não se pode dizer, porém, como algo mesmo da essência do homem. Decorre, isto sim, da só racionalidade. A corporeidade é estranha à comunhão social. Mais precisamente, a história do Estado deve as suas origens metafísicas à potencialidade intelectivo-apetitiva do ser humano. Aliás, bem analisada a questão, conclui-se que o problema mesmo da sociabilidade humana (“Sozialproblem”) deita suas raízes na problemática fundamental dos conceitos universais &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn40" name="_ftnref40" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[40]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;É quiçá em face dessa concepção da alegada superioridade do individual sobre o social que — sustenta-se — seria uma falsa interpretação do tomismo aquela pela qual se pudesse forçar a exegese da regra jurídica em benefício do socialmente mais fraco &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn41" name="_ftnref41" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[41]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. O direito romano seria mesmo o mais condizente com o conteúdo das Sagradas Escrituras, na visão do Doutor Angélico &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn42" name="_ftnref42" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[42]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Assim, a ideia de “direito subjetivo” seria conceito tão infundado quão perigoso, pois pressupõe a tese de que a liberdade seria originariamente atribuível ao Estado &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn43" name="_ftnref43" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[43]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Mesmo assim, soube Santo Tomás manter a autonomia do direto laico, sem misturá-lo com os preceitos evangélicos &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn44" name="_ftnref44" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[44]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;4. &lt;i&gt;Realismo jurídico. &lt;/i&gt;No entender de Georges Rénard o direito romano precisou do cristianismo para atingir uma realidade mais vasta e mais profunda. A filosofia aristotélica, por sua parte, teve de valer-se do tomismo para atingir alturas que ainda não vislumbrara &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn45" name="_ftnref45" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[45]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A vantagem da filosofia clássica em relação aos movimentos filosóficos posteriores, dizem alguns (e há razões para contestar), está de algum modo em que o pensador metafísico é capaz de trabalhar mentalmente com o abstrato sem porém perder de vista o concreto &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn46" name="_ftnref46" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[46]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Não há caracterizar-se a filosofia do tomista nem como normativista nem como subjetivista. Ela se projeta na vivência social jurídica como jurídico-realismo. A realidade é lida pela própria razão &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn47" name="_ftnref47" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[47]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ainda segundo Giuseppe Graneris, verdade é que o indivíduo é substância, ao contrário do Estado. Mas há também aspectos em que o interesse coletivo sobreleva ao individual, de modo que se impõe, situação por situação, examinar as funções do indivíduo e do Estado. Segundo a filosofia política de S. Tomás — e em coerência com a sua metafísica —, a totalidade mesma do homem ordena-se para a comunidade toda, como parte dela, e ela como fim do indivíduo (S. Theol., II, II, 65, 1). Mas essa ordenação não chega a abranger a integridade da pessoa humana no sentido de ser tudo em si e com o que é seu (&lt;i&gt;secundum se totum et secundum omnia sua&lt;/i&gt;). Assim, na obra desse santo da filosofia medieval, não se podem introduzir secções geométricas e traçar-lhe paralelas. É característica do Doutor Angélico a preferência pelos revestimentos totais e pela construção hierárquica. Alcança com isso o havido por ele como perfeito exame dos efeitos, através dos quais transcende, subindo ou descendo até às causas. Sua metafísica é teocêntrica e ultraterrena, sem deixar todavia de se constituir como que &amp;nbsp;compreensiva da realidade toda. Donde a sua &lt;i&gt;beleza&lt;/i&gt; que resiste ao passar dos séculos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ocupa-se o Santo Tomás de Aquino da conquista das proposições universais. Soluções práticas bem podem ficar a cargo de outros cérebros, menos poderosos (?...). Diante e dentro do sistema grandioso de S. Tomás toda pessoa se sente poderosamente dirigida a um fim, a que se orienta a existência integral &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn48" name="_ftnref48" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[48]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;5. "&lt;i&gt;Socialidade". &lt;/i&gt;A concepção de causa final consegue estabelecer-se como base para o realismo jurídico, tal como o concebe S. Tomás. Não um realismo científico apenas, dizem seguidores dele, mas filosófico, cujo valor e latitude o aquinatense consegue alcançar de maneira admirável &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn49" name="_ftnref49" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[49]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Em face do sistema filosófico de S. Tomás não seria acertado ter-se como característica maior do direito a politicidade — como quer F. Olgiati —, argumenta outro autor tomista. O cerne do direito tomista, dada a sua visão filosófica global é, antes, a própria socialidade &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn50" name="_ftnref50" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[50]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. A crítica levou Olgiati a empreender novas investigações, que culminaram com a insistência na sua tese: a politicidade é a nota essencial que domina o pensamento político-jurídico do aqüinatense, a partir da sua metafísica, a partir da sua metafísica. Com efeito — mostra S. Tomás —, o bem de qualquer parte só é mensurável em proporção com o todo. A parte desacertada no todo é inadmissível. O homem é parte do Estado. Não pode haver bem no homem se ele não mantiver medidas de proporção relativamente à comunidade. Aliás, por isso mesmo, não pode pensar em bem da comunidade se não forem virtuosos os indivíduos. Pelo menos os que detêm o poder (S. Theol., I, II, 92, 1, &lt;u&gt;c&lt;/u&gt;). Mas S. Tomás entende por “Estado” (&lt;i&gt;civitas&lt;/i&gt;) não o “Governo” e sim a comunidade dos indivíduos &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn51" name="_ftnref51" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[51]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;6. &lt;i&gt;Metafísica e ciência. &lt;/i&gt;Na apreciação do próprio F. Olgiati, mesmo no estudo do direito, S. Tomás não descurou do experiencial. Estudou a fundo o direito romano. E pesquisou até às raízes o mais central de todos os conceitos; a realidade enquanto realidade. Mas supera a mera constatação de ocorrências empíricas (&lt;i&gt;quia&lt;/i&gt;). Encontra, na explicação racional última (&lt;i&gt;propter quid&lt;/i&gt;), as bases de qualquer fenômeno. Fá-lo perseguindo tenazmente os elementos intrínsecos do ser. Logra assim apreender a própria essência das realidades, inclusive a essência da realidade jurídica, o que explica e a justifica. A metafísica é o fundo comum de toda a concepção tomista do direito. S. Tomás também organiza a seu modo o múltiplo dando-lhe unidade. Toda essa unificação do saber, em que também se banha a essência da juridicidade, parte do conceito fundamental de ser e das leis do ser. A sociabilidade do homem pressupõe a sua racionalidade que, por sua vez, só se explica pelas leis mesmas do ser, entre as quais a da &lt;i&gt;causa finalis&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O ser humano tem na &lt;b&gt;convivência&lt;/b&gt; a sua causa final, o que explica tanto a família e os círculos sociais mais abrangentes que ela. A &lt;i&gt;societas&lt;/i&gt; encontra plenitude de justificação se a enriquecermos metafisicamente com o finalismo, o qual dinamiza o ser. O Estado só pode satisfatoriamente explicado e compreendido com a perspectiva fecunda dos conceitos de ser, pessoa e causa final — &lt;i&gt;ens, persona&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;causa finalis&lt;/i&gt;. Essa grandiosa concepção foi construída por S. Tomás com método de rigorosa lógica &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn52" name="_ftnref52" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[52]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Outro tomista o jesuíta, F. Coplestone, entende também que, sem grave lesão da construção sistemática, não se poderia entender a teoria política de S. Tomás, que é uma das estruturas que integram o seu pensamento globalizante &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn53" name="_ftnref53" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[53]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;b) &lt;b&gt;A persistência da questão gnosiológica&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Até certo ponto o tomista percebe que, em geral, as próprias concepções de vida arrancam das mentalidades cíclicas &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn54" name="_ftnref54" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[54]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Não chegam a ver o que há de resistência sociológica nas cargas religiosas, morais e estéticas que se aninham na relação vital do ato de conhecer. Tampouco percebem — aliás, como em geral as demais correntes filosóficas — que o problema gnosiológico, velhíssimo, tem de ser repensado, a partir da percepção, da sensação e do conhecimento intelectual &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn55" name="_ftnref55" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[55]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. É só daí que se pode começar, sem saltos indevidos. Os saltos, os contornos, as suposições, a criatividade do &lt;b&gt;sub&lt;/b&gt; (cognoscente), podem comprometer a validade filosófica de muitos componentes de determinado sistema. E a este pode fazer ruir, como construção de &lt;b&gt;conhecimento&lt;/b&gt; do Real.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;1. &lt;i&gt;Conhecer é adaptar-se&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Cum-gnoscere&lt;/i&gt; é ato de adaptação social, com largo esforço de &lt;b&gt;externação&lt;/b&gt; dos elementos do “meio”. A inteligência é capaz de externar-se a si própria no complexo jogo de equações matemático-físico-biológico-sociológicas, interação que só acontece no fenômeno “organismo x meio”. O &lt;b&gt;conhecer&lt;/b&gt; é apenas um desses fenômenos &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn56" name="_ftnref56" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[56]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. No reconhecimento instintivo rapidamente surgem respostas relativas a perguntas multisseculares. Demoraram a ser dadas. Já a inteligência atalha esses lentos apalpamentos do instinto &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn57" name="_ftnref57" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[57]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Verdade é o conhecer tem origem na nutrição animal. Aliás ele é um tipo de nutrição. O homem, na adaptação cognoscitiva&amp;nbsp; — que, claro está, é sociológica —, vai refinando seu instrumental orgânico, tornando-o cada vez mais subtil, penetrante, eficaz, requintado, preciso, exato e seguro &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn58" name="_ftnref58" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[58]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Nessa longa história animal despontou o Homem. E nada deixa crer que a própria evolução animal haja estacionado. Eis aí uma proposição que incute dúvidas nos sistemas metafísicos, qualquer que seja ele. É que o animal-homem tem vencido as adaptações submetendo-se ao Real para aprendê-lo melhor. Nos atos de conhecer e de reconhecer ocorre isto no intuito de se apanharam as realidades e se obterem as proposições verdadeiras com que o homem se adapta às coisas e aos outros homens. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;2. &lt;i&gt;Cindir a objetividade. &lt;/i&gt;No conhecer — por sensação ou por intelecção — é de mister procedermos ao desfazimento das &lt;b&gt;ilusões&lt;/b&gt; que inçam de dificuldade a captação da adaptação cognoscitiva. Entenda-se por ilusão o posicionamento forjado pelo sujeito (&lt;b&gt;sub&lt;/b&gt;) e os embaralhamentos exsurgidos do objeto (&lt;b&gt;ob&lt;/b&gt;). Ao afirmar essa &lt;b&gt;resistência&lt;/b&gt;, há uma autoartificialização do ser vivo, para situar-se. É um “segurar-se” no ato de se frisarem as linhas demarcatórias das posições &lt;b&gt;sub&lt;/b&gt;-&lt;b&gt;ob&lt;/b&gt;(&lt;b&gt;jeto&lt;/b&gt;). Mas na relação original do conhecimento — do ato instintivo — tal não se dá. A relação é pura: ser-ser, jeto-jeto. Frisar o &lt;b&gt;sub&lt;/b&gt; e o &lt;b&gt;ob&lt;/b&gt; já é, de certo modo, abstrair: deixa-se quase tudo o mais por fora da relação sub(jeto)-ob(jeto). No conhecer é preciso ir além — &lt;b&gt;penetrar&lt;/b&gt;. Cumpre desfazerem-se as duas posições: para se &lt;b&gt;pegar&lt;/b&gt; mais &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn59" name="_ftnref59" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[59]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. É o momento em que o animal-homem se desvencilha da tomada de posição em que se situara, e retira do seu pensar esse &lt;b&gt;ob&lt;/b&gt;, “carregado” de anteposição, de focalização espacio-temporal. É a operação chamada — com o máximo de depuramento descritivo, e com o mínimo de insinuação linguística —, de “pôr entre parênteses” o &lt;b&gt;ob&lt;/b&gt;: (ob)-jeto &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn60" name="_ftnref60" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[60]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;3. &lt;i&gt;Cindir a subjetividade. &lt;/i&gt;Outra operação — que pode ser simultânea com a primeira — é das mais interessantes: o cognoscente risca-&lt;b&gt;se&lt;/b&gt;, põe-&lt;b&gt;se&lt;/b&gt; também entre parênteses, “esquece-se”. Há um como “sair da frente daquilo que a coisa é”; é, pois, um delicado retirar-&lt;b&gt;se&lt;/b&gt; da relação vital. Eis aí um sacrifício, um ceder de si para colher o “algo mais”. É o momento em que mais desponta a problemática interessante das cargas sociológicas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A teoria da relatividade veio confirmar a maior correção de um universo curvo, em que as coisas se movem. Como um “enxame de abelhas”, na imagem expressiva de B. Russell, ocorrendo a incessante troca de energias, instante em que a velocidade influi na massa mesma do ente que se move. Movem-se todos, incluído o que está a observar o movimento &lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn61" name="_ftnref61" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[61]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Tempo e espaço relativizaram-se. O tempo-substantivo e o espaço-substantivo são hipostasiação, substancialização típica da filosofia clássica. De todo e qualquer pensamento metafísico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Espaço&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; são as relações espaciais. Tempo são as relações temporais&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftn62" name="_ftnref62" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[62]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Os predicamentos não são graus de ser. "Substância" é um &lt;b&gt;sub&lt;/b&gt;, metido onde há algo (ou &lt;b&gt;talvez&lt;/b&gt; haja!) que o &lt;i&gt;Eu&lt;/i&gt; não conhece, que ainda não debulhou. Ele ainda continua rijo, porque anda não mastigado, nem rasgado — esfarelado, dissolvido, cindido (scire=scindere=sentire!). Hipostasiar é uma operação metafísica do espírito em que ele cria um “suporte” (sub, hypo), ou um “fundo” (ultra, meta) ou um “alto” (supracientífico), ou um “além” (trans-), projetando-se por uma exigência vital diversa do&lt;b&gt; scire&lt;/b&gt; (cortar), do &lt;b&gt;sapere &lt;/b&gt;(saborear), isto é, do palmilhar da inteligência e do instinto rente aos fatos em grau máximo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Numa palavra, o pensamento metafísico prejudica a solução do grave problema da gnosiologia: como podemos conhecer com mais acima acerto — precisão, exatidão, segurança. Dá-se o contrário com a ciência positiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="NORMALCOMPARGR" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;*-*&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="NORMALCOMPARGR" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;Fontes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;Aristotelis librum de anima commentaria&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;, 2ª ed. Turim: Marietti, 1936.&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;De veritate&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;De ente et essentia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;Summa theologiae&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. &lt;i&gt;Vorstellung vom Raume&lt;/i&gt;, &lt;b&gt;Atti del V&amp;nbsp; Congreso I de Filosofia&lt;/b&gt;, Napoli, 1924&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; _______&lt;/span&gt;&lt;i&gt; Por&amp;nbsp; quê filosofar?&lt;/i&gt;, &lt;b&gt;Revista. Brasileira de Filosofia&lt;/b&gt;, v.13, fasc. 52, 1963.&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; _______ &lt;b&gt;O problema fundamental do conhecimento&lt;/b&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;2ª ed. Rio de Janeiro: Borsoi, 1972.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="NORMALCOMPARGR" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;Bibliografia e referências&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;COPLESTONE, Frederick Charles. &lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;A history of philosophy&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;, vol. 2&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="ft"&gt;&lt;span style="color: #222222; font-size: 11pt;"&gt;Westminster: Newman Press, 1950.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 11pt;"&gt;EDDINGTON, Arthur Stanley. &lt;b&gt;Space, Time and Gravitation&lt;/b&gt;. Cambridge: Forgollen Books , 1921.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;FAITANIN, Paulo.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;O instante segundo São Tomás de Aquino&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;AQUINATE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;, n° 4, (2007). Universidade Federal Fluminense.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;FÜTSCHER, &lt;b&gt;Akt und Potenz&lt;/b&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;Insbruck: &lt;/span&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;span style="color: #222222; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;GARDEIL,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;1932. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;1.&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;GILSON Étienne&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 11pt;"&gt;Le thomisme&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;. Paris: &lt;span class="st1"&gt;VRIN&lt;/span&gt;: 1989.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;GARRIGOU-LAGRANGE. Réginald. &lt;i&gt;Les XXIV thèses thomistes pour le 30&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;u&gt;e&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp; anniversaire de leur approbation. &lt;/i&gt;&lt;b&gt;Angelicum&lt;/b&gt;, v. 20, t. IV, 1943&lt;span class="ft"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span class="ft"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;GRANERIS, Giuseppe&lt;b&gt;. Contribución tomista a la filosofía del derecho &lt;/b&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="ft"&gt;&lt;span style="color: #222222; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;trad. de Celina Ana Lértora Mendoza). Eudeba: B. Ayres, 1973.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;HIRSCHBERGER, Johannes. &lt;b&gt;Historia de la filosofía&lt;/b&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;2 v. Trad. Luís Martínez Gómez. Barcelona: Herder, 1954-1956. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;LECLERCQ, Jacques&lt;b&gt;. Les grandes lignes de la philosophie morale&lt;/b&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;Paris: Vrin, 1946.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;MAC-DOWELL, João Augusto Anchieta Amazonas, &lt;b&gt;A gênese da ontologia fundamental de M. Heidegger. &lt;/b&gt;Belo Horizonte: Loyola, 1993.&lt;em&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;MANSER, Gallus Maria. &lt;b&gt;Das Wesen des Thomismus&lt;/b&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt; 3º&amp;nbsp; ed. Freiburg (Suíça): Paulusverlag, 1949.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt;"&gt;MESSINEO, Antonio. &lt;i&gt;Il concetto di giuridicità&lt;/i&gt;, &lt;b&gt;Civiltà Cattolica&lt;/b&gt;&lt;i&gt;,&lt;/i&gt; 04-12-1943.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;OLGIATI. Francesco. &lt;i&gt;Indagini e discussioni intorno al concetto di Giuridicita&lt;/i&gt;. &lt;span class="st1"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;Vita e pensiero. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;Milano.1944. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;OLIVEIRA, Mozar Costa de. &lt;i&gt;A gnosiologia estudada com dados das outras ciências&lt;/i&gt;. Santos: &lt;b&gt;Leopoldianum&lt;/b&gt; (Cad. posgrad), 2001.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="NORMALCOMPARGR"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;______ OLIVEIRA, Mozar Costa de. &lt;b&gt;El concepto de existencia en la metafísica de F. Suárea&lt;/b&gt; 1959: TCC de Filosofia na &lt;i&gt;Pontificia Universitas Comillensis &lt;/i&gt;(hoje "Universidad Comillas de Madrid").&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;RÉNARD&lt;b&gt;,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;span style="color: #222222; font-size: 11pt;"&gt; Georges. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;La Philosophie de l'Institution&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;span style="color: #222222; font-size: 11pt;"&gt;. Recueil Sirey: Paris. 1930&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 11pt;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;ROHNER, H. &lt;i&gt;Individuum, Person und Gemeinschaft&lt;/i&gt;, &lt;b&gt;Schweizerschule&lt;/b&gt; 26, 1939,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;SPIAZZI. R. M. "Introductio editoris"&amp;nbsp; do &lt;i&gt;In Metaphysicorum&lt;/i&gt; de Santo Tomás de Aquino, Turim-Roma: Marietti, 1950.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;span style="color: #222222; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;TOZZI Michel,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt; Pourquoi Philosopher&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #222222; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;span style="color: #222222; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;: Montpellier; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;De Boeck, 2007.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; VILLEY, Michel. &lt;b&gt;Philosophie du Droit&lt;/b&gt;. &lt;/span&gt;&lt;cite&gt;&lt;span style="color: #1c1c1c; font-size: 11pt; font-style: normal;"&gt;Précis Dalloz, deuxième édition. Dalloz: Paris, 1984.&lt;/span&gt;&lt;/cite&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #1c1c1c; font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoFootnoteText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoFootnoteText" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt;"&gt;+-+-+-+&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;div id="ftn1"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;i&gt;De veritate&lt;/i&gt;, I, 1: ver tb. o proêmio do &lt;i&gt;De ente et essentia&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;i&gt;Summa theologiae&lt;/i&gt;, I, 3, 4, c; &lt;i&gt;De ente et essentia&lt;/i&gt;, c. 5.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn3"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;i&gt;Magis intimum cuilibet, et &lt;/i&gt;(...) &lt;i&gt;profundius omnibus inest&lt;/i&gt; (&lt;i&gt;Summa theologiae&lt;/i&gt;, I, 8, 1, ad 1).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn4"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref4" name="_ftn4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Veja-se MANSER, G. M. &lt;b&gt;Das Wesen des Thomismus&lt;/b&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt; 3º&amp;nbsp; ed. Freiburg (Suiça): Paulusverlag, 1949. p. 232-696 e FÜTSCHER, &lt;b&gt;Akt und Potenz&lt;/b&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;Insbruck: &lt;/span&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;span style="color: #222222; font-size: 10pt;"&gt;GARDEIL,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;1932. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;1ª parte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn5"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref5" name="_ftn5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;i&gt;Summa theologiae&lt;/i&gt;, I, 2, 3, &lt;u&gt;c&lt;/u&gt;. O título desse artigo é "se Deus existe": “&lt;i&gt;utrum Deus sit&lt;/i&gt;”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn6"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref6" name="_ftn6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt; Ver MANSER, op. cit., p. 345-367. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn7"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref7" name="_ftn7" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt; Ver &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 10pt;"&gt;HIRSCHBERGER, Johannes. &lt;b&gt;Historia de la filosofía&lt;/b&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;2 v. Trad. Luís Martínez Gómez. Barcelona: Herder, 1954-1956, tomo &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;I, p. 305. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn8"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref8" name="_ftn8" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Atenda-se ao emprego metafísico de preposições (&lt;b&gt;sub&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;hypo&lt;/b&gt;) que põe, por trás do experienciável, um como que calço. É um ente lógico aí colocado por premência dos processos adaptativos sociais de religião e estética, sendo que – como teremos oportunidade de ver – esse passo metafísico de jogar algo lá por trás do &lt;b&gt;conhecido&lt;/b&gt; é ditado pela exigência religiosa do pensar humano. Trata-se de uma via cogitativa diversa da via científico-positiva tal como encontramos na descritividade de Pontes de Miranda. A fluidez biológica do jeto lógico, a sua extrema finura, permite essa falsa liberdade de “patinação” mental. O que a detém, pedindo provas, é a via da Ciência. A estética da construção lógico formal, essa é irrevogável. Estética é outro processo social de adaptação típico; diferente, porém, do conhecimento preciso, exato e seguro, próprio da Ciência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn9"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref9" name="_ftn9" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; O hilemorfismo, destaca-se atualmente na Escolástica como capítulo da cosmologia, fora pois do tratado da Metafísica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn10"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref10" name="_ftn10" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Obra clássica mais recente, suareziana, é a de FÜTSCHER, &lt;b&gt;Akt und Potenz&lt;/b&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;Insbruck: &lt;/span&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;span style="color: #222222; font-size: 10pt;"&gt;GARDEIL,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;1932&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;, cujos argumentos nunca nos pareceram bem respondidos pelo tomismo em sentido estrito. (Referimo-nos ao plano puramente escolástico com as suas premissas antigas).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn11"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref11" name="_ftn11" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Assim como em E. Lask, também em M. Heidegger aparecem linhas gnosiológicas e metafísicas (a atitude de Heidegger parece mais hipostasiante que a de seu amigo Lask) que se aproximam da experiência gnosiológica cuidadosamente descrita por Pontes de Miranda, particularmente em &lt;i&gt;O problema fundamental do conhecimento&lt;/i&gt;, cuja 1ª edição é de 1937. Assim, “o desocultamento do ente e do seu ser” lembra a operação que Pontes indica como &lt;i&gt;pôr entre parênteses&lt;/i&gt; o &lt;b&gt;ob&lt;/b&gt; e o &lt;b&gt;sub&lt;/b&gt;. A insistência de Heidegger sobre a necessidade de se examinar o fenômeno típico da consciência não é rejeitada por este gênio brasileiro, que mostra a possibilidade de o espírito pôr tanto o &lt;b&gt;sub&lt;/b&gt; como o seu &lt;b&gt;ob&lt;/b&gt;. O “Dasein” de Heidegger é a consciência para Pontes, que enriquece e corrige profundamente — a nosso ver — a fenomenologia de E. Husserl. O esforço heideggeriano por superar a oposição subjeto-objeto é o cerne mesmo do método ponteano com vistas à extração do &lt;b&gt;jeto&lt;/b&gt;. Deixar aparecer o ser (Heidegger) é deixar aparecer o jeto (Pontes). A exploração de étimos e símbolos gráficos é um fundo, com algo de comum, entre os dois pensadores. A notável perspicácia de Heidegger em "escutar o ser", em guardar o ser, encontra certa correspondência na implacável e tenaz descritividade ponteana, desinfluenciada e libertadora, para se extrair o jeto. O que afirmamos sobre Heidegger é o que estudamos no jesuíta MAC-DOWELL, João Augusto Anchieta Amazonas, &lt;b&gt;A gênese da ontologia fundamental de M. Heideggern. &lt;/b&gt;Belo Horizonte: Loyola, 1993; ver págs. 111 , 112, 116-117, 207-210. As divergências são profundas, sem dúvida. Apontemos, de passagem, duas: Martin Heidegger ora se interesa em demasia pelo &lt;b&gt;sub&lt;/b&gt; (até “Sein und Zeit”), ora pretende abandoná-lo (seu projeto posterior a &lt;b&gt;Sein und Zeit&lt;/b&gt;) – MAC-DOWELL, op. cit., p. &lt;st1:metricconverter productid="233. A" w:st="on"&gt;233. A&lt;/st1:metricconverter&gt; outra: Heidegger, fortemente religioso, sem formação físico-matemática, não se livrou da operação &lt;b&gt;&lt;u&gt;hipo&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;stosiante, no coração mesmo do seu &lt;i&gt;cognoscere&lt;/i&gt;; foi sempre metafísico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn12"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref12" name="_ftn12" title=""&gt;&lt;em&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Diz Pontes de Miranda que muita vez a etimologia é descurada pelo pensamento filosófico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;"É, no entanto, rica de confirmações. Não lhe de­vemos entregar a resposta aos nossos inquéritos; mas é pôr de lado material precioso não atendermos a que as pala­vras são mímicas sonoras e que a mímica é muito do homem nos períodos em que mais precisaríamos tê-lo à vista para as nossas indagações de Teoria do Conhecimento [...]. A separação a que pro­cedemos, &lt;i&gt;subiectus&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;obiectus, ob-, sub-, iectus&lt;/i&gt;, revela-nos que a aparição dos universais vinha da natureza da sensibilida­de, seccionadora do mundo e essencialmente extratora. Mais ainda: referir-me a mim e referir-me ao objeto é que, pon­do em contraposição dois seres, os singulariza, e essa con­traposição se traduz nos prefixos. Ao passo que entre eles há algo de estante por si, comum porém não necessaria­mente comum, que é o universal, o jeto de objeto e de sujeito, o Stand de Gegenstand, o ject de Object e de Subject." &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. &lt;b&gt;O problema fundamental do conhecimento&lt;/b&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;2ª ed. Rio de Janeiro: Borsoi, 1972, página 105).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn13"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref13" name="_ftn13" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Sobre a ideia de &lt;i&gt;instante &lt;/i&gt;no próprio Santo Tomás de Aquino, ver FAITANIN, Paulo.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;i&gt;O instante segundo São Tomás de Aquino&lt;/i&gt;&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&lt;b&gt;AQUINATE&lt;/b&gt;, n° 4, (2007). Universidade Federal Fluminense.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn14"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref14" name="_ftn14" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Para Aristóteles as inteligências mais fracas só pensam com base em matemática, com exemplos concretos e com imagens poéticas (&lt;i&gt;Metaphysica&lt;/i&gt;,1.II, c. III,173, edição Bekker). Santo Tomás aceita a idéia (&lt;i&gt;In Metaphysicorum&lt;/i&gt;, L.II, 1 v, n. 334). Modernamente o tomista R. M. Spiazzi é de opinião que o lugar próprio dos super-dotados é, pela via do intelectualismo, o cultivo da metafísica. Toda tendência positiva denuncia inteligências inferiores (ver a SPIAZZI. R. M. "&lt;b&gt;Introductio editoris&lt;/b&gt;"&amp;nbsp; do &lt;i&gt;In Metaphysicorum&lt;/i&gt; de Santo Tomás de Aquino, Turim-Roma: Marietti, 1950, p. IX). Assim – dizemos nós – Dante, Göethe, Galileu, Gauss, Einstein, Pontes de Miranda, B. Russell, seriam inteligências inferiores…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn15"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref15" name="_ftn15" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Ver PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. &lt;b&gt;O problema fundamental do conhecimento&lt;/b&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;2ª ed. Rio de Janeiro: Borsoi, 1972, p. 29-33 e 35-45. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Ver também o nosso &lt;i&gt;A gnosiologia estudada com dados das outras ciências&lt;/i&gt;. Santos: &lt;b&gt;Leopoldianum&lt;/b&gt; (Cad. posgrad), 2001.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn16"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref16" name="_ftn16" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; O que dosa e, de certo modo mitiga a “hostilidade pelo empírico” é, curiosamente, a própria &lt;b&gt;conduta religiosa&lt;/b&gt; e moral da maioria dos filósofos tomistas (virtude). Mas aí, nesse caso, atua uma religiosidade mais “positiva”. É o &lt;b&gt;amor&lt;/b&gt;, que reabre uma válvula de “compreensão”, e de admissão do papel construtivo da investigação científico-positiva. Um &lt;b&gt;amor&lt;/b&gt; vasto, porque se liga ao &lt;i&gt;Ens a se&lt;/i&gt;. E eficaz, porque se comprometeu com personagem &lt;b&gt;histórico&lt;/b&gt;, Jesus Cristo, cuja recomendação máxima se cifra no amor mesmo, meta absoluto, do pensador católico, dotado de religiosidade mais profunda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn17"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref17" name="_ftn17" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[17]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt; Esse rei, non veritas eius, causat veritatem intellectus (&lt;i&gt;Summa theologiae&lt;/i&gt;, I, 16, 1, ad 3).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn18"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref18" name="_ftn18" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[18]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt; Arist., &lt;i&gt;Eth. ad Nic.&lt;/i&gt;, 1, 1; &lt;i&gt;Summa theologiae&lt;/i&gt;, I, 5, 1, c.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn19"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref19" name="_ftn19" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[19]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Summa theologiae&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;, I, 5, 1, &lt;u&gt;c&lt;/u&gt; e q. 3, art. 4; q. 5, 3. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn20"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref20" name="_ftn20" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[20]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Summa theologiae&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;, I, 5, 4. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;É dito aí que o &lt;b&gt;belo&lt;/b&gt;, o agradável aos sentidos diz respeito à capacidade cognoscitiva humana , está na potência da alma: &lt;i&gt;pulchrum autem respicit vim cognoscitivam: pulchra enim dicuntur quae visa placent&lt;/i&gt; (&lt;i&gt;Summa theologiae&lt;/i&gt;, I, 5, 4, ad 1).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn21"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref21" name="_ftn21" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[21]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Estudo sintético sobre a confluência em S. Tomás de idéias advindas da dialética platônica, “formalismo” aristotélico, emanação neoplatônica, &lt;i&gt;lex aeterna &lt;/i&gt;de S. Agostinho e hierarquia ôntica de Areopagita, ver em &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 10pt;"&gt;HIRSCHBERGER, Johannes. &lt;b&gt;Historia de la filosofía&lt;/b&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;2 v. Trad. Luís Martínez Gómez. Barcelona: Herder, 1954-1956, p. 311-312.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn22"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref22" name="_ftn22" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[22]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Para visão resumida sobre a possibilidade da metafísica em S. Tomás, leia-se o tomista jesuíta &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;COPLESTONE, F&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;b&gt;A history of philosophy&lt;/b&gt;, v.II, Burns Oates: London, 1950&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;, p. 388-397.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn23"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref23" name="_ftn23" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[23]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 10pt;"&gt; Ver &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;GILSON Étienne&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 10pt;"&gt;Le thomisme&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;. Paris: &lt;span class="st1"&gt;VRIN&lt;/span&gt;: 1989,&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 10pt;"&gt; p. 523.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn24"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref24" name="_ftn24" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[24]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Ver &lt;span class="st1"&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;TOZZI Michel,&lt;/span&gt;&lt;b&gt; Pourquoi Philosopher&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;: Montpellier; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;De Boeck, 2007, &lt;i&gt;passim&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn25"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref25" name="_ftn25" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[25]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; A &lt;i&gt;práxis &lt;/i&gt;religiosa, segundo mestres católicos, não é especulativo-intelectualista e sim &lt;b&gt;vivencial&lt;/b&gt;. A percepção do amor de Deus, com as suas consequências, é o suficiente e necessário para esse contato. Ver&amp;nbsp; por exemplo, nos &lt;i&gt;Exercícios Espirituais &lt;/i&gt;de S. Inácio de Loyola, a "A contemplação para alcançar o amor" nos números [230]-[237]. Essa experiência está ao alcance de qualquer indivíduo, seja daquele que aceita toda&amp;nbsp; metafísica, como também do que a repudia como fonte de conhecimento.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn26"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref26" name="_ftn26" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[26]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Breve sobre a ética segundo Aristóteles: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="http://www.revistamirabilia.com/Numeros/Num11/3.%20Calovi.pdf"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;http://www.revistamirabilia.com/Numeros/Num11/3.%20Calovi.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn27"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref27" name="_ftn27" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[27]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; S.C.G., II, 89: Note-se que os comentários de S.Tomás ao &lt;i&gt;De anima&lt;/i&gt; de Aristóteles (In: &lt;i&gt;Arist. librum de anima comment&lt;/i&gt; 2ª ed. Turim: Marietti, 1936) e os &lt;i&gt;In Arist. libros de sensu et sensata, de memoria et reminiscentia commentaria&lt;/i&gt; (de autenticidade duvidosa). Turim: Marietti, 1938, fundam-se na psicologia racional e experimental do estagirita, com poucos acréscimos do aqüinatense, cuja originalidade é maior na &lt;i&gt;Summa theologiae&lt;/i&gt; e na &lt;i&gt;S. C. Gentiles&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn28"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref28" name="_ftn28" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[28]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Assim: no &lt;i&gt;In Metaphysicorum&lt;/i&gt;; no “opus &lt;st1:metricconverter productid="33”" w:st="on"&gt;33”&lt;/st1:metricconverter&gt; dos “Selecta opuscula” (S. Lapi, C. de Costello, 1886), que tem por título &lt;i&gt;De substantiis separatis &lt;/i&gt;(tomo III). O assunto é longamente estudado na &lt;i&gt;Summa theologiae&lt;/i&gt;, I, 79, 1-8 e &lt;i&gt;S.C.G.&lt;/i&gt;, 1. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;II 91-101).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn29"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref29" name="_ftn29" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[29]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Summa theologiae&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;, I, 50, 1, ad 1. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;O tratado dos “&lt;i&gt;angeli&lt;/i&gt;” é longo, já na 1ª pars da &lt;i&gt;Summa theologiae&lt;/i&gt;: q. de 50 até 63.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn30"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref30" name="_ftn30" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[30]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Opportet praessuponere quod anima dicitur esse primum principium vitae in his quae apud nos vivunt (S. Theol., I, 75, 1, c). Ipsum (...) intellectuale principium, quod dictur mens vel intellectus. habet operationem per se (...) Nihil autem potest per se operari, nisi quod per se subsistit (Summa theologiae, I, 75, 3, 2, &lt;u&gt;c&lt;/u&gt;).&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn31"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref31" name="_ftn31" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[31]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;i&gt;Summa theologiae&lt;/i&gt;, I, 77, 3: per actus et objecta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn32"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref32" name="_ftn32" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[32]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; thesaurus vel locus conservativus specierum (&lt;i&gt;Summa theologiae&lt;/i&gt;, I, 79, 7, &lt;i&gt;sed contra)&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn33"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref33" name="_ftn33" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[33]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; principia operabilium nobis naturaliter indita (&lt;i&gt;Summa theologiae&lt;/i&gt;, I, 79, 12, c).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn34"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref34" name="_ftn34" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[34]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Melior est amor Dei quam cognitio (&lt;i&gt;Summa theologiae&lt;/i&gt;, I, 82, 3, c). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn35"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref35" name="_ftn35" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[35]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;i&gt;Summa theologiae.&lt;/i&gt; O longo tratado das &lt;i&gt;passiones&lt;/i&gt; (I, II, q. &lt;st1:metricconverter productid="22 a" w:st="on"&gt;22 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 48) é de rara beleza, por sua finura de análise e pela riqueza do farto material tratado com pela sagacidade, sobriedade e serenidade. É assunto já impregnado de moralidade, &lt;b&gt;verdadeiramente atual em muitos aspectos&lt;/b&gt;. Entende-se bem que a Igreja Católica, ciosa da formação moral e da sua eficácia na sociedade, considere a síntese tomista como o mais equilibrado dos humanismos, proposto como modelo para os cristãos (LECLERCQ, J. &lt;i&gt;Les grandes lignes de la philosophie morale.&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;Paris: Vrin, 1946, p. 221). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Esta matéria será um pouco mais desenvolvida à frente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn36"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref36" name="_ftn36" title=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[36]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Para um estudo das paixões segundo a ciência positiva, ver nosso &lt;b&gt;Paixão, Razão e Natureza&lt;/b&gt;. Tese de doutorado sob orientação do Professor Miguel Reale. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1994, 239 páginas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; São vários estudos sobre o tema. Em especial ver no capítulo I, os itens 4. "&lt;i&gt;locus &lt;/i&gt;da paixões" e 5. "substrato das paixões".&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn37"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref37" name="_ftn37" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[37]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; MANSER, op. cit., (719 páginas). Contrapõe-se-lhe, no interior mesmo do sistema escolástico, a obra do jesuíta FÜTSCHER, &lt;i&gt;Akt und Potenz.&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;Insbruck: s.e., &lt;st1:metricconverter productid="1932. A" w:st="on"&gt;1932. &lt;span lang="PT-BR"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; opinião é de frontal contrariedade em pontos tão fundamentais como ato-e-potência, essência-e-existência, "princípio da individuação", analogia, predicação, etc. A respeito das teorias discutidas nesse campo compusemos há mais de meio século a monografia temática defendida e aprovada na então &lt;i&gt;Pontificia Universitas Comillensis &lt;/i&gt;(hoje "Universidad Comillas de Madrid"): OLIVEIRA, Mozar Costa de. &lt;b&gt;El concepto de existencia en la metafísica de F. Suárea&lt;/b&gt; 1959.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn38"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref38" name="_ftn38" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[38]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Esta é uma das fontes invocadas pelos tomistas (em sentido estrito) para sustentarem, contra tomistas-suarezianos e tomistas-scotistas, a distinção real entre essência e existência no ser criado. Vejam-se MANSER, op. cit., p. 554 -588 e FÜTSCHER, op. cit., &lt;b&gt;passim&lt;/b&gt;. Também nossa monografia supramencionada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn39"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref39" name="_ftn39" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[39]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; F. Olgiati e G. Corti são dois tomistas que dissentem a respeito da característica principal do direito em S. Tomás. Sustenta o primeiro que o cunho principal está na politicidade. O segundo: o cerne do direito tomista está justamente na individualidade da &lt;i&gt;persona&lt;/i&gt;&amp;nbsp; em face do Estado. Veja-se OLGIATI. &lt;i&gt;Indagini e discussioni intorno al concetto di Giuridicita&lt;/i&gt;. &lt;span class="st1"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;Vita e pensiero. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;Milano.1944, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;pag. 36-58.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn40"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref40" name="_ftn40" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[40]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; “Unsere Absicht war es, darauf hinzudeuten, dass das sozialproblem in seinen tiefsten Prinzipien ein eminent metaphysisches ist und dass es sogar auf das tiefste, schwierigste philolosophisches Problem, die Universalienfrage, zurückzuführen ist”. (Manser, op.cit., p. 707). No mesmo sentido, o autor cita outro dominicano, ROHNER, H. &lt;i&gt;Individuum, Person und Gemeinschaft&lt;/i&gt;, Schweizerschule 26, 1939, 449-464.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn41"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 12.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref41" name="_ftn41" title=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[41]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt; VILLEY, Michel. &lt;b&gt;Philosophie du Droit&lt;/b&gt;. &lt;/span&gt;&lt;cite&gt;&lt;span style="color: #1c1c1c; font-size: 10pt; font-style: normal;"&gt;Précis Dalloz, Deuxième édition. Dalloz: Paris, 1984, &lt;/span&gt;&lt;/cite&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;p. 132-133.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn42"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref42" name="_ftn42" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[42]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt; VILLEY, &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;Michel&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;. &lt;b&gt;Leçons d’Histoire de la Philosophie du Droit&lt;/b&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span class="googqs-tidbit-0"&gt;&lt;span style="color: #4e4e4e; font-size: 10pt;"&gt; 2ème éd.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #4e4e4e; font-size: 10pt;"&gt; Dalloz: Paris, 1962, &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;p. 43-45.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn43"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref43" name="_ftn43" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[43]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt; Id., ibid., p. 157.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn44"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref44" name="_ftn44" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[44]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt; Id., ibid., p. 217-219.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn45"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref45" name="_ftn45" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[45]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;RÉNARD,&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;span style="color: #222222; font-size: 10pt;"&gt; Georges. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;La Philosophie de l'Institution&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;span style="color: #222222; font-size: 10pt;"&gt;. Recueil Sirey: Paris. 1930&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 10pt;"&gt;, p. 52.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn46"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref46" name="_ftn46" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[46]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;OLGIATI. Francesco. &lt;i&gt;Indagini e discussioni intorno al concetto di Giuridicita&lt;/i&gt;. &lt;span class="st1"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;Vita e pensiero. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;Milano.1944, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 10pt;"&gt;p. 77.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;A afirmação é verdadeiramente ambígua. Poderá trabalhar com o concreto, lidar com as realidades, se assim o permitir uma profícua disciplina no método indutivo-experimental. Neste, sim, começa-se com o concreto e o abstrato é corretamente recebido no raciocínio se o sentido dele tiver sido controlado e confirmado por novas contactações com as realidades. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn47"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref47" name="_ftn47" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[47]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="ft"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;GRANERIS, Giuseppe&lt;b&gt;. Contribución tomista a la filosofía del derecho &lt;/b&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="ft"&gt;&lt;span style="color: #222222; font-size: 10pt;"&gt;trad. de Celina Ana Lértora Mendoza). Eudeba: B. Ayres, 1973, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 10pt;"&gt;p. 26-27.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn48"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref48" name="_ftn48" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[48]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Id., ibidem, p. 125-153 e 162-164.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn49"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref49" name="_ftn49" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[49]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; GARRIGOU-LAGRANGE, Réginald. &lt;i&gt;Les XXIV thèses thomistes pour le 30&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp; anniversaire de leur approbation. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Angelicum&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;, v. 20, t. IV, 1943, p. 346.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn50"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref50" name="_ftn50" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[50]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; MESSINEO, Antonio. &lt;i&gt;Il concetto di giuridicità&lt;/i&gt;, &lt;b&gt;Civiltà Cattolica&lt;/b&gt;&lt;i&gt;,&lt;/i&gt; 04-12-1943, p. 317-321.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn51"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref51" name="_ftn51" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[51]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;/span&gt;OLGIATI. Francesco. &lt;i&gt;Indagini e discussioni intorno al concetto di Giuridicita&lt;/i&gt;. &lt;span class="st1"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;Vita e pensiero. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="st1"&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;Milano.1944&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;p. 50-53.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn52"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref52" name="_ftn52" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[52]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; OLGIATI, F&lt;b&gt;. Il concetto di giuridicità in S. Tommaso d’Aquino&lt;/b&gt;, p. VII -VIII, 10-17, 49-53, 102-112, 222-230.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn53"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref53" name="_ftn53" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[53]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;/span&gt;COPLESTONE, Frederick Charles. &lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;A history of philosophy&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;, vol. 2&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="ft"&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;Westminster&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="ft"&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;Newman Press, 1950, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;p. 421. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;Também em geral sobre Santo Tomás, ver &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;GILSON Étienne&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 10pt;"&gt;Le thomisme&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;. Paris: &lt;span class="st1"&gt;VRIN&lt;/span&gt;: 1989.&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn54"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref54" name="_ftn54" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[54]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Estudo das 3 mentalidades (não se pense nas 3 idades de A. Comte), v. em PONTES DE MIRANDA. &lt;b&gt;Introdução à política científica ou os fundamentos da ciência positiva do direito, &lt;/b&gt;p. 19 e seg.;&lt;b&gt; Introdução à sociologia geral&lt;/b&gt;, p. 206 e seg.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn55"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref55" name="_ftn55" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[55]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 10pt;"&gt; PONTES DE MIRANDA, op. cit., p. 19 – 29, 1972.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn56"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref56" name="_ftn56" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[56]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 10pt;"&gt; Id., ibid., p. 33.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn57"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref57" name="_ftn57" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[57]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 10pt;"&gt; Id., ibid., cap. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;I.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn58"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref58" name="_ftn58" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[58]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; PONTES DE MIRANDA. &lt;b&gt;Garra, mão e dedo&lt;/b&gt;. São Paulo: Martins, 1953, p. 59, 83 e &lt;i&gt;passim&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn59"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref59" name="_ftn59" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[59]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt; Id., op. cit., p. 99-105, 1972.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn60"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref60" name="_ftn60" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[60]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt; Id., op. cit., p. 137-170, 1972.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn61"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref61" name="_ftn61" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[61]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Vejam-se, de PONTES DE MIRANDA: 1) &lt;i&gt;Vorstellung vom Raume&lt;/i&gt; – escrito a pedido de Einstein e Max Planck e publicado em 1925 nos “Atti del Congresso Internazionale de Filosofia” de Nápoles (leia-se, Canuto Mendes de Almeida, Revista da Faculdade de Direito de São Paulo, v. 72, fsc. II, 1967, p. 383), inserida em &lt;i&gt;Introdução à soc. geral&lt;/i&gt; (2ª ed., Forense) p. 64-70 (temos conosco o original alemão, datilografado); 2) &lt;i&gt;Por&amp;nbsp; quê filosofar?&lt;/i&gt;, &lt;b&gt;Revista. Brasileira de Filosofia&lt;/b&gt;, v.13, fasc. 52, 1963, p. 490-495; 3) Princípio da relatividade gnosiológica e objetiva , In: &lt;i&gt;Revista do Brasil&lt;/i&gt;, abril/agosto de 1921, p. 387-394. No 1º estudo ora citado ("Vorstellung vom Raume") completou, corrigindo, a teoria da relatividade de Einstein; a relatividade começa na sensibilidade do observador, que recebe energias sociológicas e com isto já ele próprio se altera.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn62"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/CAP%C3%8DTULO%20IV.docx#_ftnref62" name="_ftn62" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[62]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; É interessante observar quão distante M. Heidegger se permitia estar das investigações da Física. &lt;b&gt;Sein und Zeit&lt;/b&gt; é havida como sua obra-prima, resultante de amadurecida reflexão sobre a obra de Platão, Aristóteles, Kant e Husserl, além da experiência protocristã (MAC-DOWELL, op. cit., p. 95-98 e 117-118). O livro foi dado a lume em 1927, dizendo ele por então que a concepção aristotélica de &lt;b&gt;tempo&lt;/b&gt; (óbvia e vulgar) permanecia em vigor (MAC-DOWELL, op. cit., p. 189-190). Ora, não pode ser. Em 1905 já aparecera a teoria da relatividade, que Einstein complementou em 1915. E em 1924 já estava publicado nos “Atti del Congresso Internazionale de Filosofia” (páginas 559-566), Nápoles, em alemão, a &lt;b&gt;Vorstellung vom Raume&lt;/b&gt; de Pontes de Miranda, que estendia até à própria sensibilidade humana a relatividade do Espaço-Tempo-Energia. &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;Space, Time and Gravitation&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10pt;"&gt;, de Arthur Stanley Eddington (Cambridge) é de &lt;st1:metricconverter productid="1921. A" w:st="on"&gt;1921. &lt;span lang="PT-BR"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; ciência já deixara pois a metafísica atrás de si, também nessa matéria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7665809153207379325-95683608748954059?l=mozarcostadeoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mozarcostadeoliveira.blogspot.com/feeds/95683608748954059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7665809153207379325&amp;postID=95683608748954059' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7665809153207379325/posts/default/95683608748954059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7665809153207379325/posts/default/95683608748954059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mozarcostadeoliveira.blogspot.com/2011/11/capitulo-iv-alguns-pontos-da-metafisica.html' title='CAPÍTULO IV — ALGUNS PONTOS DA METAFÍSICA TOMISTA E OS REPAROS DA  FILOSOFIA CIENTÍFICA.  Primeira parte (as linhas mais gerais)'/><author><name>Mozar Costa de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169606109128317241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7665809153207379325.post-6531923345277337477</id><published>2011-11-20T16:41:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T16:41:02.924-08:00</updated><title type='text'>PENSAMENTOS CONSTRUÍDOS COM A LÓGICA CLÁSSICA; A EXISTÊNCIA DE OUTRAS LÓGICAS</title><content type='html'>&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt;Mozar Costa de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt; — bacharel em filosofia (Universidad Comillas de Madrid), mestre e doutor em direito (USP), professor aposentado de direito (Universidade Católica de Santos, São Paulo)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Introdução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O nosso intuito neste trabalho é trazer aos leitores algumas reflexões sobre diferenças entre as concepções do "senso comum" ou 'bom senso" e o conhecimento científico, mais seguro para a renovação incessante da vida humana. Ao falarmos agora em renovação incessante, nos firmamos numa axioma ou proposição havida como certa sem prévia demonstração. Tal é o caso de afirmações como: "tudo se move", "podemos melhoras as circunstâncias da existência", "podemos piorar as circunstâncias da existência". &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Precisaria, sim, de pesquisa e de demonstração é definirmos o que seja progresso da vida humana. De todo modo, parece que temos elementos de persuasão para se colher com alguma segurança cognitiva as notas próprias de bem e de mal — bem e mal para o ser humano. O ser humano tem características de animalidade porque nasce, sente, nutre-se, ativa-se, cresce, multiplica-se, morre. De outro lado,&amp;nbsp; algo mais diferencia o animal humano dos outros animais. Só ele tem 1) capacidade congênita de raciocinar e 2) capacidade de doar-se ao seu semelhante. Estas duas capacidades são valorizadas pelos demais seres humanos. Quem as desenvolve é mais estimado pelo seu círculo social, por seu grupo; merece mais, é mais digno. É aí está o conceito de dignidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tal raciocinação parece não se conformar, não se adequar, à lógica "pura", à lógica clássica. Leva em linha de conta dimensões mais complexas da realidade extramental. Para lograr a cada passo do processo a "quidade", "aquilo que a coisa é", trabalha com vivências inesgotáveis pela só clareza não contraditória. Esta vem a ser insuficiência para o pensamento fluir a modo aceitável pela natureza humana.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O esforço deste trabalho é procurar outros caminhos indispensáveis ao movimento do pensar humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Falaremos, pois, algo (1) da &lt;i&gt;incerteza&lt;/i&gt;, 2) da &lt;i&gt;relatividade&lt;/i&gt; geral e generalíssima, 3) do teorema da &lt;i&gt;incompletude&lt;/i&gt; do processo humano de pensar e, por fim, 4) da &lt;i&gt;"lógica paraconsistente"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Capítulo I — A incerteza&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;A Lógica e o princípio da incerteza de Werner Karl Heisenberg.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O quanto passamos a citar agora é retirado à internet.&lt;i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Quando se quer encontrar a posição de um elétron, por exemplo, é necessário fazê-lo interagir com algum instrumento de medida, direta ou indiretamente. Por exemplo, faz-se incidir sobre ele algum tipo de radiação. Tanto faz aqui que se considere a radiação do modo clássico - constituída por ondas eletromagnéticas - ou do modo quântico - constituída por fótons. Se se quer determinar a posição do elétron, é necessário que a radiação tenha comprimento de onda da ordem da incerteza com que se quer determinar a posição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Neste caso, quanto menor for o comprimento de onda (maior freqüência) maior é a precisão. Contudo, maior será a energia cedida pela radiação (onda ou fóton) em virtude da relação de Planck entre energia e frequência da radiação e o elétron sofrerá um recuo tanto maior quanto maior for essa energia, em virtude do efeito Compton. Como consequência, a velocidade sofrerá uma alteração não de todo previsível, ao contrário do que afirmaria a mecânica clássica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Argumentos análogos poderiam ser usados para se demonstrar que ao se medir a velocidade com precisão, alterar-se-ia a posição de modo não totalmente previsível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Resumidamente, pode-se dizer que tudo se passa de forma que quanto mais precisamente se medir uma grandeza, forçosamente mais será imprecisa a medida da grandeza correspondente, chamada de canonicamente conjugada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Algumas pessoas consideram mais fácil o entendimento através da analogia. Para se descobrir a posição de uma bola de plástico dentro de um quarto escuro, podemos emitir algum tipo de radiação e deduzir a posição da bola através das ondas que "batem" na bola e voltam. Se quisermos calcular a velocidade de um automóvel, podemos fazer com que ele atravesse dois feixes de luz, e calcular o tempo que ele levou entre um feixe e outro. Nem radiação nem a luz conseguem interferir de modo significativo na posição da bola, nem alterar a velocidade do automóvel. Mas podem interferir muito tanto na posição quanto na velocidade de um elétron, pois aí a diferença de tamanho entre o fóton de luz e o elétron é pequena. Seria, mais ou menos, como fazer o automóvel ter de atravessar dois troncos de árvores (o que certamente alteraria sua velocidade), ou jogar água dentro do quarto escuro, para deduzir a localização da bola através das pequenas ondas que baterão no objeto e voltarão; mas a água pode empurrar a bola mais para a frente, alterando sua posição. Desta forma torna-se impossivel determinar a localização real desta bola pois a própria determinação mudará a sua posição. Apesar disto, a sua nova posição pode ser ainda deduzida, calculando o quanto a bola seria empurrada sabendo a força das ondas obtendo-se uma posição provável da bola e sendo provável que a bola esteja localizada dentro daquela área.&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A &amp;nbsp;incessante busca de ordem do pensamento deve-se em parte aos redemoinhos contínuos do cérebro em meio à expansão incessante do Universo, tudo em alta velocidade. como nos dá informes&amp;nbsp; o estudo da astronomia. O nosso ser, produtor de ideias, é atravessado continuamente por bilhões de neutrinos. Em assim sendo, nunca somos idênticos a nós mesmos nos distintos momentos da nossa vida. Algo assim como a teoria da incerteza de Heisenberg — sempre nos movemos diante da &lt;i&gt;mesma &lt;/i&gt;coisa examinada. Ao&lt;span class="bodyfont"&gt; observar o físico um elétron, não lhe é dado ao mesmo tempo saber o local e a velocidade dessa partícula. Tem de escolher "&lt;i&gt;focando&lt;/i&gt;" ou uma coisa ou outra.&amp;nbsp; Parece que só estatisticamente nos e´dado prever a possibilidade de uma partícula surgir mais vezes num lugar do que em outro, sem certeza aritmética, porém. Além disto, as ditas partículas ora se comportam como corpos, ora como ondas, ou — ainda mais árduo —, uma e outra coisa de uma só vez... O Universo é feito de partículas e o nosso cérebro também; o mundo pequeno não se sujeita às leis deterministas da física clássica. Hoje a física é probabilística e, por via de consequência também o é o conhecimento do conjunto das relações sociais. Estas, porém, em grau muito mais elevado porque as relações sociais contêm em si as relações lógicas, também as numéricas, as físicas, as biológicas e as de relacionamento humano — que são as relações sociológicas de Religião, Moral, Artes, Direito, Política, Economia e Ciência. Recordemo-nos: estes sete processos sociais de adaptação são os mais fortemente determinantes do ser humano, a nos compendiarem a toda a vida até agora conhecida. São "seres" densos a levarem consigo os mais "delgados" (mais distantes da realidade humana plena, por isto decrescentemente mais abstratos nesta ordem: lógica, matemática, física, biologia. Nada se nos dá que não seja em forma de &lt;i&gt;relação.&lt;/i&gt; E todas as relações só nos são conhecidas em enorme relatividade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Capítulo II — A relatividade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nós próprios já escrevemos alhures o quanto a relatividade geral dificulta a atividade do penoso labor. Note-se que tudo se move no Universo e, pois, também os componentes neurais do cérebro de todos os animais. Assim é que todo o cuidado se tem de empregar na localização de uma "essência", na produção de um conceito, na formação de um raciocínio, no encontro da sua adequada expressão linguística. Segundo a etimologia Moral e Ética equivalem-se. Moral vem de &lt;i&gt;mos-moris&lt;/i&gt;¸ costume ou hábito em latim. &lt;i&gt;Ethos-ethou&lt;/i&gt; (ἔθος-ἔθοuς) é hábito ou costume em grego. Não há diferença outra que a de dizermos que Moral diz mais respeito ao interior do ser humano (interioridade do instinto-inteligência (Homem), ao passo que a Ética diz respeito às relações sociais da dignidade. Parece não haver o que impeça este uso a ser a posto pela prática da linguagem. A moral de alguém pode ser pesquisada sobretudo com os auspícios da psicanálise e da sociologia geral. Um sistema ético pode ser estudado. É o mesmo que estudar um conjunto lógico de regras éticas. De modo que não há idoneidade científica em falar-se que Moral é sistema de normas de boa conduta, ao passo que a ética é um estudo metódico da Moral (a ciência da Moral). Melhor empregarmos um e outro termo como acabamos de indicar acima. A questão é de linguagem, este meio universal de comunicação iniciado com gestos e, depois, com outros símbolos.&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; A linguagem, falada ou escrita, realiza-se por símbolos articulados. Ela é cópia de cópia porque quando nós pensamos, fazemos julgamento, cuja expressão é a proposição. A proposição é uma cópia do raciocínio; esta só se mantém fora do cérebro com a nossa “fabricação” de símbolos (=linguagem). Linguagem é cópia da proposição, que é cópia do raciocínio pensado.&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Entanto, quanto mais rigorosamente exato for o símbolo linguístico da palavra articulada, melhor para o conhecimento e para a transmissão dele. Há razão para isto: “&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;A palavra é o símbolo da significação, mas erraria quem lhe desse papel arbitrário, "nominalístico”, como que fabricado &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;. De modo que preferimos o termo "moral" na indicação da formação ou deformação do caráter dos indivíduos, e "ética" para as relações sociais desencadeadas pela moral dos indivíduos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Todo estudioso que escreve, qualquer que seja o âmbito da sua ciência, há de cuidar por não “filosofar” de maneira tal que um &lt;i&gt;nomen&lt;/i&gt; seja, sem mais cuidado, empregado por outro. Convém, pois, não se fazer alusão à ética como se ela fora o conhecimento da Moral. Em tudo quanto se lê e escreve temos de levar em conta a mobilidade geral dos "seres", como nos tem ensina o princípio da relatividade, a começar da biologia humana.&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn4" name="_ftnref4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;D&lt;/span&gt;esde Protágoras se diz que o ho­mem é a medida de todas as coisas, &lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;g&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;t&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;g&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;c&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;h&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;m&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;t&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;g&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;m&lt;/span&gt;έ&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;t&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;h&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;g&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;0&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; mso-ascii-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-char-type: symbol; mso-hansi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-symbol-font-family: Symbol;"&gt;o&lt;/span&gt;ς. Não temos certeza plena de haver a própria igualdade gnosiológica dos homens. de modo que o fim mesmo das ciências vem a ser a convicção subjetiva, mais que a certeza objetiva. Isto porque o que mais precisamente conhecemos é o que diretamente captamos: &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] conhecemos é o nosso aparelho psicofisiológico de percepção do mundo, a relativa situação do seu alcance, a sua aptidão de ver o exterior, as relações, e não o íntimo, a substância, o absoluto das coisas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As nossas ideias, verdade seja, pertencem a nossos processos vitais, como no-lo assegura a biologia mesma. E relativo é o conhecimento humano — inicia-se ele pela nossa experiência, a qual relativa é. As abstrações deformam-nos e as ciências nos vão a pouco e pouco corrigindo; assim foram os exemplos de Copérnico e de Einstein, &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Desta maneira o pensamento se vai adaptando aos fatos do mundo exterior (mais exterior). A adaptação é um modificar-se quase incessante na complexa relação [...] &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;"organismo x meio", e não leva o espírito à incontinência romântica do poder deformante,&amp;nbsp;&amp;nbsp; absoluto,&amp;nbsp;&amp;nbsp; da inteligência,&amp;nbsp;&amp;nbsp; nem&amp;nbsp;&amp;nbsp; à&amp;nbsp;&amp;nbsp; evolução criadora, que é mero arrojo do idealismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A nossa necessidade de continuar vivendo, exigência da biologia, compele-nos a afirmar que existe o mundo material.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;[...] &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Negá-lo seria con­tradição de toda a utilidade, de toda a função, de toda a solidez, aproveitabilidade e significação do pensamento: negaríamos tudo e a nós mesmos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Mediante a lógica podemos &lt;/span&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&amp;nbsp;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;classificar os casos individuais (indução, dedução), isto é, com a relação de implicação, sem que a preocupem as outras relações; por exemplo: a do espaço e a de tempo, ou a de espaço-tempo. Mas a própria Lógica assenta no estudo de relações exter­nas. Por mais que se rarefaça o objeto (complexo de re­lações), não pode haver conhecimento que não assente em relações, ainda que se abstraiam quase todas elas e ciências existam que, como a Lógica, se contentem com uma só espécie.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;a necessidade de atender ao espírito científico, que não po­deria desconhecer a maravilhosa renovação dos nossos co­nhecimentos, agora dilatados, graças aos cálculos dos cientistas da teoria da relatividade; [...] a construção do próprio sistema de Ciência do Direito, que assenta em fundamentos quantitativos, impessoais e livres; [...] a de­fesa da noção, presente em cada parte desta obra, da re­latividade do espaço e da necessidade de recorrermos a es­paços não-euclidianos e &lt;i&gt;n-&lt;/i&gt;dimensionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Grande é a vantagem do espírito científico, com a unificação das ciências, com a generalização continuadamente ajustadas aos fatos, às realidades (o mais distante possível das implicações do &lt;i&gt;ego&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-indent: 36.0pt;"&gt;Todas as geometrias são possíveis, segundo a nossa comodidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Tais geometrias conservam o postulado de EUCLIDES: por um ponto não pode passar senão uma paralela a qualquer dos eixos. Nesse sentido, são euclidianas. Todas são possíveis, como é possível a que inverte o postulado de EUCLIDES (LOBATCHEFSKIJ), a que admite infinidade de retas por dois pontos (RIEMANN), etc. Todas são mais ou menos experimentais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-indent: 36.0pt;"&gt;É possível ao conhecimento humano passar &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] da noção descritiva e imaginativa para a noção quantitativa ou intelectual. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;O mundo da física desenvolve-se, em torno e dentro de nós, indepen­dente do que vemos; interpreta-se o real para o explicar e muitas vezes se afirma que não é verdadeiro o que ve­mos, e sim mera aparência. […] Há, pois, nas teorias da relatividade, a quantifica­ção ou matematização das ciências e ao mesmo tempo a adoção de critérios mais gerais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;i&gt;Moral&lt;/i&gt;. &lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Logo se vê a importância das virtudes para errarmos menos em matéria de conhecimento e nos tornarmos menos erráticos nas relações éticas. É bem o caso da humildade. &lt;i&gt;Não se tire o pé do chão&lt;/i&gt;. &lt;span class="apple-style-span"&gt;O humilde é em verdade um forte, pessoa capaz de andar com os pés no chão (&lt;i&gt;humus&lt;/i&gt; é chão), sem tentar buscar-&lt;b&gt;&lt;i&gt;se&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; na imposição de si sobre os outros. O humilde vai aprendendo a ser um servidor da sua gente, um solidário com o seu Povo, o seu país, a sua Pátria.&lt;/span&gt;&lt;i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Quem for&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;, nas relações sociais, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[…] calcular sem solidariedade com o sistema, &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;é mister atender à deformação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Essa deformação é, a bem dizer, incessante, de modo que nos veem aos magotes os erros cometidos por nós em matéria de conhecimento, a que costuma seguir-se a comunicação deles repassada a terceiros. Atender a essa fraqueza, reconhecê-la, confessá-la e corrigi-la é gesto próprio das pessoas humildes, nobres e grandes, com vantagem para o avanço dos saberes, para aumento da moral e da ética.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É tola a pessoa "convencida" que interiormente, inconsciente ou subconsciente, se ufana em "botar sabença"... Prefere não se dar conta do seu vício feio — o continuado modo ridículo de ter-se por superior aos demais. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Donde se vê a importância prática da teoria do conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em verdade, "sabemos muito pouco, e de quase nada". Mas, todos podemos progredir, abrindo-nos às conquistas da ciência num mundo novo com mais a teoria da relatividade, o espaço pluridimensional, o abandono dos absolutos &amp;nbsp;etc. Só com o correr do tempo, guiada pelos gênios, haverá a maioria dos estudiosos de acompanhar o desenvolvimento do conhecimento científico tempos afora. &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Se conseguís­semos extraordinário conhecimento de tal mundo, de mo­do que outros passassem a interessar-nos mais profunda­mente, nosso aparelho superior logo se acomodaria às no­vas geometrias. [...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;As teorias einsteinianas são expressões do relativismo universal. A ciência humana, à proporção que se opu­lenta, descobre relatividades e apaga noções de absoluto. [...] obscuras as noções, até então vigen­tes e separadas, de espaço e tempo, de modo que somente subsistirá a união delas, — são de feito admiráveis os no­vos recursos com que se enriquecem a Física, a Astrono­mia, a Teoria do Conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] O princípio de relatividade deve ser mais geral ain­da, — devemos procurar a diferença de tempo nas reali­zações biológicas e sociais, — o tempo local das espécies e dos grupos humanos. Isto nos poderá explicar muitos fenômenos que resistem às explicações atuais. Mas para conseguir tais fórmulas, [...] muito terá que lutar o espírito humano contra os preconceitos, que o rodeiam, e contra as obscuridades da matéria, que irá estudar. Dos dois empecilhos, nenhum é maior que o outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] o Homem acabará por se familiarizar com as quatro dimensões e considerar, não como as únicas possíveis, porém como es­pécimes das possíveis, as concepções tradicionais de espa­ça e tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Lógica e desenvolvimento dos saberes. &lt;/i&gt;Temos hoje ideias mais precisas sobre o que depende de nós e sobre o que depende das coisas estudadas. Tudo parece que se resolve em linhas do mundo. Assim é, pois, que a relatividade é "dimensão" própria da nossa Lógica. Não poderia ela escapar ao atual binômio "orga­nismo x meio". O nosso &lt;i&gt;eu &lt;/i&gt;vem efetivamente a ser ele e as suas circunstâncias. Parece que não há como a Lógica escapar a tal situação. Quer isto dizer então que os resultados do pensamento humano são tecidos por caminhos escabrosos; pululam contradições. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Algumas conclusões. &lt;/i&gt;Parece também que a Lógica adequada, acertada, é a lógica que acompanhe as semelhanças e dessemelhanças encontradiças nos objetos. Somos levados a admitir o que F. C. Pontes de Miranda denomina &lt;i&gt;lógica material.&lt;/i&gt;. Donde a relevância dos esforços por descobrirmos as características das coisas repetidamente observadas para, assim, formarmos classificações cognitivamente confiáveis das categorias&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn5" name="_ftnref5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Os resultados das ciências, e elas próprias, andam como que entrelaçados. A divisão das ciências é didática, cômoda. Quando acertada, ou seja,&amp;nbsp; adaptada aos fatos extramentais (=mais extramentais), a cognição humana solidariza-se porque as suas "partes" são igualmente partes do mesmo universo curvo de Einstein. O estudo da teoria do conhecimento é da maior importância para se controlar o acerto, ou desacerto, dos nossos pensamentos, por exemplo em sociologia geral ou nas várias sociologias especiais — ciência do direito, ciência política, estudo científico das religiões, sociologia da moral etc.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aí está mais uma razão para não nos orgulharmos infantilmente do nosso saber, algo assim como se atingíssemos a própria "coisa em si".&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;As verdades humanas nunca poderiam ser o exato da coisa em si, que seria o absoluto objetivo, impenetrá­vel por nossos sentidos e pelo espírito: […]. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;A fórmula algébrica é certa, po­rém não é o real absoluto. E assim são as nossas ver­dades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;A imaginação.&lt;/i&gt; Frequentemente nos valemos do paralelismo entre o físico e o psíquico. Há a necessidade dessa tarefa para fixamos algo da realidade, sempre fugidia porque sempre em movimento sutil. Temos, porém, de nos precaver contra os desvios da imaginação. Quem se omite nessa cautela de humildade está muito próximo de desvios cognitivos e perto das tolices do orgulho intelectual. Pode esperar-se o discurso retórico a tomar as vezes da descrição cuidadosa dos fatos reais, com a marginalização da lógica material (porque esta se atém aos fatos reais com a sua estrutura própria e os seus meandros sutis). Corre o risco dos desacertos em matéria de conhecimento se aferra à lógica clássica. Entretanto, quem não se atém aos [...] &lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;fenômenos observáveis que se sucedem no tempo; para ela [&lt;i&gt;para a ciência&lt;/i&gt;], os princípios lógicos são auxiliares e na utilização deles poder-se-ia chegar a con­clusões inaceitáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;No Direito brasileiro. &lt;/i&gt;Com os só princípios da lógica clássica cometem-se muitas falhas de conhecimento do Direito porque ela não se ocupa primordialmente com a realidade extramental, de dados postos ( o mesmo que dados &lt;i&gt;positivos&lt;/i&gt;). As discussões são quase intermináveis e a vaidade é grande. Parecem mesmo estar em crise há muitos anos no Brasil o aprendizado e a prática do Direito. A razão disto situa-se no fato de o Direito não ser estudado como ciência, ao modo de todas as demais. &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Não pode haver tranquilidade em espíritos que recebem rudimentos científicos e vão lidar com tediosa disciplina, cujos métodos destoam de toda a organização das ciências. [...] Que respeito poderia merecer preocupação que consiste em pro­curar entender textos mais ou menos arbitrariamente es­critos e votados?&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nenhum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;E daí o duplo caráter da crise: gnosiológico e moral. É preciso extrair da vida, do real, o Direito, que até ago­ra tem sido obra de arte da metafísica, para que, com a sua nova compleição, possa eficazmente reagir sobre a vi­da.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Só nos parece absoluto o que não é conhecido em sua sig­nificação relativa mais extensa. O absoluto de hoje é a relatividade mais larga, que ainda não se sondou. Na Físico-química, na Biologia, na Sociologia, na Economia, na Moral, no Direito, em todos os grupos ou sistemas de fatos, ou em qualquer fato, encontra-se a mesma depen­dência, a mesma subordinação do que é ao conjunto das coisas existentes. Entre os deveres que tenho para comi­go mesmo está o de evitar a minha morte, e, se me suici­do, violo tal dever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] &amp;nbsp;Todos os valores absolutos são relatividades que ainda não se descobriram. [...] &amp;nbsp;O absoluto é a úl­tima e a mais alta das ficções: é o equivalente metafísi­co do infinito matemático [...].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Os altos objetivos do estudioso&lt;/i&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn6" name="_ftnref6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Não se confunda o princípio feraz da relatividade com a descrença própria do ceticismo. O estudioso confia no esforço de que o instinto-inteligência (Homem) é capaz, tanto na luta pelo conhecimento científico como também no avanço da moral e da ética — na ascensão possível do interior pessoal a nível mais alto e, do mesmo modo, na dignidade do ser humano ao tratar com o &lt;i&gt;Alter &lt;/i&gt;em todas as relações sociais. Em termos de conhecimento, confiante, pode desejar, pode descobrir suas fraquezas e a pouco e pouco corrigi-las. &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&amp;nbsp;&lt;span lang="EN-US"&gt;A intuição que dirige o ideal do sábio não é a de que terá a verdade, mas a de que, com os seus ingentes esforços, pode, cada vez mais, aproximar-se dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Capítulo III — A incompletude ou "indecibilidade"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Há outros elementos a nos autorizarem dizer que, com certeza plena, sabemos muito pouco; e de quase nada. A descoberta de Kurt Gödel ainda não foi contestada. Se no raciocínio partirmos de proposições havidas &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; como indiscutíveis (axiomas) então, se tais proposições não contiverem alguma contradição, não será possível extrair delas demonstração segura de teses derivadas dela (teoremas). De outro lado, não há como conseguir elementos para se dizer com segurança cognitiva se, nos próprios axiomas existem ou não existem contradições; a certeza sobre isto é impossível, não há como decidir. Seria necessária outra teoria mais abrangente, mas, para provar esta, então tem que vir outra mais abrangente, e logo mais outra, etc., e assim até ao infinito. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Dados sobre o teoria de Gödel. &lt;/i&gt;Sobre o teorema de Gödel escreveu a estudiosa Maria Ângela &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Reis de Castro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn7" name="_ftnref7" title=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, que o&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Teorema da incompletude de Gödel, às vezes também designado por teorema da indecidibilidade, é o nome atribuído a dois teoremas demonstrados por Kurt Gödel:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Teorema 1: "Se o conjunto axiomático de uma teoria é consistente, então nela existem teoremas que não podem ser demonstrados (ou negados)" . Teorema 2: "Não existe procedimento construtivo que demonstre que uma tal teoria seja consistente". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;A primeira proposição indica que a "completude" de uma teoria axiomática não pode ser alcançada; a segunda diz que não há garantia de que não surjam eventuais inconsistências (não afirma que elas existam — apenas não se pode decidir). A consistência só poderia ser demonstrada a partir de uma teoria mais geral, a qual necessitaria de outra ainda mais ampla e assim por diante, "ad infinitum".&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn8" name="_ftnref8" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Insuficiência das lógicas. &lt;/i&gt;Posto isto acima exposto, parece que não há solução lógica para se &lt;i&gt;completar &lt;/i&gt;um pensamento iniciado. A lógica é aí sem utilidade. É da sina mesma do pensamento dos seres humanos esta &lt;u&gt;i&lt;/u&gt;nsuficiência: o raciocínio humano é "essencialmente" limitado na sua própria estrutura, de modo que pelos caminhos clássicos da &lt;i&gt;ratio&lt;/i&gt;, ainda mesmo com o esforço hercúleo da razão e da lógica, lógica clássica ou outra qualquer (&lt;a href="http://theologia.indicium.us/2011/02/-understanding-and-reason.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: windowtext; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;Νους&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: windowtext; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;και Λογος&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #222222; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;), &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;não se chega a lugar algum em matéria de certeza — não se sabe o que escolher como "correto": nem como completo, nem como não contraditório. Damo-nos por &lt;i&gt;certos&lt;/i&gt; em determinados assuntos porque a vida (o instinto, não a &lt;i&gt;ratio&lt;/i&gt;) em tudo ou quase tudo nos exige alguma segurança. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;A biologia se nos apresenta impositiva, compulsiva — temos de viver, e a vida exige esforços para continuar &lt;i&gt;sendo&lt;/i&gt;. Esta é uma verificação fática, com nada ou quase nada de "filosófico". A questão importante nestes pontos (de certeza cognitiva) parece ser a de tomarmos consciência sobre a origem dessa busca de segurança: se ela provém da inteligência, ou se vem ditada pelos instintos — como o sentido da dignidade própria e alheia, ou impulsos destrutivos como os da vaidade, do orgulho, do egoísmo...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quadra insistir — a questão não se resolve no âmbito isolado da atividade intelectual, e sim das exigências da biologia humana com a sua força vital &lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn9" name="_ftnref9" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Não é a razão humana o instrumento de decidibilidade na busca de certeza; é a &lt;i&gt;energia não racional&lt;/i&gt; (não puramente racional) provinda dos porões instintivos do modo de ser do homem como ser vivo&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn10" name="_ftnref10" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Capítulo IV — A lógica paraconsistente&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Depois de Freud a psicanálise recebeu diversas contribuições, também com a interação com outras ciências; a linguística é uma delas. Com isso aparecer a corrente estruturalista, notadamente com os trabalhos do linguista suíço, Ferdinand Saussurre (1857-1913). Tomaram mais corpo os estudos sobre o estruturalismo e sobre a semiótica, ou seja,&amp;nbsp; a respeito de linguística (língua e fala) com o estudo dos sinais de comunicação e a troca de significados, tudo isto na própria alteridade dos símbolos transmitidos, portanto nas relações sociais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;È dito com frequência que o inicialmente pretendido pelo &lt;i&gt;estruturalismo&lt;/i&gt; era dominar qualquer língua à guisa de um sistema em que cada elemento só pode ser definido pelas relações de equivalência ou de oposição mantido com os demais elementos. Esse conjunto de relações forma a estrutura., conceito este que atingiu o pensamento da filosofia, das ciências, computação e das artes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn11" name="_ftnref11" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;É, pois, a &lt;i&gt;estrutura&lt;/i&gt; uma configuração de itens, ou uma coleção de componentes, ou de serviços, todos relacionados uns com os outros. A estrutura tanto pode ser uma hierarquia de relacionamentos ("vários são para um") como uma rede deles em que "vários são para vários". Se a hipótese for a de uma estrutura social, tem-se de entender a estrutura como um padrão de relacionamentos: organizações&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;sociais de indivíduos em várias situações da vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;Se não for do tipo "vários para vários", a estrutura política será antidemocrática. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Uma &lt;i&gt;estrutura de dados&lt;/i&gt; mais altamente desenvolvida permite uma variedade de operações críticas instrumentalizadas por uma&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;linguagem de programação&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;com os tipos de dados e&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;referências&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;e as operações que deles provêm. Tal estrutura serve à informática, embora não somente a ela. E serve à teoria do conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Algumas consequências para a lógica classica. &lt;/i&gt;Já por aí se deixa ver a complexificação de elementos com que a idade contemporânea sobrecarregou a lógica antiga. Outras teriam de surgir porque parece ser insopitável a necessidade humana de o nosso pensamento se amoldar aos fatos exsurgentes na evolução dos tempos, em que também os conhecimentos soem aumentar. O cérebro precisa de se adaptar ao modo de ser das realidades, na procura de quididades, na premência de, para não perecer, captar algo disto — "o que a coisa é". Se um instrumento já não logra resultados satisfatórios — a lógica clássica, por exemplo, — outra lógica, ou outras lógicas, têm de substituí-la para serem alcançados certos objetivos de cognição; assim o exige a biologia mesma.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Tal parece ser o caso da lógica paraconsistente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Escreveu um autor:&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;A &lt;b&gt;Lógica Paraconsistente&lt;/b&gt; inclui-se entre as chamadas lógicas não-clássicas heterodoxas, por derrogar alguns dos princípios basilares da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%B3gica" title="Lógica"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Lógica clássica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, tais como o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_contradi%C3%A7%C3%A3o" title="Princípio da contradição"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;princípio da contradição&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: segundo a Lógica Paraconsistente, uma sentença e a sua negação podem ser ambas verdadeiras. A Lógica Paraconsistente apresenta alternativas a proposições, cuja conclusão pode ter valores além de &lt;i&gt;verdadeiro&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;falso&lt;/i&gt;, tais como &lt;i&gt;indeterminado&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;inconsistente&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;A nossa opinião.&lt;/i&gt; Note-se: uma &lt;i&gt;teoria&lt;/i&gt; é &lt;i&gt;consistente&lt;/i&gt; quando não contém contradição lógica; &lt;i&gt;teorema&lt;/i&gt; é uma proposição que exige demonstração. Talvez haja teoremas indemonstráveis e sem contradição lógica porque a matemática nunca aparece como uma abstração pura. Um jeto ou quididade da matemática é um jeto ou um &lt;i&gt;aliquid&lt;/i&gt; do mundo real. este jeto alude a algo específico, indica o concreto, aponta para realidades de que indicam alguma medida. A realidade traz no seu bojo muitas tensões — forças contra forças. São forças que se contrariam. O azul escuro diversifica-se do azul claro; não coincide com ele. Se um se misturar com o outro ambos se alteram, ou um deles perde para o seu diferente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;"Maior que" (&lt;b&gt;&amp;gt;&lt;/b&gt;) tem o contraste de "menor que" (&lt;b&gt;&amp;lt;&lt;/b&gt;) e do "igual a" (&lt;b&gt;=&lt;/b&gt;). Amar põe-se em contraposição com odiar; corromper não se ajusta com ética; gente de mau caráter (imoral) não se dá com "pessoa de bem", pessoa de moral . Em todo conflito, embate ou choque há sempre contrariedade, contradição, verso e reverso, ambos tensivos. Uma parte diz ou quer A; a outra parte, dizendo ou querendo, responde com &lt;i&gt;não A&lt;/i&gt;. A realidade do mundo é assim, e a lógica formal isolada não conta com elementos para explicar o fenômeno da complexidade da vida humana &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Insuficiência da lógica em si mesma e do conhecimento científico em si mesmo. &lt;/i&gt;Em sendo assim, como efetivamente assim &lt;b&gt;&lt;i&gt;é&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, os números isolados e o conhecimento "solitário" não se prestam à solução de problemas cognitivos do mundo real. O homem tem de valer-se de outros processos de viver e conviver; tais processos são os processos sociais de adaptação: Religião, Moral, Artes, Direito, Política, Economia e outros de menos peso para, ordinariamente, alterar a convivência (linguagem, moda, boa educação, etiqueta etc. etc.). Os processos sociais de adaptação definem em boa parte o instinto-inteligência (Homem); o processo científico (ciência) &lt;i&gt;é apenas mais um&lt;/i&gt; dentre esses processos sociais de adaptação, de que sete são os principais. Mas, a ciência (que se cautelosamente serve da lógica) tem a vantagem de definir com mais segurança as situações da existência humana e do cosmos, o não vital e o vital — "aquilo que a coisa é". &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;De mais, (&lt;b&gt;&lt;i&gt;1&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;) a lógica formal é só um dos limitados instrumentos &lt;i&gt;cognitivos&lt;/i&gt; do Homem no seu continuado contato com a Natureza, e (&lt;b&gt;&lt;i&gt;2&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;) quando estamos conhecendo, situados na quietude máxima da ciência, não dos desfazemos de todos os resquícios dos outros processos sociais de adaptação. Eles atuam sempre mesmo o que seu perpassar se aloje no inconsciente — o instinto-inteligência (Homem) é sempre ele, assim como é, enquanto viver. Esta mesma questão pode ser aplicada a uma doença social, como a corrupção.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;A formação humana e a impunidade&lt;/i&gt;. Já que aludimos à corrupção, cumpre dizer que ela terá de ser solucionada, lentamente embora, mediante a cooperação de todos os meios disponíveis. Podemos ir tornando possíveis na prática com as complexidades, todos esses processos sociais de adaptação; falamos dos sete principais processos sociais de adaptação (também há os outros, menos fortemente formadores ou deformadores). Vivê-los é o mesmo que existir ou &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt;, mais plenamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No tocante à corrupção parece que se podem resumir os expedientes antidepravadores em dois: (1) a educação continuada e a (2) aplicação científica e destemida das leis penais. Na educação entram elementos religiosos, éticos, políticos, econômicos, jurídicos, científicos. Na aplicação das leis penais entra sobretudo o elemento jurídico, mas não só ele porque o julgador precisa de conhecimento, de coragem e realidade ou humildade. Cumpre-lhe igualmente ter consciência de o ser humano se bestifica se lhe falarem continuadamente democracia, liberdade, e o indispensável para a vida cotidiana, como roupas, alimentos, moradia, educação, lazer, meios para expansão da personalidade etc. Nem se há de pensar, por outro lado, que tudo seja fácil. Há as tensões, os ataques, as defesas, a luta. Pouco há de "racionalidade" ou lógica nesses espaços da natureza real. Haverão de encontrar-se, também nestes procedimentos, irracionalidades, ilogismos, contradições, inconsistências. A lógica clássica não nos leva tão longe em matéria de cognição e na análise destas questões. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A formação intelectual da maioria das brasileiras e dos brasileiros funda-se, todavia, na velha lógica aristotélica ou lógica clássica, cujos princípios mais importantes são os da identidade ("A é A, e não B nem b etc."), o princípio da não contradição ("três e, ao mesmo tempo, não três quanto à mesma coisa") e o do terceiro excluído ("esta pessoa ou é estudante ou não é um estudante"). Depois foram surgindo novas lógicas, como vimos: &lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;a lógica filosófica, a lógica de predicados, a lógica de vários valores, a lógica matemática e muitas outras mais.&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn12" name="_ftnref12" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Uma destas novas lógicas começou no Brasil — a lógica paraconsistente ou "lógica da quase-verdade". &lt;/span&gt;A lógica paraconsistente foi desenvolvida a partir de 1963 pelo brasileiro nascido em 1929 (Curitiba), Newton Carneiro Affonso da Costa.&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn13" name="_ftnref13" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ele era, até 1997, o único brasileiro pertencente ao Instituto Internacional de Filósofos, de Paris. Formou escola sobre a lógica paraconsistente, com membros no Brasil e no Exterior. Essa lógica é hoje largamente estudada, mormente na Rússia. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Esta lógica admite “contradições”, dizem os especialistas; é no sentido de admitir várias verdades simultâneas. Porque a formalização de sentenças ou proposições depende da função lógica escolhida, já que elas podem conviver. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Estas afirmações e negações têm relevo, até relevo prático para quem se dedica à filosofia, ao direito, à educação, ao ensino, às aplicações tecnológicas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;A nossa apoucada capacidade cognitiva. &lt;/i&gt;Quer nos parecer que é, em parte, por causa da diminuta capacidade do Homem de esgotar a contextura da Natureza, sempre a mover-se (e os nossos neurônios também a moverem-se nela). Muito há de de valer-se de aproximações, que biologicamente lhe bastam para continuar a viver e evoluir um pouco (e também regredir...). Por mais que nos aproximemos da ciência, empregando o método indutivo-experimental — e grande vantagem há nessa conquista —, em realidade temos noções ainda um tanto vagas das coisas. Parece um "como se": &lt;i&gt;como se&lt;/i&gt; elas fossem mesmo assim, ao modo de Vahinger na sua "&lt;i&gt;Philosophie des Als Ob&lt;/i&gt;" &lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn14" name="_ftnref14" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. É de notar-se que toda e qualquer abstração que não puder ter alguma correspondência fora do eu pensante, corre o perigo de ser quase só imaginosa: &lt;i&gt;não está&lt;/i&gt; no mundo extramental, &lt;i&gt;nada mais é que produto biológico saído da imaginação&lt;/i&gt;. Não traz conquista cognitiva, embora possa ter sentido estético (como nas abstrações metafísicas de ordem medieval); talvez embeveça, mas não ensina realidades, ou seja,&amp;nbsp; aquilo "aquilo que a coisa é" no universo extramental.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;As limitações do conhecimento humano. &lt;/i&gt;Quadra também pensar que é extremamente limitado o nosso campo de cognição tanto na sua extensão como na sua profundidade; &lt;i&gt;sabemos muito pouco de quase nada&lt;/i&gt;, dentro e fora de nós. Este não saber é assim desde a própria colheita de jetos &lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn15" name="_ftnref15" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;(ou quididades, ou "essências") e na formação dos nossos conceitos, e na junção deles em proposições, e no emprego de linguagem, a mais correspondente possível a todas estas operações anteriores. Vivemos em meio a relações, desde as mais simples (lógica matemática, lógica formal, lógica aristotélica) até as crescentemente mais complexas, a saber, as relações da matemática, da física, da biologia, das relações sociológicas nas sete classes mais determinantes do pensar e do obrar humano — Religião, Moral, Artes, Direito, Política, Economia e Ciência (há outras, embora com menor potencial de atuação existencial no homem: linguagem, moda, gentileza, boas maneiras). Estes processos sociais de adaptação entrelaçam-se na vida, sem que seja necessariamente por escolha do homem. A nossa liberdade é limitada Esta é uma complexidade extrassubjetiva da realidade mundanal. Um ato de devoção religiosa na realidade fática não contradiz a consequência, dele advinda, ou seja, o homem pio ser duro com o praticante de injustiça (religião e moral). A fome pelo saber, encontradiça no homem de ciência, pode conviver com senso prático de ele comerciar proveitosamente o produto das suas pesquisas (ciência e economia). Um bom músico quiçá tenha vocação política (sensibilidade estética mais vontade de poder).&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quer isto dizer, pois, — pensamos nós — que não pode ser puramente formal a lógica de vivência no mundo. Faltam-lhe elementos bastantes para ser inçada de complexidades, coisa porém, que o mundo real é. A lógica organiza o material recebido, não o pesquisa. Nem toda contradição formal é um erro lógico. A lógica a ser admitida, caso por caso, é a correspondente ao arranjo ou desarranjo das coisas tal como as encontramos fora da criação humana. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eis o que temos de denominar &lt;i&gt;lógica material — &lt;/i&gt;a que venha corresponder, no entrelaçamento de ideias, à realidade exterior aos "eus" complexos à complexidade do mundo real. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por outras palavras, a lógica clássica não é instrumento adequado, suficiente, para a mente humana lidar com a descoberta das realidades (sempre maiores que o homem). O que se nos apresenta ao saber é mais denso que o nosso pensamento. Simplificando: Homem &lt;b&gt;&amp;lt;&lt;/b&gt; Saber (segundo fórmula de intelectual brasileiro do século XX — Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda). Fundamental teorica e praticamente para o saber, isto sim, é organizarmos o pensamento &lt;i&gt;ao modo como as realidades extramentais estão marcadas&lt;/i&gt;, seja ao nosso jeito, seja contra o nosso jeito. Agradando-nos ou não — é a árdua lógica material, dessemelhante da cômoda lógica formal &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Há, pois, segundo N. da Costa é uma verdade &lt;i&gt;pragmática&lt;/i&gt;: serve ao homem como ele a constrói, sem podermos dizer que abrangeu toda a realidade examinada. Daí considerar M. Paty que essa teoria de N. Costa é a própria &lt;i&gt;filosofia da tolerância&lt;/i&gt; no sentido de as verdades serem provisórias. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É também uma &lt;i&gt;filosofia da inquietação&lt;/i&gt;: os conhecimentos científicos são construídos por nós. Esta circunstância confere flexibilidade aos sistemas de conhecimento (ex.: computador com mais recursos que o sim e o não, com anotações complementares). A lógica paraconsistente traz-nos alternativas às proposições: além de uma conclusão poder ser &lt;i&gt;verdadeira &lt;/i&gt;ou&lt;i&gt; falsa&lt;/i&gt;, surgem mais estas possibilidades: o resultado do raciocínio pode ser &lt;i&gt;indeterminado&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;inconsistente&lt;/i&gt;. A rigor, pois, a dúvida sobre a &lt;i&gt;verdade definitiva&lt;/i&gt; persiste. Um exemplo didático é: "o homem é cego, mas vê". Esta oração não nos traz a determinação a respeito do que esse cego vê. Tal como soa isolada, esta proposição é logicamente incompleta, sem sentido para ser entendida com segurança cognitiva.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Uma exposição acadêmica sobre lógica paraconsistente&lt;/i&gt;. Nosso escrito posto a seguir é resumo de trabalho técnico do doutor Décio Krause, professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina. Pertence ele ao "Grupo Multidisciplinar de Estudos em &lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Lógica e Fundamentos da Ciência&lt;/span&gt;-UFSC/CNPq"&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn16" name="_ftnref16" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Por nossa conta inserimos a respiga dos trechos que nos pareceram mais diretamente reveladores do conceito nuclear de "lógica paraconsistente". Eia, pois.&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] Lógicas admitindo inconsistências (lógicas paraconsistentes, lógica discussiva etc.), agregando uma variedade maior de sistemas. [...] matemáticos como George Boole (1815-1864), &amp;nbsp;Gottlob Frege (1848-1925) e Giuseppe Peano (1858-1932) deram contribuições significativas para a criação da [...] lógica matemática. [...] a lógica tornou-se uma disciplina com características matemáticas,&amp;nbsp; [...] Entre os princípios básicos da lógica hoje dita ‘clássica’, de tradição aristotélica, figura o princípio da contradição, ou da não-contradição [...]. Em resumo, em um tal sistema, &amp;nbsp;prova-se &lt;i&gt;tudo&lt;/i&gt;. Um sistema deste tipo é dito ser&lt;i&gt; trivial&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Se &lt;i&gt;A&lt;/i&gt; e se ¬&lt;i&gt;A&lt;/i&gt; (a negação de &lt;i&gt;A&lt;/i&gt;) forem ambos teoremas de um sistema dedutivo &lt;i&gt;S &lt;/i&gt;fundamentado na lógica clássica, então toda fórmula&lt;i&gt; B &lt;/i&gt;da linguagem de &lt;i&gt;S&lt;/i&gt; é teorema de &lt;i&gt;S&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;[...] S. Jaśkowski [...] apresentou em 1948 uma&amp;nbsp; lógica que poderia ser aplicada a sistemas envolvendo contradições, mas sem ser trivial. O sistema [...] conhecido como &lt;i&gt;lógica discussiva&lt;/i&gt;, ou discursiva, limitou-se a [...] cálculo proposicional, [...] Newton C. A. da Costa [...]&amp;nbsp; iniciou a [...] desenvolver sistemas lógicos que pudessem envolver contradições, motivado por questões de natureza tanto filosóficas quanto matemáticas. [...]&amp;nbsp; muito além do nível proposicional. [...] reconhecido internacionalmente como o criador das lógicas paraconsistentes [...] o termo 'paraconsistente',[...]&amp;nbsp; literalmente significa "ao lado da consistência", [...] cunhado pelo filósofo peruano Francisco Miró Quesada em 1976, [...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] uma lógica é paraconsistente se pode fundamentar sistemas dedutivos inconsistentes (ou seja, que admitam teses contraditórias, e em particular uma contradição) mas que não sejam triviais, no sentido de que nem todas as fórmulas (expressões bem formadas de sua linguagem) sejam teoremas do sistema. [...] &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Em um sistema dedutivo&amp;nbsp; &lt;i&gt;S &lt;/i&gt;baseado em uma lógica paraconsistente, pode haver&amp;nbsp; dois teoremas da forma&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;i&gt;A&amp;nbsp; &lt;/i&gt;e&amp;nbsp; ¬&lt;i&gt;A&lt;/i&gt;, sem que com isso toda fórmula da linguagem de &lt;i&gt;S&lt;/i&gt; seja derivada como &amp;nbsp;teorema do sistema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] Para da Costa, a lógica clássica, [...] ‘mãe de todas as lógicas’, tem valor eterno em seu particular campo de aplicação, [...] não assevera que as lógicas paraconsistentes devam ser as únicas verdadeiras, usando-as no entanto quando se mostrarem convenientes para se alcançar um melhor entendimento ou tratamento de certos fenômenos ou áreas do saber. &lt;b&gt;&lt;span style="color: teal;"&gt;[...] &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Por exemplo, as lógicas paraconsistentes prestaram-se [...] uma visão mais clara do significado da negação [...] Com elas, podemos entender melhor a possibilidade de se sistematizar de modo rigoroso teorias envolvendo a noção de complementaridade (proposições complementares são aquelas que, se tomadas em conjunto, acarretam uma contradição) [...], bem como para &amp;nbsp;sistematizar sistemas envolvendo vagueza e mesmo contradições estrito senso. &amp;nbsp;[...] As aplicações da lógica paraconsistente não se limitam a aspectos teóricos ou filosóficos. [...], podem-se imaginar situações em que um paciente pode 'entrevistar-se' com um computador e, mediante perguntas e respostas, o computador pode chegar a diagnosticar e até mesmo medicar o paciente [...]na elaboração de tais sistemas [...], os cientistas em geral entrevistam vários especialistas (médicos).&amp;nbsp; [...]&amp;nbsp; os médicos podem ter opiniões divergentes (e mesmo contraditórias) sobre um certo assunto ou sobre a causa de um certo mal.&amp;nbsp; [...] se no banco de dados há duas informações &amp;nbsp;que se contradigam, refletindo opiniões contraditórias de dois especialistas, se o sistema operar com a lógica clássica, pode ocorrer a dedução de uma contradição, o que inviabiliza (tornando trivial) o sistema como um todo. Para se poderem considerar bancos de dados amplos,&amp;nbsp; [...] informações contraditórias e sem que se corra o risco de trivialização, a lógica&amp;nbsp; [...] deve ser uma lógica paraconsistente. *&lt;span style="color: #c00000;"&gt;[&lt;i&gt;trivialização&lt;/i&gt;=de duas proposições contraditórias pode ser deduzida qualquer afirmação]*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;&amp;nbsp;[...] &lt;/b&gt;&amp;nbsp;a lógica é, hoje, uma disciplina de mesma natureza que a matemática.&amp;nbsp; [...] Para tanto, basta recordar os teoremas de incompletude de Gödel, [...] valendo-nos desta analogia, podemos olhar a lógica da mesma forma como usualmente se faz com a matemática, dividindo-a [...] em lógica &lt;i&gt;pura&lt;/i&gt; e em lógica &lt;i&gt;aplicada&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;A lógica pura pode ser desenvolvida &lt;i&gt;in abstrato,&lt;/i&gt; independentemente de qualquer aplicação. Assim, estudam-se certos tipos de estruturas abstratas, tais como as linguagens formais&amp;nbsp; [...] A lógica aplicada [...]&amp;nbsp; tem um duplo sentido: primeiro, pode-se&amp;nbsp; &lt;i&gt;aplicar&lt;/i&gt; um determinado sistema lógico a uma certa área do saber, visando certos&amp;nbsp; propósitos.&amp;nbsp; [...] Um segundo sentido seria o do desenvolvimento de algum sistema lógico para dar conta de alguma situação para a qual a lógica clássica, ou os sistemas conhecidos, apresentariam limitações&amp;nbsp; [...]. A lógica clássica constitui&amp;nbsp; um campo fantástico de estudo, permanecendo válida em seu particular domínio de aplicações, não precisando, pelo menos por enquanto, ser substituída por qualquer outro sistema. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;Em síntese, não há uma &lt;i&gt;lógica verdadeira&lt;/i&gt;. Distintos sistemas lógicos podem ser úteis na abordagem de diferentes aspectos dos vários campos do conhecimento.&amp;nbsp; [...] uma forma de &lt;i&gt;pluralismo&lt;/i&gt; lógico, no qual vários sistemas [...] podem conviver, cada um se prestando ao esclarecimento ou fundamentação de uma determinada [...] área do saber sem que isso nos apresente qualquer problema; [...] a &lt;i&gt;meta&lt;/i&gt;lógica que rege tudo isso é paraconsistente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Ponderação nossa. &lt;/i&gt;Talvez com a lógica clássica seja por ora impossível uma visão holística sobre as ocorrências da Natureza, sem aí encontrarmos conflitos, contradições, contrariedades, linhas inesperadamente tortuosas. Não nos é dada uma resposta universal sobre um mesmo determinado problema como se não pudesse haver exceções à regração lógica própria do seu campo. Exemplo: o que é &lt;i&gt;melhor&lt;/i&gt; para uma vida mais plena em determinado sistema ético? Qual a melhor solução jurídica para o caso concreto em que tantos valores surgem, uns contrapostos a outros — qual o &lt;i&gt;quantum&lt;/i&gt; da pena a impor, num crime hediondo e num crime de corrupção enquanto não classificado como crime hediondo? Etc. etc.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Conclusão parcial. &lt;/i&gt;O que se pode concluir por ora — vão surgir situações nas quais algumas questões não se podem resolver pela inteligência e sim pelo instinto "cognitivo", isto é, pela &lt;i&gt;aparente&lt;/i&gt; arbitrariedade da intuição, ou seja, sem certeza de acerto segundo os critérios correntios da ciência. A intuição vem a ser uma experiência&amp;nbsp; provocada no momento em que surge a resposta espontânea a alguma indagação obscuramente surgida na mente. Mais tem, pois, de instinto que de inteligência e, ao que parece, "instinto-inteligência"=Homem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como a dignidade (campo da Moral) é, no estágio atual da cultura, o melhor critério para se definirr com segurança social o que seja uma conduta boa, aprovada, e outra ruim, reprovável, parece relevante que o estudioso das questões morais e jurídicas (como as de improbidade ou corrupção), parece relevante, repetimos, que cultive em si a importância social desse bom hábito — o da dignidade. O julgador há de ser, em si próprio, um exemplo de moral e, pois, de ética. Resta ao homem de responsabilidade diminuir o âmbito do arco das condutas socialmente destrutivas educando-se incessantemente no ideal de bem social e colaborando continuadamente com as autoridades na preservação da Moral (costumes privados) e públicos (Ética).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Consistência limitada da lógica clássica.&lt;/i&gt; Quando não nos é dado perceber o sentido geral da vida relativamente a &lt;b&gt;A&lt;/b&gt; e a &lt;b&gt;B&lt;/b&gt; dentro de um círculo social, dentro da sociedade, diante de certa situação etc., aí a razão é ambígua e indecisa. A intuição pode variar de um momento para outro porque num determinado ponto do sentir-pensar humano as funções cerebrais variam, e o homem não as escolhe com acuidade e distinção. Nossos "enfoques" e tendências são necessariamente múltiplos. Também são práticos porque por certo tempo servem à preservação de uma vida suportável, tolerável.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Daí ser multidedutiva a nossa inteligência, ou seja, a velha lógica, posto seja útil ao nosso dia-a-dia,&amp;nbsp; não passa de aproximativa, imperfeita, pouco sólida, de consistência limitada — numa palavra ela é, para a construção científica, &lt;i&gt;paraconsistente&lt;/i&gt;. A Ciência tem que ser tolerante (“&lt;b&gt;filosofia da tolerância”&lt;/b&gt;). Quanto mais complexo é o campo examinado, mais contradições podem surgir nas proposições deduzidas, na busca de ordem do pensamento, isto é, na Lógica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;O mundo clássico&lt;/i&gt; &lt;i&gt;ou tradicional do dia-a-dia&lt;/i&gt;. Temos de conservar a tradição clássica. Serve-nos sim para a grande maioria das atividades da vida prática, mas podemos corrigi-las, precisá-las, torná-las mais exatas. A lógica clássica abriga, no fundo, um conjunto inexorável de contradições, que o formalismo esconde e nós como que preferimos comodamente esquecer, por medo do &lt;i&gt;novum&lt;/i&gt;. Notemos que "verdade" tem várias acepções como a de correspondência (Tarski) — o autor considera esta como ideal a buscar. É também pragmática (Pierce e James) com algo de coerência (Neurath). A pragmática trabalha igualmente com hipóteses, já que não serve tampouco para esgotar o real. Talvez seja daqui que o autor da para-consistência retirou o conceito de quase-verdade. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Mudanças determinadas pela ciência. &lt;/i&gt;Experimentando e testando estas ideias, alguns conceitos sofreram muita modificação a partir do século XX. O conhecimento, por exemplo, passou a ser recebido como uma "crença verdadeira” no sentido de estar &lt;i&gt;hic et nunc&lt;/i&gt; justificado, satisfatório, a proposição traduz aqui e agora o dito conhecimento em símbolos linguísticos. Seria uma loucura pensar diferentemente (por enquanto, todavia...). De outro lado, porém, temos de romper com uma nova modalidade de realismo ingênuo e de orgulho intelectual. (&lt;b&gt;a&lt;/b&gt;) A aparência engana também na formação de jetos, conceitos, juízos. (&lt;b&gt;b&lt;/b&gt;) Sabemos bem pouco, e de pouca coisa, do universo real. Nem por isso se nos impõe uma concepção existencial de desespero. Os progressos da ciência são, bem ao contrário, um incentivo para o pensamento, para a pesquisa. Esta convicção vem alicerçada também por princípios éticos e religiosos, como este: "vale a pena o nosso esforço para melhorar a vida das pessoas etc.".&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Mais alguns temas.&lt;/i&gt; Nas conclusões de pesquisa ou mesmo de meros raciocínios todo pensador há de levar em conta quão modestas deve considerar as suas aquisições. Cumpre evitar, pois, a tola vaidade de achar que está com a definitiva "verdade" e que as contrariedades nem se devem levar em conta. Tal comumente ocorre em decisões, sentenças ou acórdãos — mundo jurídico. Nos meios universitários igualmente, é intensa a vaidade. Também é muito frequente em discussão política, notadamente quando um dos contendores tem tendência de "direita" e o outro se inclina para a "esquerda". Nem é raro o mesmo fenômeno em assuntos religiosos: crença islâmica contra religiosidade cristã, conservadores &lt;i&gt;versus&lt;/i&gt; progressistas, espíritas e não espíritas etc. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ou seja, o apego aferrado às próprias ideias é uma atitude sem fundamento. A humildade intelectual é que parece estar mais bem fundada. Quando estuam as paixões em qualquer matéria, o cuidado haverá de ser também objeto de muito esforço. As discordâncias aí, até em pessoas de alguma idade, por vezes destroem amizades antigas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Transcrevemos a seguir partes de um escrito recente de um físico brasileiro.&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn17" name="_ftnref17" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[17]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ei-las logo a seguir. &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] Einstein dizia que nossas teorias são "ficções", [...] podem existir duas ou mais explicações equivalentes sobre o mesmo fenômeno. "O caráter fictício das [teorias científicas] fica óbvio quando vemos que duas diferentes, cada qual com as suas conseqüências, concordam em grande parte com a experiência"[...].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;O físico americano Richard Feynman [...]: "como nada pode ser expresso precisamente, toda lei científica, todo princípio cientifico, toda asserção sobre os resultados de uma observação é uma espécie de sumário que deixa de lado os detalhes". Ou seja, nossas teorias são apenas aproximações da realidade. Os filósofos Karl Popper e Thomas Kuhn vão ainda mais longe [...]. Popper escreveu que teorias científicas "não são um resumo de observações, mas invenções-conjecturas propostas para serem julgadas e, se discordarem das observações, eliminadas". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Entrando no debate, o que podemos dizer sobre as leis da natureza? Não há dúvida de que observamos padrões regulares na natureza, do micro ao macro. Alguns desses padrões podem ser expressos matematicamente. Porém, quando físicos afirmam, por exemplo, que "a energia é conservada", sabem que essa lei só é estritamente válida dentro da precisão de suas medidas. E mesmo que a precisão de nossos instrumentos e medidas melhore [...], sempre haverá um limite. Conseqüentemente, jamais podemos afirmar que a "energia é conservada" em termos absolutos. [...]&amp;nbsp; na prática não existem asserções de caráter absoluto, nem mesmo no contexto das ciências físicas. Construímos modelos que descrevem a realidade, que medimos da melhor maneira possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] vemos o mundo sempre fora de foco. Os óculos que inventamos melhoram a qualidade da imagem, mas sempre existirão detalhes que escaparão ao nosso olhar. O mundo é o que vemos dele&lt;/span&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftn18" name="_ftnref18" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[18]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;O nosso cérebro. &lt;/i&gt;Merece mais e mais estudos o funcionamento do nosso cérebro como, por exemplo, quando alguém está a estudar matemática ou em arroubo místico, ou a planejar atos de corrupção, buscando em todos estes casos as situações nas quais o ser examinado não tenha consciência de estar sob observação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mesmo sendo as coisas assim como parecem ser, o ceticismo não tem lugar como escola filosófica: o senso comum mora na lógica clássica, e precisamos dele para viver porque sem um mínimo de bom senso sobreviria a loucura, um desequilíbrio, uma doença. A própria vida se vale da ciência, confiante a Humanidade em muitas das suas conclusões por largos anos, retirando dela proveitos construtivos para uma existência melhor ("&lt;i&gt;primum vivere, deinde philosofari&lt;/i&gt;").&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Conclusões.&lt;/i&gt; Nem toda contradição formal encerra necessariamente um erro de pensamento. Parece estarmos ainda distantes de poder esgotar os seres — a natureza do que é. Nos processos sociais de adaptação, em todos eles, podemos incidir em ilusões. Embora o processo adaptativo pela ciência positiva pareça ser o menos infenso a essa invasão de devaneios, não é de todo livre porque o Homem é um &lt;i&gt;compositum&lt;/i&gt;. Se correta esta nossa última proposição, muito cuidado se há de ter nas três etapas do método indutivo-experimental: observação (empiria), generalização (armação de proposição de conteúdo mais vasto), experimentação — realizar testes de volta à realidade fática (empiria). Outra cautela relevante parece ser a atenção que se há de dar a diferença entre os dados extramentais (ou mais extramentais) e as nossas construções eidéticas, erguidas pelo sujeito pensante (&lt;i&gt;donné et construit&lt;/i&gt;,&lt;i&gt;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;natureza e cultura). Ocorre muita vez que pensamos estar atuando com a razão, mas é alguma paixão que nos está a dominar inconscientemente — parece que somos isto — "instinto-inteligência=Homem". Em se tratando do conhecimento científico, podemos sim obter proposições verdadeiras, não porém, "a verdade". As proposições têm de ser consideradas verdadeiras até que se demonstre o contrário. O contrário pode surpreender. Para se errar menos, quanto maior for o cuidado com a precisão, a exatidão, o rigor, tanto melhor. Daí o apreço devido aos métodos das chamadas ciências exatas (=mais exatas...) e com a terminologia mais rigorosa. Parece que o método melhor para se descobrirem realidades, pensá-las e expressá-las, é o método indutivo-experimental.&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoFootnoteText" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;* * * * *&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoFootnoteText" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia e referências&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;ARRUDA A. Y. N. A.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;b&gt;Vasiliev e a lógica paraconsistente&lt;/b&gt;, Unicamp, Coleção CLE ,7, Campinas, 1990.&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;CONIDI Rosanna Bertini; CONCI, Domenico Antonino, DA COSTA, Newton C. A.&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Mostri divini &amp;nbsp;— &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;fenomenologia e logica della metamorfosi&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;Napoli: Guida. 1991.&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;COSTA, Newton C. A. da&lt;b&gt; Introdução aos fundamentos da matemática.&lt;/b&gt; São Paulo: Hucitec, 1974.&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;______, Newton C. A. da. &lt;b&gt;Sistemas formais inconsistentes&lt;/b&gt;, Curitiba, Editora da UFPR, 1994. &lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;______, Newton C. A. da. &lt;b&gt;&lt;span lang="FR"&gt;Logiques classiques et non classique&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="FR"&gt;s&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="FR"&gt;. Paris: Masson, 1997. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;______, Newton C. A. da. &lt;b&gt;Ensaio sobre os fundamentos da lógica&lt;/b&gt;, São Paulo, Hucitec, 2a. ed., 1997. &lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;______, Newton C. A. da. &lt;b&gt;Lógica indutiva e probabilidade&lt;/b&gt;. &lt;span lang="FR"&gt;São Paulo:Hucitec-Edusp, 1993.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;______, Newton C. A. da. &lt;b&gt;Logiques classiques et non classique&lt;/b&gt;&lt;i&gt;s&lt;/i&gt;. Paris: Masson, 1997. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;GLEISER, Marcelo. &lt;i&gt;A natureza das leis&lt;/i&gt;. &lt;b&gt;Folha de São Paulo&lt;/b&gt;,&lt;b&gt; &lt;/b&gt;16 de maio de 2010, Caderno Ciência. &lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;LOPES, Reinaldo José / Portal G1— Linguagem começou com gestos, sugere estudo com macacos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti, &lt;b&gt;Sistema de ciência positiva do direito&lt;/b&gt;, 2ª ed. 4 tomos. Rio de Janeiro: Borsoi, 1972; tomo I, [&lt;i&gt;Introdução à ciência do direito&lt;/i&gt;, p. 37-73].&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;______, Francisco Cavalcanti. &lt;b&gt;O problema fundamental do conhecimento&lt;/b&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;2ª ed. Rio de Janeiro: Borsoi, 1972.&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;UeBERWEG, Friedrich. &lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Grundriss der Geschichte der Philosophie&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; (tomo IV) Graz: Akademische Druck- u. Verlaganstalt (13. &lt;/span&gt;&lt;span lang="FR"&gt;Auflage), 1951.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm"&gt;&lt;span lang="FR"&gt;http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;B&lt;span lang="FR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:CZqpRDcOk3gJ:br.answers.yahoo.com/question/index%3Fqid%3D20070221103836AAU6jau+%22nome+atribu%C3%ADdo+a+dois+teoremas+demonstrados+por+Kurt%22&amp;amp;cd=1&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ct=clnk&amp;amp;gl=br"&gt;http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:CZqpRDcOk3gJ:br.answers.yahoo.com/question/index%3Fqid%3D20070221103836AAU6jau+%22nome+atribu%C3%ADdo+a+dois+teoremas+demonstrados+por+Kurt%22&amp;amp;cd=1&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ct=clnk&amp;amp;gl=br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/G%C3%B6del%27s_incompleteness_theorems#Background"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/G%C3%B6del%27s_incompleteness_theorems#Backgroun&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="http://www.cosmicfingerprints.com/blog/incompleteness/"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt;http://www.cosmicfingerprints.com/blog/incompleteness/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="http://www.google.com/search?q=%22abordar+qualquer+l%C3%ADngua+como+um+sistema+no+qual+cada+um+%22&amp;amp;hl=en&amp;amp;sourceid=gd&amp;amp;rlz=1Q1GGLD_pt-BRBR419BR421"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt;http://www.google.com/search?q=%22abordar+qualquer+l%C3%ADngua+como+um+sistema+no+qual+cada+um+%22&amp;amp;hl=en&amp;amp;sourceid=gd&amp;amp;rlz=1Q1GGLD_pt-BRBR419BR421&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%B3gica_Paraconsistente"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%B3gica_Paraconsistente&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt;; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt;http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&amp;amp;id=30888"&gt;http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&amp;amp;id=30888&lt;/a&gt;; [acesso em&amp;nbsp; 2/5/2007].&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg"&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;-+-+-+-+-+-+&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br clear="all" /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div id="ftn1"&gt;  &lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2"&gt;  &lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ver&amp;gt;&amp;gt; &lt;a href="http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&amp;amp;id=30888"&gt;http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&amp;amp;id=30888&lt;/a&gt;; [acesso em&amp;nbsp; 2/5/2007]. LOPES, Reinaldo José / Portal G1— &lt;b&gt;Linguagem começou com gestos, sugere estudo com macacos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn3"&gt;  &lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ver a esse respeito Pontes de Miranda, &lt;b&gt;Sistema de ciência positiva do direito&lt;/b&gt;, tomo II, p. 89-90.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn4"&gt;  &lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref4" name="_ftn4" title=""&gt;&lt;em&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;em&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/em&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt; Doravante as nossa ideias foram estudadas em Pontes de Miranda, Francisco Cavalcanti, &lt;b&gt;Sistema de ciência positiva do direito&lt;/b&gt;, 2ª ed. 4 tomos. Rio de Janeiro: Borsoi, 1972; tomo I, &lt;i&gt;Introdução à ciência do direito&lt;/i&gt;, p. 37-73.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn5"&gt;  &lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref5" name="_ftn5" title=""&gt;&lt;em&gt;&lt;sup&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;em&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/em&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; Κατηγοριαι, no sentido aristotélico e assemelhado: é conjunto de relações tais que se podem colocar, sem confusões de pensamentos,&amp;nbsp; nos mesmos grupos de ideias.&amp;nbsp; Ver &amp;gt;&amp;gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria_(filosofia)"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria_(filosofia)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; [outubro de 2001].&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn6"&gt;  &lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref6" name="_ftn6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Pontes de Miranda, enorme gênio brasileiro fala em "IDEAL DO SÁBIO" (&lt;i&gt;op. cit. &lt;/i&gt;p. 73); &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn7"&gt;  &lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref7" name="_ftn7" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:CZqpRDcOk3gJ:br.answers.yahoo.com/question/index%3Fqid%3D20070221103836AAU6jau+%22nome+atribu%C3%ADdo+a+dois+teoremas+demonstrados+por+Kurt%22&amp;amp;cd=1&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ct=clnk&amp;amp;gl=br"&gt;http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:CZqpRDcOk3gJ:br.answers.yahoo.com/question/index%3Fqid%3D20070221103836AAU6jau+%22nome+atribu%C3%ADdo+a+dois+teoremas+demonstrados+por+Kurt%22&amp;amp;cd=1&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ct=clnk&amp;amp;gl=br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn8"&gt;  &lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref8" name="_ftn8" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; De outra fonte temos o trecho seguinte, que aqui transcrevemos. "&lt;b&gt; Gödel's incompleteness theorems&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;are two&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Theorem" title="Theorem"&gt;&lt;span style="color: #0645ad; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;theorems&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;of&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mathematical_logic" title="Mathematical logic"&gt;&lt;span style="color: #0645ad; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;mathematical logic&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;that establish inherent limitations of all but the most trivial&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Axiomatic_system" title="Axiomatic system"&gt;&lt;span style="color: #0645ad; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;axiomatic systems&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;capable of doing&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arithmetic" title="Arithmetic"&gt;&lt;span style="color: #0645ad; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;arithmetic&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. The theorems, proven by&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kurt_G%C3%B6del" title="Kurt Gödel"&gt;&lt;span style="color: #0645ad; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Kurt Gödel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;in 1931, are important both in mathematical logic and in the&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Philosophy_of_mathematics" title="Philosophy of mathematics"&gt;&lt;span style="color: #0645ad; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;philosophy of mathematics&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. The two results are widely interpreted as showing that&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hilbert%27s_program" title="Hilbert's program"&gt;&lt;span style="color: #0645ad; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Hilbert's program&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;to find a complete and consistent set of&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Axiom" title="Axiom"&gt;&lt;span style="color: #0645ad; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;axioms&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;for all of&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mathematics" title="Mathematics"&gt;&lt;span style="color: #0645ad; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;mathematics&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;is impossible, thus giving a negative answer to&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hilbert%27s_second_problem" title="Hilbert's second problem"&gt;&lt;span style="color: #0645ad; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Hilbert's second problem&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;The first incompleteness theorem states that no consistent system of axioms whose theorems can be listed by an "effective procedure" (essentially, a computer program) is capable of proving all truths about the relations of the&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Natural_numbers" title="Natural numbers"&gt;&lt;span style="color: #0645ad; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;natural numbers&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;(&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arithmetic" title="Arithmetic"&gt;&lt;span style="color: #0645ad; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;arithmetic&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;). For any such system, there will always be statements about the natural numbers that are true, but that are unprovable within the system. The second incompleteness theorem, a&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Corollary" title="Corollary"&gt;&lt;span style="color: #0645ad; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;corollary&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;of the first, shows that such a system cannot demonstrate its own consistency". &lt;b&gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&lt;/b&gt;:&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/G%C3%B6del%27s_incompleteness_theorems#Background"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/G%C3%B6del%27s_incompleteness_theorems#Background&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;Também esta descrição histórica: &lt;b&gt;&amp;gt;&amp;gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.cosmicfingerprints.com/blog/incompleteness/"&gt;http://www.cosmicfingerprints.com/blog/incompleteness/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn9"&gt;  &lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref9" name="_ftn9" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Alguns dados sobre o "vitalismo" encontram-se em &lt;a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Vitalismus"&gt;http://de.wikipedia.org/wiki/Vitalismus&lt;/a&gt;. Em Pontes de Miranda, "Sistema de ciência positiva do direito", tomo III, p. 19 e seguintes: ele é falso quando tenta negar o determinismo das leis da natureza. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn10"&gt;  &lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref10" name="_ftn10" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Cabe recordar o velho dito já popularizado: "&lt;i&gt;primum vivere, deinde philosophari&lt;/i&gt;" (Cervantes? Hobbes?).&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn11"&gt;  &lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref11" name="_ftn11" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;b&gt;&lt;u&gt;&amp;gt;&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="http://www.google.com/search?q=%22abordar+qualquer+l%C3%ADngua+como+um+sistema+no+qual+cada+um+%22&amp;amp;hl=en&amp;amp;sourceid=gd&amp;amp;rlz=1Q1GGLD_pt-BRBR419BR421"&gt;http://www.google.com/search?q=%22abordar+qualquer+l%C3%ADngua+como+um+sistema+no+qual+cada+um+%22&amp;amp;hl=en&amp;amp;sourceid=gd&amp;amp;rlz=1Q1GGLD_pt-BRBR419BR421&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn12"&gt;  &lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref12" name="_ftn12" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Pontes de Miranda distingue duas classes importantes: a lógica formal e a lógica material. Esta segunda é, em suma, a que resulta da formação conceitos de acordo com a estrutura particular de cada ser.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn13"&gt;  &lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref13" name="_ftn13" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ver COSTA, Newton C. A. da. &lt;b&gt;O conhecimento científico&lt;/b&gt;. São Paulo: Discurso Editorial-FAPESP, 1997; N. C. A. da Costa , &lt;b&gt;Ensaio sobre os fundamentos da lógica&lt;/b&gt;, São Paulo, Hucitec, 2a. ed., 1994; &amp;nbsp;____ &lt;i&gt;O conhecimento científico&lt;/i&gt;, São Paulo, Discurso Editorial, 1997 e &lt;b&gt;Sistemas formais inconsistentes&lt;/b&gt;, Curitiba, Editora da UFPR, 1994. &lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;Outras obras a esse respeito: &lt;b&gt;Sistemas formais inconsistentes&lt;/b&gt;. Universidade Federal do Paraná, 1994; &lt;b&gt;Lógica indutiva e probabilidade&lt;/b&gt;. São Paulo:Hucitec-Edusp, 1993; &lt;b&gt;Ensaio sobre os fundamentos da lógica&lt;/b&gt;. São Paulo: Hucitec, 1980; &lt;b&gt;Introdução aos fundamentos da matemática.&lt;/b&gt; São Paulo: Hucitec, 1974; &lt;b&gt;Logiques classiques et non classique&lt;/b&gt;&lt;i&gt;s&lt;/i&gt;. Paris: Masson, 1997; Rosanna Bertini Conidi, Domenico Antonino Conci, Newton C.A. Da Costa.&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Mostri divini — &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;fenomenologia e logica della metamorfosi. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;Napoli: Guida. 1991&lt;b&gt;; &lt;/b&gt;A. Y. Arruda, &lt;i&gt;N. A. &lt;/i&gt;&lt;b&gt;Vasiliev e a lógica paraconsistente&lt;/b&gt;, Unicamp, Coleção CLE ,7, Campinas, 1990; &lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn14"&gt;  &lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref14" name="_ftn14" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Sobre a filosofia do &lt;i&gt;&lt;u&gt;Als Ob&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; e as suas aplicações, da matemática às ciências sociais, ver&amp;nbsp; UEBERWEG, Friedrich. &lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Grundriss der Geschichte der Philosophie&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; (tomo IV) Graz: Akademische Druck- u. Verlaganstalt (13. &lt;/span&gt;&lt;span lang="FR"&gt;Auflage), 1951, p. 410-416.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn15"&gt;  &lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref15" name="_ftn15" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Alongados estudos sobre o &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;jeto&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;(noção original, brasileira), vejam-se em PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. &lt;b&gt;O problema fundamental do conhecimento&lt;/b&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;2ª ed. Rio de Janeiro: Borsoi, 1972. Está exposta e repetida esta noção desde o Capítulo III da Parte 2 da obra; difere do objeto e do sujeito (&lt;i&gt;sub-jeto)&lt;/i&gt;; há que levarem-se em conta ainda o &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;-&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;jeto&lt;/i&gt; e o jeto sem o &lt;b&gt;&lt;u&gt;hífen&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn16"&gt;  &lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref16" name="_ftn16" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &amp;gt;&amp;gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm"&gt;&lt;span lang="FR" style="line-height: 150%; mso-ansi-language: FR; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="FR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn17"&gt;  &lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref17" name="_ftn17" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[17]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; Está em MARCELO GLEISER (professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA) e autor do livro "Criação Imperfeita"), sob o título &lt;i&gt;A natureza das leis&lt;/i&gt;. &lt;b&gt;Folha de São Paulo&lt;/b&gt;,&lt;b&gt; &lt;/b&gt;16 de maio de 2010, Caderno Ciência. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn18"&gt;  &lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS.docx.doc#_ftnref18" name="_ftn18" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[18]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Aqui vão algumas referências bibliográficas sobre este tema: COSTA, Newton C. A. da. &lt;b&gt;O conhecimento científico&lt;/b&gt;. São Paulo: Discurso Editorial-FAPESP, 1997. ____, &lt;b&gt;Ensaio sobre os fundamentos da lógica&lt;/b&gt;, São Paulo, Hucitec, 2a. ed., 1997. ____, &lt;b&gt;Introdução aos fundamentos da matemática&lt;/b&gt;. São Paulo, HUCITEC, 1992. ____, &lt;b&gt;Lógica indutiva e probabilidade&lt;/b&gt;. &lt;span lang="FR"&gt;São Paulo:Hucitec-Edusp, 1993; ____, &lt;b&gt;Logiques classiques et non classique&lt;/b&gt;&lt;i&gt;s&lt;/i&gt;. Paris: Masson, 1997. &lt;/span&gt;____, &lt;b&gt;O conhecimento científico&lt;/b&gt;, São Paulo, Discurso Editorial, 1997. ____, &lt;b&gt;Sistemas formais inconsistentes&lt;/b&gt;, Curitiba, Editora da UFPR, 1994. CONIDI Rosanna Bertini; CONCI, Domenico Antonino, DA COSTA, Newton C. A.&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Mostri divini — &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;fenomenologia e logica della metamorfosi&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;Napoli: Guida. 1991; A. Y. Arruda, N. A.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;b&gt;Vasiliev e a lógica paraconsistente&lt;/b&gt;, Unicamp, Coleção CLE ,7, Campinas, 1990; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%B3gica_Paraconsistente"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%B3gica_Paraconsistente&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm"&gt;http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7665809153207379325-6531923345277337477?l=mozarcostadeoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mozarcostadeoliveira.blogspot.com/feeds/6531923345277337477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7665809153207379325&amp;postID=6531923345277337477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7665809153207379325/posts/default/6531923345277337477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7665809153207379325/posts/default/6531923345277337477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mozarcostadeoliveira.blogspot.com/2011/11/pensamentos-construidos-com-logica.html' title='PENSAMENTOS CONSTRUÍDOS COM A LÓGICA CLÁSSICA; A EXISTÊNCIA DE OUTRAS LÓGICAS'/><author><name>Mozar Costa de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169606109128317241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7665809153207379325.post-1810731733327978496</id><published>2011-11-03T14:04:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T14:04:27.674-07:00</updated><title type='text'>A LÓGICA CLÁSSICA E A EXISTÊNCIA DE OUTRAS LÓGICAS</title><content type='html'>&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px;"&gt;A LÓGICA CLÁSSICA E A EXISTÊNCIA DE OUTRAS LÓGICAS&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: right;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: right;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Mozar Costa de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt; — bacharel em filosofia (Universidad Comillas de Madrid), mestre e doutor em direito (USP), professor aposentado de direito (Universidade Católica de Santos, São Paulo)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Introdução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O nosso intuito neste trabalho é trazer aos leitores algumas reflexões sobre diferenças entre as concepções do "senso comum" ou 'bom senso" e o conhecimento científico, mais seguro para a renovação incessante da vida humana. Ao falarmos agora em renovação incessante, nos firmamos numa axioma ou proposição havida como certa sem prévia demonstração. Tal é o caso de afirmações como: "tudo se move", "podemos melhoras as circunstâncias da existência", "podemos piorar as circunstâncias da existência". &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Precisaria, sim, de pesquisa e de demonstração é definirmos o que seja progresso da vida humana. De todo modo, parece que temos elementos de persuasão para se colher com alguma segurança cognitiva as notas próprias de bem e de mal — bem e mal para o ser humano. O ser humano tem características de animalidade porque nasce, sente, nutre-se, ativa-se, cresce, multiplica-se, morre. De outro lado,&amp;nbsp; algo mais diferencia o animal humano dos outros animais. Só ele tem 1) capacidade congênita de raciocinar e 2) capacidade de doar-se ao seu semelhante. Estas duas capacidades são valorizadas pelos demais seres humanos. Quem as desenvolve é mais estimado pelo seu círculo social, por seu grupo; merece mais, é mais digno. É aí está o conceito de dignidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tal raciocinação parece não se conformar, não se adequar, à lógica "pura", à lógica clássica. Leva em linha de conta dimensões mais complexas da realidade extramental. Para lograr a cada passo do processo a "quidade", "aquilo que a coisa é", trabalha com vivências inesgotáveis pela só clareza não contraditória. Esta vem a ser insuficiência para o pensamento fluir a modo aceitável pela natureza humana.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O esforço deste trabalho é procurar outros caminhos indispensáveis ao movimento do pensar humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Falaremos, pois, algo (1) da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;incerteza&lt;/i&gt;, 2) da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;relatividade&lt;/i&gt; geral e generalíssima, 3) do teorema da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;incompletude&lt;/i&gt; do processo humano de pensar e, por fim, 4) da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;"lógica paraconsistente"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Capítulo I — A incerteza&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A Lógica e o princípio da incerteza de Werner Karl Heisenberg.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O quanto passamos a citar agora é retirado à internet.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Quando se quer encontrar a posição de um elétron, por exemplo, é necessário fazê-lo interagir com algum instrumento de medida, direta ou indiretamente. Por exemplo, faz-se incidir sobre ele algum tipo de radiação. Tanto faz aqui que se considere a radiação do modo clássico - constituída por ondas eletromagnéticas - ou do modo quântico - constituída por fótons. Se se quer determinar a posição do elétron, é necessário que a radiação tenha comprimento de onda da ordem da incerteza com que se quer determinar a posição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Neste caso, quanto menor for o comprimento de onda (maior freqüência) maior é a precisão. Contudo, maior será a energia cedida pela radiação (onda ou fóton) em virtude da relação de Planck entre energia e frequência da radiação e o elétron sofrerá um recuo tanto maior quanto maior for essa energia, em virtude do efeito Compton. Como consequência, a velocidade sofrerá uma alteração não de todo previsível, ao contrário do que afirmaria a mecânica clássica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Argumentos análogos poderiam ser usados para se demonstrar que ao se medir a velocidade com precisão, alterar-se-ia a posição de modo não totalmente previsível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Resumidamente, pode-se dizer que tudo se passa de forma que quanto mais precisamente se medir uma grandeza, forçosamente mais será imprecisa a medida da grandeza correspondente, chamada de canonicamente conjugada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Algumas pessoas consideram mais fácil o entendimento através da analogia. Para se descobrir a posição de uma bola de plástico dentro de um quarto escuro, podemos emitir algum tipo de radiação e deduzir a posição da bola através das ondas que "batem" na bola e voltam. Se quisermos calcular a velocidade de um automóvel, podemos fazer com que ele atravesse dois feixes de luz, e calcular o tempo que ele levou entre um feixe e outro. Nem radiação nem a luz conseguem interferir de modo significativo na posição da bola, nem alterar a velocidade do automóvel. Mas podem interferir muito tanto na posição quanto na velocidade de um elétron, pois aí a diferença de tamanho entre o fóton de luz e o elétron é pequena. Seria, mais ou menos, como fazer o automóvel ter de atravessar dois troncos de árvores (o que certamente alteraria sua velocidade), ou jogar água dentro do quarto escuro, para deduzir a localização da bola através das pequenas ondas que baterão no objeto e voltarão; mas a água pode empurrar a bola mais para a frente, alterando sua posição. Desta forma torna-se impossivel determinar a localização real desta bola pois a própria determinação mudará a sua posição. Apesar disto, a sua nova posição pode ser ainda deduzida, calculando o quanto a bola seria empurrada sabendo a força das ondas obtendo-se uma posição provável da bola e sendo provável que a bola esteja localizada dentro daquela área.&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A &amp;nbsp;incessante busca de ordem do pensamento deve-se em parte aos redemoinhos contínuos do cérebro em meio à expansão incessante do Universo, tudo em alta velocidade. como nos dá informes&amp;nbsp; o estudo da astronomia. O nosso ser, produtor de ideias, é atravessado continuamente por bilhões de neutrinos. Em assim sendo, nunca somos idênticos a nós mesmos nos distintos momentos da nossa vida. Algo assim como a teoria da incerteza de Heisenberg — sempre nos movemos diante da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;mesma &lt;/i&gt;coisa examinada. Ao&lt;span class="bodyfont"&gt; observar o físico um elétron, não lhe é dado ao mesmo tempo saber o local e a velocidade dessa partícula. Tem de escolher "&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;focando&lt;/i&gt;" ou uma coisa ou outra.&amp;nbsp; Parece que só estatisticamente nos e´dado prever a possibilidade de uma partícula surgir mais vezes num lugar do que em outro, sem certeza aritmética, porém. Além disto, as ditas partículas ora se comportam como corpos, ora como ondas, ou — ainda mais árduo —, uma e outra coisa de uma só vez... O Universo é feito de partículas e o nosso cérebro também; o mundo pequeno não se sujeita às leis deterministas da física clássica. Hoje a física é probabilística e, por via de consequência também o é o conhecimento do conjunto das relações sociais. Estas, porém, em grau muito mais elevado porque as relações sociais contêm em si as relações lógicas, também as numéricas, as físicas, as biológicas e as de relacionamento humano — que são as relações sociológicas de Religião, Moral, Artes, Direito, Política, Economia e Ciência. Recordemo-nos: estes sete processos sociais de adaptação são os mais fortemente determinantes do ser humano, a nos compendiarem a toda a vida até agora conhecida. São "seres" densos a levarem consigo os mais "delgados" (mais distantes da realidade humana plena, por isto decrescentemente mais abstratos nesta ordem: lógica, matemática, física, biologia. Nada se nos dá que não seja em forma de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;relação.&lt;/i&gt; E todas as relações só nos são conhecidas em enorme relatividade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Capítulo II — A relatividade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nós próprios já escrevemos alhures o quanto a relatividade geral dificulta a atividade do penoso labor. Note-se que tudo se move no Universo e, pois, também os componentes neurais do cérebro de todos os animais. Assim é que todo o cuidado se tem de empregar na localização de uma "essência", na produção de um conceito, na formação de um raciocínio, no encontro da sua adequada expressão linguística. Segundo a etimologia Moral e Ética equivalem-se. Moral vem de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;mos-moris&lt;/i&gt;¸ costume ou hábito em latim. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ethos-ethou&lt;/i&gt; (ἔθος-ἔθοuς) é hábito ou costume em grego. Não há diferença outra que a de dizermos que Moral diz mais respeito ao interior do ser humano (interioridade do instinto-inteligência (Homem), ao passo que a Ética diz respeito às relações sociais da dignidade. Parece não haver o que impeça este uso a ser a posto pela prática da linguagem. A moral de alguém pode ser pesquisada sobretudo com os auspícios da psicanálise e da sociologia geral. Um sistema ético pode ser estudado. É o mesmo que estudar um conjunto lógico de regras éticas. De modo que não há idoneidade científica em falar-se que Moral é sistema de normas de boa conduta, ao passo que a ética é um estudo metódico da Moral (a ciência da Moral). Melhor empregarmos um e outro termo como acabamos de indicar acima. A questão é de linguagem, este meio universal de comunicação iniciado com gestos e, depois, com outros símbolos.&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; A linguagem, falada ou escrita, realiza-se por símbolos articulados. Ela é cópia de cópia porque quando nós pensamos, fazemos julgamento, cuja expressão é a proposição. A proposição é uma cópia do raciocínio; esta só se mantém fora do cérebro com a nossa “fabricação” de símbolos (=linguagem). Linguagem é cópia da proposição, que é cópia do raciocínio pensado.&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn3" name="_ftnref3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Entanto, quanto mais rigorosamente exato for o símbolo linguístico da palavra articulada, melhor para o conhecimento e para a transmissão dele. Há razão para isto: “&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;A palavra é o símbolo da significação, mas erraria quem lhe desse papel arbitrário, "nominalístico”, como que fabricado &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a priori&lt;/i&gt;. De modo que preferimos o termo "moral" na indicação da formação ou deformação do caráter dos indivíduos, e "ética" para as relações sociais desencadeadas pela moral dos indivíduos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Todo estudioso que escreve, qualquer que seja o âmbito da sua ciência, há de cuidar por não “filosofar” de maneira tal que um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;nomen&lt;/i&gt; seja, sem mais cuidado, empregado por outro. Convém, pois, não se fazer alusão à ética como se ela fora o conhecimento da Moral. Em tudo quanto se lê e escreve temos de levar em conta a mobilidade geral dos "seres", como nos tem ensina o princípio da relatividade, a começar da biologia humana.&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn4" name="_ftnref4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;D&lt;/span&gt;esde Protágoras se diz que o ho­mem é a medida de todas as coisas, &lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;g&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;t&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;g&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;c&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;h&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;m&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;t&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;g&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;m&lt;/span&gt;έ&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;t&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;h&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;g&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;0&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Symbol;"&gt;o&lt;/span&gt;ς. Não temos certeza plena de haver a própria igualdade gnosiológica dos homens. de modo que o fim mesmo das ciências vem a ser a convicção subjetiva, mais que a certeza objetiva. Isto porque o que mais precisamente conhecemos é o que diretamente captamos: &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] conhecemos é o nosso aparelho psicofisiológico de percepção do mundo, a relativa situação do seu alcance, a sua aptidão de ver o exterior, as relações, e não o íntimo, a substância, o absoluto das coisas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As nossas ideias, verdade seja, pertencem a nossos processos vitais, como no-lo assegura a biologia mesma. E relativo é o conhecimento humano — inicia-se ele pela nossa experiência, a qual relativa é. As abstrações deformam-nos e as ciências nos vão a pouco e pouco corrigindo; assim foram os exemplos de Copérnico e de Einstein, &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Desta maneira o pensamento se vai adaptando aos fatos do mundo exterior (mais exterior). A adaptação é um modificar-se quase incessante na complexa relação [...] &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;"organismo x meio", e não leva o espírito à incontinência romântica do poder deformante,&amp;nbsp;&amp;nbsp; absoluto,&amp;nbsp;&amp;nbsp; da inteligência,&amp;nbsp;&amp;nbsp; nem&amp;nbsp;&amp;nbsp; à&amp;nbsp;&amp;nbsp; evolução criadora, que é mero arrojo do idealismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A nossa necessidade de continuar vivendo, exigência da biologia, compele-nos a afirmar que existe o mundo material.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;[...] &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Negá-lo seria con­tradição de toda a utilidade, de toda a função, de toda a solidez, aproveitabilidade e significação do pensamento: negaríamos tudo e a nós mesmos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Mediante a lógica podemos &lt;/span&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&amp;nbsp;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;classificar os casos individuais (indução, dedução), isto é, com a relação de implicação, sem que a preocupem as outras relações; por exemplo: a do espaço e a de tempo, ou a de espaço-tempo. Mas a própria Lógica assenta no estudo de relações exter­nas. Por mais que se rarefaça o objeto (complexo de re­lações), não pode haver conhecimento que não assente em relações, ainda que se abstraiam quase todas elas e ciências existam que, como a Lógica, se contentem com uma só espécie.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;a necessidade de atender ao espírito científico, que não po­deria desconhecer a maravilhosa renovação dos nossos co­nhecimentos, agora dilatados, graças aos cálculos dos cientistas da teoria da relatividade; [...] a construção do próprio sistema de Ciência do Direito, que assenta em fundamentos quantitativos, impessoais e livres; [...] a de­fesa da noção, presente em cada parte desta obra, da re­latividade do espaço e da necessidade de recorrermos a es­paços não-euclidianos e &lt;i&gt;n-&lt;/i&gt;dimensionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Grande é a vantagem do espírito científico, com a unificação das ciências, com a generalização continuadamente ajustadas aos fatos, às realidades (o mais distante possível das implicações do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ego&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-indent: 36.0pt;"&gt;Todas as geometrias são possíveis, segundo a nossa comodidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Tais geometrias conservam o postulado de EUCLIDES: por um ponto não pode passar senão uma paralela a qualquer dos eixos. Nesse sentido, são euclidianas. Todas são possíveis, como é possível a que inverte o postulado de EUCLIDES (LOBATCHEFSKIJ), a que admite infinidade de retas por dois pontos (RIEMANN), etc. Todas são mais ou menos experimentais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-indent: 36.0pt;"&gt;É possível ao conhecimento humano passar &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] da noção descritiva e imaginativa para a noção quantitativa ou intelectual. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;O mundo da física desenvolve-se, em torno e dentro de nós, indepen­dente do que vemos; interpreta-se o real para o explicar e muitas vezes se afirma que não é verdadeiro o que ve­mos, e sim mera aparência. […] Há, pois, nas teorias da relatividade, a quantifica­ção ou matematização das ciências e ao mesmo tempo a adoção de critérios mais gerais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Moral&lt;/i&gt;. &lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Logo se vê a importância das virtudes para errarmos menos em matéria de conhecimento e nos tornarmos menos erráticos nas relações éticas. É bem o caso da humildade. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não se tire o pé do chão&lt;/i&gt;. &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O humilde é em verdade um forte, pessoa capaz de andar com os pés no chão (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;humus&lt;/i&gt; é chão), sem tentar buscar-&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;se&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; na imposição de si sobre os outros. O humilde vai aprendendo a ser um servidor da sua gente, um solidário com o seu Povo, o seu país, a sua Pátria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Quem for&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;, nas relações sociais, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[…] calcular sem solidariedade com o sistema, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;é mister atender à deformação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Essa deformação é, a bem dizer, incessante, de modo que nos veem aos magotes os erros cometidos por nós em matéria de conhecimento, a que costuma seguir-se a comunicação deles repassada a terceiros. Atender a essa fraqueza, reconhecê-la, confessá-la e corrigi-la é gesto próprio das pessoas humildes, nobres e grandes, com vantagem para o avanço dos saberes, para aumento da moral e da ética.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É tola a pessoa "convencida" que interiormente, inconsciente ou subconsciente, se ufana em "botar sabença"... Prefere não se dar conta do seu vício feio — o continuado modo ridículo de ter-se por superior aos demais. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Donde se vê a importância prática da teoria do conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em verdade, "sabemos muito pouco, e de quase nada". Mas, todos podemos progredir, abrindo-nos às conquistas da ciência num mundo novo com mais a teoria da relatividade, o espaço pluridimensional, o abandono dos absolutos&amp;nbsp; etc. Só com o correr do tempo, guiada pelos gênios, haverá a maioria dos estudiosos de acompanhar o desenvolvimento do conhecimento científico tempos afora. &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Se conseguís­semos extraordinário conhecimento de tal mundo, de mo­do que outros passassem a interessar-nos mais profunda­mente, nosso aparelho superior logo se acomodaria às no­vas geometrias. [...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;As teorias einsteinianas são expressões do relativismo universal. A ciência humana, à proporção que se opu­lenta, descobre relatividades e apaga noções de absoluto. [...] obscuras as noções, até então vigen­tes e separadas, de espaço e tempo, de modo que somente subsistirá a união delas, — são de feito admiráveis os no­vos recursos com que se enriquecem a Física, a Astrono­mia, a Teoria do Conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] O princípio de relatividade deve ser mais geral ain­da, — devemos procurar a diferença de tempo nas reali­zações biológicas e sociais, — o tempo local das espécies e dos grupos humanos. Isto nos poderá explicar muitos fenômenos que resistem às explicações atuais. Mas para conseguir tais fórmulas, [...] muito terá que lutar o espírito humano contra os preconceitos, que o rodeiam, e contra as obscuridades da matéria, que irá estudar. Dos dois empecilhos, nenhum é maior que o outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] o Homem acabará por se familiarizar com as quatro dimensões e considerar, não como as únicas possíveis, porém como es­pécimes das possíveis, as concepções tradicionais de espa­ça e tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Lógica e desenvolvimento dos saberes. &lt;/i&gt;Temos hoje ideias mais precisas sobre o que depende de nós e sobre o que depende das coisas estudadas. Tudo parece que se resolve em linhas do mundo. Assim é, pois, que a relatividade é "dimensão" própria da nossa Lógica. Não poderia ela escapar ao atual binômio "orga­nismo x meio". O nosso &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;eu &lt;/i&gt;vem efetivamente a ser ele e as suas circunstâncias. Parece que não há como a Lógica escapar a tal situação. Quer isto dizer então que os resultados do pensamento humano são tecidos por caminhos escabrosos; pululam contradições. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Algumas conclusões. &lt;/i&gt;Parece também que a Lógica adequada, acertada, é a lógica que acompanhe as semelhanças e dessemelhanças encontradiças nos objetos. Somos levados a admitir o que F. C. Pontes de Miranda denomina &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;lógica material.&lt;/i&gt;. Donde a relevância dos esforços por descobrirmos as características das coisas repetidamente observadas para, assim, formarmos classificações cognitivamente confiáveis das categorias&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn5" name="_ftnref5" style="mso-footnote-id: ftn5;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Os resultados das ciências, e elas próprias, andam como que entrelaçados. A divisão das ciências é didática, cômoda. Quando acertada, ou seja,&amp;nbsp; adaptada aos fatos extramentais (=mais extramentais), a cognição humana solidariza-se porque as suas "partes" são igualmente partes do mesmo universo curvo de Einstein. O estudo da teoria do conhecimento é da maior importância para se controlar o acerto, ou desacerto, dos nossos pensamentos, por exemplo em sociologia geral ou nas várias sociologias especiais — ciência do direito, ciência política, estudo científico das religiões, sociologia da moral etc.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aí está mais uma razão para não nos orgulharmos infantilmente do nosso saber, algo assim como se atingíssemos a própria "coisa em si".&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;As verdades humanas nunca poderiam ser o exato da coisa em si, que seria o absoluto objetivo, impenetrá­vel por nossos sentidos e pelo espírito: […]. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;A fórmula algébrica é certa, po­rém não é o real absoluto. E assim são as nossas ver­dades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A imaginação.&lt;/i&gt; Frequentemente nos valemos do paralelismo entre o físico e o psíquico. Há a necessidade dessa tarefa para fixamos algo da realidade, sempre fugidia porque sempre em movimento sutil. Temos, porém, de nos precaver contra os desvios da imaginação. Quem se omite nessa cautela de humildade está muito próximo de desvios cognitivos e perto das tolices do orgulho intelectual. Pode esperar-se o discurso retórico a tomar as vezes da descrição cuidadosa dos fatos reais, com a marginalização da lógica material (porque esta se atém aos fatos reais com a sua estrutura própria e os seus meandros sutis). Corre o risco dos desacertos em matéria de conhecimento se aferra à lógica clássica. Entretanto, quem não se atém aos [...] &lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;fenômenos observáveis que se sucedem no tempo; para ela [&lt;i&gt;para a ciência&lt;/i&gt;], os princípios lógicos são auxiliares e na utilização deles poder-se-ia chegar a con­clusões inaceitáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;No Direito brasileiro. &lt;/i&gt;Com os só princípios da lógica clássica cometem-se muitas falhas de conhecimento do Direito porque ela não se ocupa primordialmente com a realidade extramental, de dados postos ( o mesmo que dados &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;positivos&lt;/i&gt;). As discussões são quase intermináveis e a vaidade é grande. Parecem mesmo estar em crise há muitos anos no Brasil o aprendizado e a prática do Direito. A razão disto situa-se no fato de o Direito não ser estudado como ciência, ao modo de todas as demais. &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Não pode haver tranquilidade em espíritos que recebem rudimentos científicos e vão lidar com tediosa disciplina, cujos métodos destoam de toda a organização das ciências. [...] Que respeito poderia merecer preocupação que consiste em pro­curar entender textos mais ou menos arbitrariamente es­critos e votados?&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nenhum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;E daí o duplo caráter da crise: gnosiológico e moral. É preciso extrair da vida, do real, o Direito, que até ago­ra tem sido obra de arte da metafísica, para que, com a sua nova compleição, possa eficazmente reagir sobre a vi­da.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Só nos parece absoluto o que não é conhecido em sua sig­nificação relativa mais extensa. O absoluto de hoje é a relatividade mais larga, que ainda não se sondou. Na Físico-química, na Biologia, na Sociologia, na Economia, na Moral, no Direito, em todos os grupos ou sistemas de fatos, ou em qualquer fato, encontra-se a mesma depen­dência, a mesma subordinação do que é ao conjunto das coisas existentes. Entre os deveres que tenho para comi­go mesmo está o de evitar a minha morte, e, se me suici­do, violo tal dever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] &amp;nbsp;Todos os valores absolutos são relatividades que ainda não se descobriram. [...]&amp;nbsp; O absoluto é a úl­tima e a mais alta das ficções: é o equivalente metafísi­co do infinito matemático [...].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Os altos objetivos do estudioso&lt;/i&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn6" name="_ftnref6" style="mso-footnote-id: ftn6;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Não se confunda o princípio feraz da relatividade com a descrença própria do ceticismo. O estudioso confia no esforço de que o instinto-inteligência (Homem) é capaz, tanto na luta pelo conhecimento científico como também no avanço da moral e da ética — na ascensão possível do interior pessoal a nível mais alto e, do mesmo modo, na dignidade do ser humano ao tratar com o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Alter &lt;/i&gt;em todas as relações sociais. Em termos de conhecimento, confiante, pode desejar, pode descobrir suas fraquezas e a pouco e pouco corrigi-las. &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&amp;nbsp;&lt;span lang="EN-US"&gt;A intuição que dirige o ideal do sábio não é a de que terá a verdade, mas a de que, com os seus ingentes esforços, pode, cada vez mais, aproximar-se dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Capítulo III — A incompletude ou "indecibilidade"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Há outros elementos a nos autorizarem dizer que, com certeza plena, sabemos muito pouco; e de quase nada. A descoberta de Kurt Gödel ainda não foi contestada. Se no raciocínio partirmos de proposições havidas &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a priori&lt;/i&gt; como indiscutíveis (axiomas) então, se tais proposições não contiverem alguma contradição, não será possível extrair delas demonstração segura de teses derivadas dela (teoremas). De outro lado, não há como conseguir elementos para se dizer com segurança cognitiva se, nos próprios axiomas existem ou não existem contradições; a certeza sobre isto é impossível, não há como decidir. Seria necessária outra teoria mais abrangente, mas, para provar esta, então tem que vir outra mais abrangente, e logo mais outra, etc., e assim até ao infinito. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Dados sobre o teoria de Gödel. &lt;/i&gt;Sobre o teorema de Gödel escreveu a estudiosa Maria Ângela &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 150%;"&gt;Reis de Castro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn7" name="_ftnref7" style="mso-footnote-id: ftn7;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, que o&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Teorema da incompletude de Gödel, às vezes também designado por teorema da indecidibilidade, é o nome atribuído a dois teoremas demonstrados por Kurt Gödel:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Teorema 1: "Se o conjunto axiomático de uma teoria é consistente, então nela existem teoremas que não podem ser demonstrados (ou negados)" . Teorema 2: "Não existe procedimento construtivo que demonstre que uma tal teoria seja consistente". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;A primeira proposição indica que a "completude" de uma teoria axiomática não pode ser alcançada; a segunda diz que não há garantia de que não surjam eventuais inconsistências (não afirma que elas existam — apenas não se pode decidir). A consistência só poderia ser demonstrada a partir de uma teoria mais geral, a qual necessitaria de outra ainda mais ampla e assim por diante, "ad infinitum".&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn8" name="_ftnref8" style="mso-footnote-id: ftn8;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Insuficiência das lógicas. &lt;/i&gt;Posto isto acima exposto, parece que não há solução lógica para se &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;completar &lt;/i&gt;um pensamento iniciado. A lógica é aí sem utilidade. É da sina mesma do pensamento dos seres humanos esta &lt;u&gt;i&lt;/u&gt;nsuficiência: o raciocínio humano é "essencialmente" limitado na sua própria estrutura, de modo que pelos caminhos clássicos da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ratio&lt;/i&gt;, ainda mesmo com o esforço hercúleo da razão e da lógica, lógica clássica ou outra qualquer (&lt;a href="http://theologia.indicium.us/2011/02/-understanding-and-reason.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: windowtext; line-height: 150%; text-decoration: none;"&gt;Νους&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: windowtext; line-height: 150%; text-decoration: none;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;και Λογος&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #222222; line-height: 150%;"&gt;), &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;não se chega a lugar algum em matéria de certeza — não se sabe o que escolher como "correto": nem como completo, nem como não contraditório. Damo-nos por &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;certos&lt;/i&gt; em determinados assuntos porque a vida (o instinto, não a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ratio&lt;/i&gt;) em tudo ou quase tudo nos exige alguma segurança. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;A biologia se nos apresenta impositiva, compulsiva — temos de viver, e a vida exige esforços para continuar &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sendo&lt;/i&gt;. Esta é uma verificação fática, com nada ou quase nada de "filosófico". A questão importante nestes pontos (de certeza cognitiva) parece ser a de tomarmos consciência sobre a origem dessa busca de segurança: se ela provém da inteligência, ou se vem ditada pelos instintos — como o sentido da dignidade própria e alheia, ou impulsos destrutivos como os da vaidade, do orgulho, do egoísmo...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quadra insistir — a questão não se resolve no âmbito isolado da atividade intelectual, e sim das exigências da biologia humana com a sua força vital &lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn9" name="_ftnref9" style="mso-footnote-id: ftn9;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Não é a razão humana o instrumento de decidibilidade na busca de certeza; é a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;energia não racional&lt;/i&gt; (não puramente racional) provinda dos porões instintivos do modo de ser do homem como ser vivo&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn10" name="_ftnref10" style="mso-footnote-id: ftn10;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Capítulo IV — A lógica paraconsistente&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Depois de Freud a psicanálise recebeu diversas contribuições, também com a interação com outras ciências; a linguística é uma delas. Com isso aparecer a corrente estruturalista, notadamente com os trabalhos do linguista suíço, Ferdinand Saussurre (1857-1913). Tomaram mais corpo os estudos sobre o estruturalismo e sobre a semiótica, ou seja,&amp;nbsp; a respeito de linguística (língua e fala) com o estudo dos sinais de comunicação e a troca de significados, tudo isto na própria alteridade dos símbolos transmitidos, portanto nas relações sociais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 150%;"&gt;È dito com frequência que o inicialmente pretendido pelo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;estruturalismo&lt;/i&gt; era dominar qualquer língua à guisa de um sistema em que cada elemento só pode ser definido pelas relações de equivalência ou de oposição mantido com os demais elementos. Esse conjunto de relações forma a estrutura., conceito este que atingiu o pensamento da filosofia, das ciências, computação e das artes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn11" name="_ftnref11" style="mso-footnote-id: ftn11;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 150%;"&gt;É, pois, a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;estrutura&lt;/i&gt; uma configuração de itens, ou uma coleção de componentes, ou de serviços, todos relacionados uns com os outros. A estrutura tanto pode ser uma hierarquia de relacionamentos ("vários são para um") como uma rede deles em que "vários são para vários". Se a hipótese for a de uma estrutura social, tem-se de entender a estrutura como um padrão de relacionamentos: organizações&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 150%;"&gt;sociais de indivíduos em várias situações da vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;Se não for do tipo "vários para vários", a estrutura política será antidemocrática. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Uma &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;estrutura de dados&lt;/i&gt; mais altamente desenvolvida permite uma variedade de operações críticas instrumentalizadas por uma&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;linguagem de programação&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;com os tipos de dados e&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;referências&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;e as operações que deles provêm. Tal estrutura serve à informática, embora não somente a ela. E serve à teoria do conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Algumas consequências para a lógica classica. &lt;/i&gt;Já por aí se deixa ver a complexificação de elementos com que a idade contemporânea sobrecarregou a lógica antiga. Outras teriam de surgir porque parece ser insopitável a necessidade humana de o nosso pensamento se amoldar aos fatos exsurgentes na evolução dos tempos, em que também os conhecimentos soem aumentar. O cérebro precisa de se adaptar ao modo de ser das realidades, na procura de quididades, na premência de, para não perecer, captar algo disto — "o que a coisa é". Se um instrumento já não logra resultados satisfatórios — a lógica clássica, por exemplo, — outra lógica, ou outras lógicas, têm de substituí-la para serem alcançados certos objetivos de cognição; assim o exige a biologia mesma.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 150%;"&gt;Tal parece ser o caso da lógica paraconsistente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Escreveu um autor:&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;A &lt;b&gt;Lógica Paraconsistente&lt;/b&gt; inclui-se entre as chamadas lógicas não-clássicas heterodoxas, por derrogar alguns dos princípios basilares da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%B3gica" title="Lógica"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Lógica clássica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, tais como o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_contradi%C3%A7%C3%A3o" title="Princípio da contradição"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;princípio da contradição&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: segundo a Lógica Paraconsistente, uma sentença e a sua negação podem ser ambas verdadeiras. A Lógica Paraconsistente apresenta alternativas a proposições, cuja conclusão pode ter valores além de &lt;i&gt;verdadeiro&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;falso&lt;/i&gt;, tais como &lt;i&gt;indeterminado&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;inconsistente&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A nossa opinião.&lt;/i&gt; Note-se: uma &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;teoria&lt;/i&gt; é &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;consistente&lt;/i&gt; quando não contém contradição lógica; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;teorema&lt;/i&gt; é uma proposição que exige demonstração. Talvez haja teoremas indemonstráveis e sem contradição lógica porque a matemática nunca aparece como uma abstração pura. Um jeto ou quididade da matemática é um jeto ou um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;aliquid&lt;/i&gt; do mundo real. este jeto alude a algo específico, indica o concreto, aponta para realidades de que indicam alguma medida. A realidade traz no seu bojo muitas tensões — forças contra forças. São forças que se contrariam. O azul escuro diversifica-se do azul claro; não coincide com ele. Se um se misturar com o outro ambos se alteram, ou um deles perde para o seu diferente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;"Maior que" (&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&amp;gt;&lt;/b&gt;) tem o contraste de "menor que" (&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&amp;lt;&lt;/b&gt;) e do "igual a" (&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;=&lt;/b&gt;). Amar põe-se em contraposição com odiar; corromper não se ajusta com ética; gente de mau caráter (imoral) não se dá com "pessoa de bem", pessoa de moral . Em todo conflito, embate ou choque há sempre contrariedade, contradição, verso e reverso, ambos tensivos. Uma parte diz ou quer A; a outra parte, dizendo ou querendo, responde com &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não A&lt;/i&gt;. A realidade do mundo é assim, e a lógica formal isolada não conta com elementos para explicar o fenômeno da complexidade da vida humana &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Insuficiência da lógica em si mesma e do conhecimento científico em si mesmo. &lt;/i&gt;Em sendo assim, como efetivamente assim &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;é&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, os números isolados e o conhecimento "solitário" não se prestam à solução de problemas cognitivos do mundo real. O homem tem de valer-se de outros processos de viver e conviver; tais processos são os processos sociais de adaptação: Religião, Moral, Artes, Direito, Política, Economia e outros de menos peso para, ordinariamente, alterar a convivência (linguagem, moda, boa educação, etiqueta etc. etc.). Os processos sociais de adaptação definem em boa parte o instinto-inteligência (Homem); o processo científico (ciência) &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;é apenas mais um&lt;/i&gt; dentre esses processos sociais de adaptação, de que sete são os principais. Mas, a ciência (que se cautelosamente serve da lógica) tem a vantagem de definir com mais segurança as situações da existência humana e do cosmos, o não vital e o vital — "aquilo que a coisa é". &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;De mais, (&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;1&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;) a lógica formal é só um dos limitados instrumentos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;cognitivos&lt;/i&gt; do Homem no seu continuado contato com a Natureza, e (&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;2&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;) quando estamos conhecendo, situados na quietude máxima da ciência, não dos desfazemos de todos os resquícios dos outros processos sociais de adaptação. Eles atuam sempre mesmo o que seu perpassar se aloje no inconsciente — o instinto-inteligência (Homem) é sempre ele, assim como é, enquanto viver. Esta mesma questão pode ser aplicada a uma doença social, como a corrupção.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A formação humana e a impunidade&lt;/i&gt;. Já que aludimos à corrupção, cumpre dizer que ela terá de ser solucionada, lentamente embora, mediante a cooperação de todos os meios disponíveis. Podemos ir tornando possíveis na prática com as complexidades, todos esses processos sociais de adaptação; falamos dos sete principais processos sociais de adaptação (também há os outros, menos fortemente formadores ou deformadores). Vivê-los é o mesmo que existir ou &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ser&lt;/i&gt;, mais plenamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No tocante à corrupção parece que se podem resumir os expedientes antidepravadores em dois: (1) a educação continuada e a (2) aplicação científica e destemida das leis penais. Na educação entram elementos religiosos, éticos, políticos, econômicos, jurídicos, científicos. Na aplicação das leis penais entra sobretudo o elemento jurídico, mas não só ele porque o julgador precisa de conhecimento, de coragem e realidade ou humildade. Cumpre-lhe igualmente ter consciência de o ser humano se bestifica se lhe falarem continuadamente democracia, liberdade, e o indispensável para a vida cotidiana, como roupas, alimentos, moradia, educação, lazer, meios para expansão da personalidade etc. Nem se há de pensar, por outro lado, que tudo seja fácil. Há as tensões, os ataques, as defesas, a luta. Pouco há de "racionalidade" ou lógica nesses espaços da natureza real. Haverão de encontrar-se, também nestes procedimentos, irracionalidades, ilogismos, contradições, inconsistências. A lógica clássica não nos leva tão longe em matéria de cognição e na análise destas questões. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A formação intelectual da maioria das brasileiras e dos brasileiros funda-se, todavia, na velha lógica aristotélica ou lógica clássica, cujos princípios mais importantes são os da identidade ("A é A, e não B nem b etc."), o princípio da não contradição ("três e, ao mesmo tempo, não três quanto à mesma coisa") e o do terceiro excluído ("esta pessoa ou é estudante ou não é um estudante"). Depois foram surgindo novas lógicas, como vimos: &lt;span style="line-height: 150%;"&gt;a lógica filosófica, a lógica de predicados, a lógica de vários valores, a lógica matemática e muitas outras mais.&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn12" name="_ftnref12" style="mso-footnote-id: ftn12;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Uma destas novas lógicas começou no Brasil — a lógica paraconsistente ou "lógica da quase-verdade". &lt;/span&gt;A lógica paraconsistente foi desenvolvida a partir de 1963 pelo brasileiro nascido em 1929 (Curitiba), Newton Carneiro Affonso da Costa.&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn13" name="_ftnref13" style="mso-footnote-id: ftn13;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ele era, até 1997, o único brasileiro pertencente ao Instituto Internacional de Filósofos, de Paris. Formou escola sobre a lógica paraconsistente, com membros no Brasil e no Exterior. Essa lógica é hoje largamente estudada, mormente na Rússia. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Esta lógica admite “contradições”, dizem os especialistas; é no sentido de admitir várias verdades simultâneas. Porque a formalização de sentenças ou proposições depende da função lógica escolhida, já que elas podem conviver. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Estas afirmações e negações têm relevo, até relevo prático para quem se dedica à filosofia, ao direito, à educação, ao ensino, às aplicações tecnológicas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A nossa apoucada capacidade cognitiva. &lt;/i&gt;Quer nos parecer que é, em parte, por causa da diminuta capacidade do Homem de esgotar a contextura da Natureza, sempre a mover-se (e os nossos neurônios também a moverem-se nela). Muito há de de valer-se de aproximações, que biologicamente lhe bastam para continuar a viver e evoluir um pouco (e também regredir...). Por mais que nos aproximemos da ciência, empregando o método indutivo-experimental — e grande vantagem há nessa conquista —, em realidade temos noções ainda um tanto vagas das coisas. Parece um "como se": &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;como se&lt;/i&gt; elas fossem mesmo assim, ao modo de Vahinger na sua "&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Philosophie des Als Ob&lt;/i&gt;" &lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn14" name="_ftnref14" style="mso-footnote-id: ftn14;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. É de notar-se que toda e qualquer abstração que não puder ter alguma correspondência fora do eu pensante, corre o perigo de ser quase só imaginosa: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não está&lt;/i&gt; no mundo extramental, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;nada mais é que produto biológico saído da imaginação&lt;/i&gt;. Não traz conquista cognitiva, embora possa ter sentido estético (como nas abstrações metafísicas de ordem medieval); talvez embeveça, mas não ensina realidades, ou seja,&amp;nbsp; aquilo "aquilo que a coisa é" no universo extramental.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;As limitações do conhecimento humano. &lt;/i&gt;Quadra também pensar que é extremamente limitado o nosso campo de cognição tanto na sua extensão como na sua profundidade; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sabemos muito pouco de quase nada&lt;/i&gt;, dentro e fora de nós. Este não saber é assim desde a própria colheita de jetos &lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn15" name="_ftnref15" style="mso-footnote-id: ftn15;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;(ou quididades, ou "essências") e na formação dos nossos conceitos, e na junção deles em proposições, e no emprego de linguagem, a mais correspondente possível a todas estas operações anteriores. Vivemos em meio a relações, desde as mais simples (lógica matemática, lógica formal, lógica aristotélica) até as crescentemente mais complexas, a saber, as relações da matemática, da física, da biologia, das relações sociológicas nas sete classes mais determinantes do pensar e do obrar humano — Religião, Moral, Artes, Direito, Política, Economia e Ciência (há outras, embora com menor potencial de atuação existencial no homem: linguagem, moda, gentileza, boas maneiras). Estes processos sociais de adaptação entrelaçam-se na vida, sem que seja necessariamente por escolha do homem. A nossa liberdade é limitada Esta é uma complexidade extrassubjetiva da realidade mundanal. Um ato de devoção religiosa na realidade fática não contradiz a consequência, dele advinda, ou seja, o homem pio ser duro com o praticante de injustiça (religião e moral). A fome pelo saber, encontradiça no homem de ciência, pode conviver com senso prático de ele comerciar proveitosamente o produto das suas pesquisas (ciência e economia). Um bom músico quiçá tenha vocação política (sensibilidade estética mais vontade de poder).&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quer isto dizer, pois, — pensamos nós — que não pode ser puramente formal a lógica de vivência no mundo. Faltam-lhe elementos bastantes para ser inçada de complexidades, coisa porém, que o mundo real é. A lógica organiza o material recebido, não o pesquisa. Nem toda contradição formal é um erro lógico. A lógica a ser admitida, caso por caso, é a correspondente ao arranjo ou desarranjo das coisas tal como as encontramos fora da criação humana. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eis o que temos de denominar &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;lógica material — &lt;/i&gt;a que venha corresponder, no entrelaçamento de ideias, à realidade exterior aos "eus" complexos à complexidade do mundo real. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por outras palavras, a lógica clássica não é instrumento adequado, suficiente, para a mente humana lidar com a descoberta das realidades (sempre maiores que o homem). O que se nos apresenta ao saber é mais denso que o nosso pensamento. Simplificando: Homem &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&amp;lt;&lt;/b&gt; Saber (segundo fórmula de intelectual brasileiro do século XX — Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda). Fundamental teorica e praticamente para o saber, isto sim, é organizarmos o pensamento &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ao modo como as realidades extramentais estão marcadas&lt;/i&gt;, seja ao nosso jeito, seja contra o nosso jeito. Agradando-nos ou não — é a árdua lógica material, dessemelhante da cômoda lógica formal &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;Há, pois, segundo N. da Costa é uma verdade &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pragmática&lt;/i&gt;: serve ao homem como ele a constrói, sem podermos dizer que abrangeu toda a realidade examinada. Daí considerar M. Paty que essa teoria de N. Costa é a própria &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;filosofia da tolerância&lt;/i&gt; no sentido de as verdades serem provisórias. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É também uma &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;filosofia da inquietação&lt;/i&gt;: os conhecimentos científicos são construídos por nós. Esta circunstância confere flexibilidade aos sistemas de conhecimento (ex.: computador com mais recursos que o sim e o não, com anotações complementares). A lógica paraconsistente traz-nos alternativas às proposições: além de uma conclusão poder ser &lt;i&gt;verdadeira &lt;/i&gt;ou&lt;i&gt; falsa&lt;/i&gt;, surgem mais estas possibilidades: o resultado do raciocínio pode ser &lt;i&gt;indeterminado&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;inconsistente&lt;/i&gt;. A rigor, pois, a dúvida sobre a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;verdade definitiva&lt;/i&gt; persiste. Um exemplo didático é: "o homem é cego, mas vê". Esta oração não nos traz a determinação a respeito do que esse cego vê. Tal como soa isolada, esta proposição é logicamente incompleta, sem sentido para ser entendida com segurança cognitiva.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Uma exposição acadêmica sobre lógica paraconsistente&lt;/i&gt;. Nosso escrito posto a seguir é resumo de trabalho técnico do doutor Décio Krause, professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina. Pertence ele ao "Grupo Multidisciplinar de Estudos em &lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Lógica e Fundamentos da Ciência&lt;/span&gt;-UFSC/CNPq"&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn16" name="_ftnref16" style="mso-footnote-id: ftn16;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Por nossa conta inserimos a respiga dos trechos que nos pareceram mais diretamente reveladores do conceito nuclear de "lógica paraconsistente". Eia, pois.&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] Lógicas admitindo inconsistências (lógicas paraconsistentes, lógica discussiva etc.), agregando uma variedade maior de sistemas. [...] matemáticos como George Boole (1815-1864), &amp;nbsp;Gottlob Frege (1848-1925) e Giuseppe Peano (1858-1932) deram contribuições significativas para a criação da [...] lógica matemática. [...] a lógica tornou-se uma disciplina com características matemáticas,&amp;nbsp; [...] Entre os princípios básicos da lógica hoje dita ‘clássica’, de tradição aristotélica, figura o princípio da contradição, ou da não-contradição [...]. Em resumo, em um tal sistema, &amp;nbsp;prova-se &lt;i&gt;tudo&lt;/i&gt;. Um sistema deste tipo é dito ser&lt;i&gt; trivial&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Se &lt;i&gt;A&lt;/i&gt; e se ¬&lt;i&gt;A&lt;/i&gt; (a negação de &lt;i&gt;A&lt;/i&gt;) forem ambos teoremas de um sistema dedutivo &lt;i&gt;S &lt;/i&gt;fundamentado na lógica clássica, então toda fórmula&lt;i&gt; B &lt;/i&gt;da linguagem de &lt;i&gt;S&lt;/i&gt; é teorema de &lt;i&gt;S&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;[...] S. Jaśkowski [...] apresentou em 1948 uma&amp;nbsp; lógica que poderia ser aplicada a sistemas envolvendo contradições, mas sem ser trivial. O sistema [...] conhecido como &lt;i&gt;lógica discussiva&lt;/i&gt;, ou discursiva, limitou-se a [...] cálculo proposicional, [...] Newton C. A. da Costa [...]&amp;nbsp; iniciou a [...] desenvolver sistemas lógicos que pudessem envolver contradições, motivado por questões de natureza tanto filosóficas quanto matemáticas. [...]&amp;nbsp; muito além do nível proposicional. [...] reconhecido internacionalmente como o criador das lógicas paraconsistentes [...] o termo 'paraconsistente',[...]&amp;nbsp; literalmente significa "ao lado da consistência", [...] cunhado pelo filósofo peruano Francisco Miró Quesada em 1976, [...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] uma lógica é paraconsistente se pode fundamentar sistemas dedutivos inconsistentes (ou seja, que admitam teses contraditórias, e em particular uma contradição) mas que não sejam triviais, no sentido de que nem todas as fórmulas (expressões bem formadas de sua linguagem) sejam teoremas do sistema. [...] &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Em um sistema dedutivo&amp;nbsp; &lt;i&gt;S &lt;/i&gt;baseado em uma lógica paraconsistente, pode haver&amp;nbsp; dois teoremas da forma&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;i&gt;A&amp;nbsp; &lt;/i&gt;e&amp;nbsp; ¬&lt;i&gt;A&lt;/i&gt;, sem que com isso toda fórmula da linguagem de &lt;i&gt;S&lt;/i&gt; seja derivada como &amp;nbsp;teorema do sistema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] Para da Costa, a lógica clássica, [...] ‘mãe de todas as lógicas’, tem valor eterno em seu particular campo de aplicação, [...] não assevera que as lógicas paraconsistentes devam ser as únicas verdadeiras, usando-as no entanto quando se mostrarem convenientes para se alcançar um melhor entendimento ou tratamento de certos fenômenos ou áreas do saber. &lt;b&gt;&lt;span style="color: teal;"&gt;[...] &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Por exemplo, as lógicas paraconsistentes prestaram-se [...] uma visão mais clara do significado da negação [...] Com elas, podemos entender melhor a possibilidade de se sistematizar de modo rigoroso teorias envolvendo a noção de complementaridade (proposições complementares são aquelas que, se tomadas em conjunto, acarretam uma contradição) [...], bem como para &amp;nbsp;sistematizar sistemas envolvendo vagueza e mesmo contradições estrito senso. &amp;nbsp;[...] As aplicações da lógica paraconsistente não se limitam a aspectos teóricos ou filosóficos. [...], podem-se imaginar situações em que um paciente pode 'entrevistar-se' com um computador e, mediante perguntas e respostas, o computador pode chegar a diagnosticar e até mesmo medicar o paciente [...]na elaboração de tais sistemas [...], os cientistas em geral entrevistam vários especialistas (médicos).&amp;nbsp; [...]&amp;nbsp; os médicos podem ter opiniões divergentes (e mesmo contraditórias) sobre um certo assunto ou sobre a causa de um certo mal.&amp;nbsp; [...] se no banco de dados há duas informações &amp;nbsp;que se contradigam, refletindo opiniões contraditórias de dois especialistas, se o sistema operar com a lógica clássica, pode ocorrer a dedução de uma contradição, o que inviabiliza (tornando trivial) o sistema como um todo. Para se poderem considerar bancos de dados amplos,&amp;nbsp; [...] informações contraditórias e sem que se corra o risco de trivialização, a lógica&amp;nbsp; [...] deve ser uma lógica paraconsistente. *&lt;span style="color: #c00000;"&gt;[&lt;i&gt;trivialização&lt;/i&gt;=de duas proposições contraditórias pode ser deduzida qualquer afirmação]*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;&amp;nbsp;[...] &lt;/b&gt;&amp;nbsp;a lógica é, hoje, uma disciplina de mesma natureza que a matemática.&amp;nbsp; [...] Para tanto, basta recordar os teoremas de incompletude de Gödel, [...] valendo-nos desta analogia, podemos olhar a lógica da mesma forma como usualmente se faz com a matemática, dividindo-a [...] em lógica &lt;i&gt;pura&lt;/i&gt; e em lógica &lt;i&gt;aplicada&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;A lógica pura pode ser desenvolvida &lt;i&gt;in abstrato,&lt;/i&gt; independentemente de qualquer aplicação. Assim, estudam-se certos tipos de estruturas abstratas, tais como as linguagens formais&amp;nbsp; [...] A lógica aplicada [...]&amp;nbsp; tem um duplo sentido: primeiro, pode-se&amp;nbsp; &lt;i&gt;aplicar&lt;/i&gt; um determinado sistema lógico a uma certa área do saber, visando certos&amp;nbsp; propósitos.&amp;nbsp; [...] Um segundo sentido seria o do desenvolvimento de algum sistema lógico para dar conta de alguma situação para a qual a lógica clássica, ou os sistemas conhecidos, apresentariam limitações&amp;nbsp; [...]. A lógica clássica constitui&amp;nbsp; um campo fantástico de estudo, permanecendo válida em seu particular domínio de aplicações, não precisando, pelo menos por enquanto, ser substituída por qualquer outro sistema. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;Em síntese, não há uma &lt;i&gt;lógica verdadeira&lt;/i&gt;. Distintos sistemas lógicos podem ser úteis na abordagem de diferentes aspectos dos vários campos do conhecimento.&amp;nbsp; [...] uma forma de &lt;i&gt;pluralismo&lt;/i&gt; lógico, no qual vários sistemas [...] podem conviver, cada um se prestando ao esclarecimento ou fundamentação de uma determinada [...] área do saber sem que isso nos apresente qualquer problema; [...] a &lt;i&gt;meta&lt;/i&gt;lógica que rege tudo isso é paraconsistente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ponderação nossa. &lt;/i&gt;Talvez com a lógica clássica seja por ora impossível uma visão holística sobre as ocorrências da Natureza, sem aí encontrarmos conflitos, contradições, contrariedades, linhas inesperadamente tortuosas. Não nos é dada uma resposta universal sobre um mesmo determinado problema como se não pudesse haver exceções à regração lógica própria do seu campo. Exemplo: o que é &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;melhor&lt;/i&gt; para uma vida mais plena em determinado sistema ético? Qual a melhor solução jurídica para o caso concreto em que tantos valores surgem, uns contrapostos a outros — qual o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;quantum&lt;/i&gt; da pena a impor, num crime hediondo e num crime de corrupção enquanto não classificado como crime hediondo? Etc. etc.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Conclusão parcial. &lt;/i&gt;O que se pode concluir por ora — vão surgir situações nas quais algumas questões não se podem resolver pela inteligência e sim pelo instinto "cognitivo", isto é, pela &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;aparente&lt;/i&gt; arbitrariedade da intuição, ou seja, sem certeza de acerto segundo os critérios correntios da ciência. A intuição vem a ser uma experiência&amp;nbsp; provocada no momento em que surge a resposta espontânea a alguma indagação obscuramente surgida na mente. Mais tem, pois, de instinto que de inteligência e, ao que parece, "instinto-inteligência"=Homem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como a dignidade (campo da Moral) é, no estágio atual da cultura, o melhor critério para se definirr com segurança social o que seja uma conduta boa, aprovada, e outra ruim, reprovável, parece relevante que o estudioso das questões morais e jurídicas (como as de improbidade ou corrupção), parece relevante, repetimos, que cultive em si a importância social desse bom hábito — o da dignidade. O julgador há de ser, em si próprio, um exemplo de moral e, pois, de ética. Resta ao homem de responsabilidade diminuir o âmbito do arco das condutas socialmente destrutivas educando-se incessantemente no ideal de bem social e colaborando continuadamente com as autoridades na preservação da Moral (costumes privados) e públicos (Ética).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Consistência limitada da lógica clássica.&lt;/i&gt; Quando não nos é dado perceber o sentido geral da vida relativamente a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A&lt;/b&gt; e a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;B&lt;/b&gt; dentro de um círculo social, dentro da sociedade, diante de certa situação etc., aí a razão é ambígua e indecisa. A intuição pode variar de um momento para outro porque num determinado ponto do sentir-pensar humano as funções cerebrais variam, e o homem não as escolhe com acuidade e distinção. Nossos "enfoques" e tendências são necessariamente múltiplos. Também são práticos porque por certo tempo servem à preservação de uma vida suportável, tolerável.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Daí ser multidedutiva a nossa inteligência, ou seja, a velha lógica, posto seja útil ao nosso dia-a-dia,&amp;nbsp; não passa de aproximativa, imperfeita, pouco sólida, de consistência limitada — numa palavra ela é, para a construção científica, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;paraconsistente&lt;/i&gt;. A Ciência tem que ser tolerante (“&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;filosofia da tolerância”&lt;/b&gt;). Quanto mais complexo é o campo examinado, mais contradições podem surgir nas proposições deduzidas, na busca de ordem do pensamento, isto é, na Lógica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O mundo clássico&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ou tradicional do dia-a-dia&lt;/i&gt;. Temos de conservar a tradição clássica. Serve-nos sim para a grande maioria das atividades da vida prática, mas podemos corrigi-las, precisá-las, torná-las mais exatas. A lógica clássica abriga, no fundo, um conjunto inexorável de contradições, que o formalismo esconde e nós como que preferimos comodamente esquecer, por medo do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;novum&lt;/i&gt;. Notemos que "verdade" tem várias acepções como a de correspondência (Tarski) — o autor considera esta como ideal a buscar. É também pragmática (Pierce e James) com algo de coerência (Neurath). A pragmática trabalha igualmente com hipóteses, já que não serve tampouco para esgotar o real. Talvez seja daqui que o autor da para-consistência retirou o conceito de quase-verdade. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mudanças determinadas pela ciência. &lt;/i&gt;Experimentando e testando estas ideias, alguns conceitos sofreram muita modificação a partir do século XX. O conhecimento, por exemplo, passou a ser recebido como uma "crença verdadeira” no sentido de estar &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;hic et nunc&lt;/i&gt; justificado, satisfatório, a proposição traduz aqui e agora o dito conhecimento em símbolos linguísticos. Seria uma loucura pensar diferentemente (por enquanto, todavia...). De outro lado, porém, temos de romper com uma nova modalidade de realismo ingênuo e de orgulho intelectual. (&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;a&lt;/b&gt;) A aparência engana também na formação de jetos, conceitos, juízos. (&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;b&lt;/b&gt;) Sabemos bem pouco, e de pouca coisa, do universo real. Nem por isso se nos impõe uma concepção existencial de desespero. Os progressos da ciência são, bem ao contrário, um incentivo para o pensamento, para a pesquisa. Esta convicção vem alicerçada também por princípios éticos e religiosos, como este: "vale a pena o nosso esforço para melhorar a vida das pessoas etc.".&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mais alguns temas.&lt;/i&gt; Nas conclusões de pesquisa ou mesmo de meros raciocínios todo pensador há de levar em conta quão modestas deve considerar as suas aquisições. Cumpre evitar, pois, a tola vaidade de achar que está com a definitiva "verdade" e que as contrariedades nem se devem levar em conta. Tal comumente ocorre em decisões, sentenças ou acórdãos — mundo jurídico. Nos meios universitários igualmente, é intensa a vaidade. Também é muito frequente em discussão política, notadamente quando um dos contendores tem tendência de "direita" e o outro se inclina para a "esquerda". Nem é raro o mesmo fenômeno em assuntos religiosos: crença islâmica contra religiosidade cristã, conservadores &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;versus&lt;/i&gt; progressistas, espíritas e não espíritas etc. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ou seja, o apego aferrado às próprias ideias é uma atitude sem fundamento. A humildade intelectual é que parece estar mais bem fundada. Quando estuam as paixões em qualquer matéria, o cuidado haverá de ser também objeto de muito esforço. As discordâncias aí, até em pessoas de alguma idade, por vezes destroem amizades antigas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Transcrevemos a seguir partes de um escrito recente de um físico brasileiro.&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn17" name="_ftnref17" style="mso-footnote-id: ftn17;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[17]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ei-las logo a seguir. &lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] Einstein dizia que nossas teorias são "ficções", [...] podem existir duas ou mais explicações equivalentes sobre o mesmo fenômeno. "O caráter fictício das [teorias científicas] fica óbvio quando vemos que duas diferentes, cada qual com as suas conseqüências, concordam em grande parte com a experiência"[...].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;O físico americano Richard Feynman [...]: "como nada pode ser expresso precisamente, toda lei científica, todo princípio cientifico, toda asserção sobre os resultados de uma observação é uma espécie de sumário que deixa de lado os detalhes". Ou seja, nossas teorias são apenas aproximações da realidade. Os filósofos Karl Popper e Thomas Kuhn vão ainda mais longe [...]. Popper escreveu que teorias científicas "não são um resumo de observações, mas invenções-conjecturas propostas para serem julgadas e, se discordarem das observações, eliminadas". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Entrando no debate, o que podemos dizer sobre as leis da natureza? Não há dúvida de que observamos padrões regulares na natureza, do micro ao macro. Alguns desses padrões podem ser expressos matematicamente. Porém, quando físicos afirmam, por exemplo, que "a energia é conservada", sabem que essa lei só é estritamente válida dentro da precisão de suas medidas. E mesmo que a precisão de nossos instrumentos e medidas melhore [...], sempre haverá um limite. Conseqüentemente, jamais podemos afirmar que a "energia é conservada" em termos absolutos. [...]&amp;nbsp; na prática não existem asserções de caráter absoluto, nem mesmo no contexto das ciências físicas. Construímos modelos que descrevem a realidade, que medimos da melhor maneira possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Citao1"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[...] vemos o mundo sempre fora de foco. Os óculos que inventamos melhoram a qualidade da imagem, mas sempre existirão detalhes que escaparão ao nosso olhar. O mundo é o que vemos dele&lt;/span&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftn18" name="_ftnref18" style="mso-footnote-id: ftn18;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;[18]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O nosso cérebro. &lt;/i&gt;Merece mais e mais estudos o funcionamento do nosso cérebro como, por exemplo, quando alguém está a estudar matemática ou em arroubo místico, ou a planejar atos de corrupção, buscando em todos estes casos as situações nas quais o ser examinado não tenha consciência de estar sob observação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mesmo sendo as coisas assim como parecem ser, o ceticismo não tem lugar como escola filosófica: o senso comum mora na lógica clássica, e precisamos dele para viver porque sem um mínimo de bom senso sobreviria a loucura, um desequilíbrio, uma doença. A própria vida se vale da ciência, confiante a Humanidade em muitas das suas conclusões por largos anos, retirando dela proveitos construtivos para uma existência melhor ("&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;primum vivere, deinde philosofari&lt;/i&gt;").&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Conclusões.&lt;/i&gt; Nem toda contradição formal encerra necessariamente um erro de pensamento. Parece estarmos ainda distantes de poder esgotar os seres — a natureza do que é. Nos processos sociais de adaptação, em todos eles, podemos incidir em ilusões. Embora o processo adaptativo pela ciência positiva pareça ser o menos infenso a essa invasão de devaneios, não é de todo livre porque o Homem é um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;compositum&lt;/i&gt;. Se correta esta nossa última proposição, muito cuidado se há de ter nas três etapas do método indutivo-experimental: observação (empiria), generalização (armação de proposição de conteúdo mais vasto), experimentação — realizar testes de volta à realidade fática (empiria). Outra cautela relevante parece ser a atenção que se há de dar a diferença entre os dados extramentais (ou mais extramentais) e as nossas construções eidéticas, erguidas pelo sujeito pensante (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;donné et construit&lt;/i&gt;,&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;natureza e cultura). Ocorre muita vez que pensamos estar atuando com a razão, mas é alguma paixão que nos está a dominar inconscientemente — parece que somos isto — "instinto-inteligência=Homem". Em se tratando do conhecimento científico, podemos sim obter proposições verdadeiras, não porém, "a verdade". As proposições têm de ser consideradas verdadeiras até que se demonstre o contrário. O contrário pode surpreender. Para se errar menos, quanto maior for o cuidado com a precisão, a exatidão, o rigor, tanto melhor. Daí o apreço devido aos métodos das chamadas ciências exatas (=mais exatas...) e com a terminologia mais rigorosa. Parece que o método melhor para se descobrirem realidades, pensá-las e expressá-las, é o método indutivo-experimental.&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoFootnoteText" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;* * * * *&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoFootnoteText" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Bibliografia e referências&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;ARRUDA A. Y. N. A.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Vasiliev e a lógica paraconsistente&lt;/b&gt;, Unicamp, Coleção CLE ,7, Campinas, 1990.&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;CONIDI Rosanna Bertini; CONCI, Domenico Antonino, DA COSTA, Newton C. A.&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Mostri divini &amp;nbsp;— &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;fenomenologia e logica della metamorfosi&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;Napoli: Guida. 1991.&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;COSTA, Newton C. A. da&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; Introdução aos fundamentos da matemática.&lt;/b&gt; São Paulo: Hucitec, 1974.&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;______, Newton C. A. da. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Sistemas formais inconsistentes&lt;/b&gt;, Curitiba, Editora da UFPR, 1994. &lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;______, Newton C. A. da. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="FR"&gt;Logiques classiques et non classique&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="FR"&gt;s&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="FR"&gt;. Paris: Masson, 1997. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;______, Newton C. A. da. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Ensaio sobre os fundamentos da lógica&lt;/b&gt;, São Paulo, Hucitec, 2a. ed., 1997. &lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;______, Newton C. A. da. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Lógica indutiva e probabilidade&lt;/b&gt;. &lt;span lang="FR"&gt;São Paulo:Hucitec-Edusp, 1993.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;______, Newton C. A. da. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Logiques classiques et non classique&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;s&lt;/i&gt;. Paris: Masson, 1997. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;GLEISER, Marcelo. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A natureza das leis&lt;/i&gt;. &lt;b&gt;Folha de São Paulo&lt;/b&gt;,&lt;b&gt; &lt;/b&gt;16 de maio de 2010, Caderno Ciência. &lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;LOPES, Reinaldo José / Portal G1— Linguagem começou com gestos, sugere estudo com macacos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;em&gt;PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Sistema de ciência positiva do direito&lt;/b&gt;, 2ª ed. 4 tomos. Rio de Janeiro: Borsoi, 1972; tomo I, [&lt;i&gt;Introdução à ciência do direito&lt;/i&gt;, p. 37-73].&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;______, Francisco Cavalcanti. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O problema fundamental do conhecimento&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;. &lt;/i&gt;2ª ed. Rio de Janeiro: Borsoi, 1972.&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;UeBERWEG, Friedrich. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Grundriss der Geschichte der Philosophie&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; (tomo IV) Graz: Akademische Druck- u. Verlaganstalt (13. &lt;/span&gt;&lt;span lang="FR"&gt;Auflage), 1951.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="line-height: normal;"&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="line-height: normal;"&gt;&lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm"&gt;&lt;span lang="FR"&gt;http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;B&lt;span lang="FR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:CZqpRDcOk3gJ:br.answers.yahoo.com/question/index%3Fqid%3D20070221103836AAU6jau+%22nome+atribu%C3%ADdo+a+dois+teoremas+demonstrados+por+Kurt%22&amp;amp;cd=1&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ct=clnk&amp;amp;gl=br"&gt;http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:CZqpRDcOk3gJ:br.answers.yahoo.com/question/index%3Fqid%3D20070221103836AAU6jau+%22nome+atribu%C3%ADdo+a+dois+teoremas+demonstrados+por+Kurt%22&amp;amp;cd=1&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ct=clnk&amp;amp;gl=br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/G%C3%B6del%27s_incompleteness_theorems#Background"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/G%C3%B6del%27s_incompleteness_theorems#Backgroun&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="http://www.cosmicfingerprints.com/blog/incompleteness/"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;http://www.cosmicfingerprints.com/blog/incompleteness/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="http://www.google.com/search?q=%22abordar+qualquer+l%C3%ADngua+como+um+sistema+no+qual+cada+um+%22&amp;amp;hl=en&amp;amp;sourceid=gd&amp;amp;rlz=1Q1GGLD_pt-BRBR419BR421"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;http://www.google.com/search?q=%22abordar+qualquer+l%C3%ADngua+como+um+sistema+no+qual+cada+um+%22&amp;amp;hl=en&amp;amp;sourceid=gd&amp;amp;rlz=1Q1GGLD_pt-BRBR419BR421&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%B3gica_Paraconsistente"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%B3gica_Paraconsistente&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="line-height: normal;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&amp;amp;id=30888"&gt;http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&amp;amp;id=30888&lt;/a&gt;; [acesso em&amp;nbsp; 2/5/2007].&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;-+-+-+-+-+-+&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref2" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ver&amp;gt;&amp;gt; &lt;a href="http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&amp;amp;id=30888"&gt;http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&amp;amp;id=30888&lt;/a&gt;; [acesso em&amp;nbsp; 2/5/2007]. LOPES, Reinaldo José / Portal G1— &lt;b&gt;Linguagem começou com gestos, sugere estudo com macacos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn3" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref3" name="_ftn3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ver a esse respeito Pontes de Miranda, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Sistema de ciência positiva do direito&lt;/b&gt;, tomo II, p. 89-90.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn4" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref4" name="_ftn4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;em&gt;&lt;sup&gt;&lt;em&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/em&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; Doravante as nossa ideias foram estudadas em Pontes de Miranda, Francisco Cavalcanti, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Sistema de ciência positiva do direito&lt;/b&gt;, 2ª ed. 4 tomos. Rio de Janeiro: Borsoi, 1972; tomo I, &lt;i&gt;Introdução à ciência do direito&lt;/i&gt;, p. 37-73.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn5" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref5" name="_ftn5" style="mso-footnote-id: ftn5;" title=""&gt;&lt;em&gt;&lt;sup&gt;&lt;em&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/em&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; Κατηγοριαι, no sentido aristotélico e assemelhado: é conjunto de relações tais que se podem colocar, sem confusões de pensamentos,&amp;nbsp; nos mesmos grupos de ideias.&amp;nbsp; Ver &amp;gt;&amp;gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria_(filosofia)"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria_(filosofia)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; [outubro de 2001].&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn6" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref6" name="_ftn6" style="mso-footnote-id: ftn6;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Pontes de Miranda, enorme gênio brasileiro fala em "IDEAL DO SÁBIO" (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;op. cit. &lt;/i&gt;p. 73); &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn7" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref7" name="_ftn7" style="mso-footnote-id: ftn7;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:CZqpRDcOk3gJ:br.answers.yahoo.com/question/index%3Fqid%3D20070221103836AAU6jau+%22nome+atribu%C3%ADdo+a+dois+teoremas+demonstrados+por+Kurt%22&amp;amp;cd=1&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ct=clnk&amp;amp;gl=br"&gt;http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:CZqpRDcOk3gJ:br.answers.yahoo.com/question/index%3Fqid%3D20070221103836AAU6jau+%22nome+atribu%C3%ADdo+a+dois+teoremas+demonstrados+por+Kurt%22&amp;amp;cd=1&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ct=clnk&amp;amp;gl=br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn8" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref8" name="_ftn8" style="mso-footnote-id: ftn8;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; De outra fonte temos o trecho seguinte, que aqui transcrevemos. "&lt;b&gt; Gödel's incompleteness theorems&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;are two&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Theorem" title="Theorem"&gt;&lt;span style="color: #0645ad;"&gt;theorems&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;of&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mathematical_logic" title="Mathematical logic"&gt;&lt;span style="color: #0645ad;"&gt;mathematical logic&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;that establish inherent limitations of all but the most trivial&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Axiomatic_system" title="Axiomatic system"&gt;&lt;span style="color: #0645ad;"&gt;axiomatic systems&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;capable of doing&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arithmetic" title="Arithmetic"&gt;&lt;span style="color: #0645ad;"&gt;arithmetic&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. The theorems, proven by&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kurt_G%C3%B6del" title="Kurt Gödel"&gt;&lt;span style="color: #0645ad;"&gt;Kurt Gödel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;in 1931, are important both in mathematical logic and in the&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Philosophy_of_mathematics" title="Philosophy of mathematics"&gt;&lt;span style="color: #0645ad;"&gt;philosophy of mathematics&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. The two results are widely interpreted as showing that&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hilbert%27s_program" title="Hilbert's program"&gt;&lt;span style="color: #0645ad;"&gt;Hilbert's program&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;to find a complete and consistent set of&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Axiom" title="Axiom"&gt;&lt;span style="color: #0645ad;"&gt;axioms&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;for all of&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mathematics" title="Mathematics"&gt;&lt;span style="color: #0645ad;"&gt;mathematics&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;is impossible, thus giving a negative answer to&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hilbert%27s_second_problem" title="Hilbert's second problem"&gt;&lt;span style="color: #0645ad;"&gt;Hilbert's second problem&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;The first incompleteness theorem states that no consistent system of axioms whose theorems can be listed by an "effective procedure" (essentially, a computer program) is capable of proving all truths about the relations of the&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Natural_numbers" title="Natural numbers"&gt;&lt;span style="color: #0645ad;"&gt;natural numbers&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;(&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arithmetic" title="Arithmetic"&gt;&lt;span style="color: #0645ad;"&gt;arithmetic&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;). For any such system, there will always be statements about the natural numbers that are true, but that are unprovable within the system. The second incompleteness theorem, a&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Corollary" title="Corollary"&gt;&lt;span style="color: #0645ad;"&gt;corollary&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;of the first, shows that such a system cannot demonstrate its own consistency". &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&lt;/b&gt;:&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/G%C3%B6del%27s_incompleteness_theorems#Background"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/G%C3%B6del%27s_incompleteness_theorems#Background&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;Também esta descrição histórica: &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&amp;gt;&amp;gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.cosmicfingerprints.com/blog/incompleteness/"&gt;http://www.cosmicfingerprints.com/blog/incompleteness/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn9" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref9" name="_ftn9" style="mso-footnote-id: ftn9;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Alguns dados sobre o "vitalismo" encontram-se em &lt;a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Vitalismus"&gt;http://de.wikipedia.org/wiki/Vitalismus&lt;/a&gt;. Em Pontes de Miranda, "Sistema de ciência positiva do direito", tomo III, p. 19 e seguintes: ele é falso quando tenta negar o determinismo das leis da natureza. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn10" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref10" name="_ftn10" style="mso-footnote-id: ftn10;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Cabe recordar o velho dito já popularizado: "&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;primum vivere, deinde philosophari&lt;/i&gt;" (Cervantes? Hobbes?).&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn11" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref11" name="_ftn11" style="mso-footnote-id: ftn11;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;&amp;gt;&amp;gt; &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="http://www.google.com/search?q=%22abordar+qualquer+l%C3%ADngua+como+um+sistema+no+qual+cada+um+%22&amp;amp;hl=en&amp;amp;sourceid=gd&amp;amp;rlz=1Q1GGLD_pt-BRBR419BR421"&gt;http://www.google.com/search?q=%22abordar+qualquer+l%C3%ADngua+como+um+sistema+no+qual+cada+um+%22&amp;amp;hl=en&amp;amp;sourceid=gd&amp;amp;rlz=1Q1GGLD_pt-BRBR419BR421&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn12" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref12" name="_ftn12" style="mso-footnote-id: ftn12;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Pontes de Miranda distingue duas classes importantes: a lógica formal e a lógica material. Esta segunda é, em suma, a que resulta da formação conceitos de acordo com a estrutura particular de cada ser.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn13" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref13" name="_ftn13" style="mso-footnote-id: ftn13;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ver COSTA, Newton C. A. da. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O conhecimento científico&lt;/b&gt;. São Paulo: Discurso Editorial-FAPESP, 1997; N. C. A. da Costa , &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Ensaio sobre os fundamentos da lógica&lt;/b&gt;, São Paulo, Hucitec, 2a. ed., 1994; &amp;nbsp;____ &lt;i&gt;O conhecimento científico&lt;/i&gt;, São Paulo, Discurso Editorial, 1997 e &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Sistemas formais inconsistentes&lt;/b&gt;, Curitiba, Editora da UFPR, 1994. &lt;/div&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;Outras obras a esse respeito: &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Sistemas formais inconsistentes&lt;/b&gt;. Universidade Federal do Paraná, 1994; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Lógica indutiva e probabilidade&lt;/b&gt;. São Paulo:Hucitec-Edusp, 1993; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Ensaio sobre os fundamentos da lógica&lt;/b&gt;. São Paulo: Hucitec, 1980; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Introdução aos fundamentos da matemática.&lt;/b&gt; São Paulo: Hucitec, 1974; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Logiques classiques et non classique&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;s&lt;/i&gt;. Paris: Masson, 1997; Rosanna Bertini Conidi, Domenico Antonino Conci, Newton C.A. Da Costa.&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Mostri divini — &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i&gt;fenomenologia e logica della metamorfosi. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;Napoli: Guida. 1991&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;; &lt;/b&gt;A. Y. Arruda, &lt;i&gt;N. A. &lt;/i&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Vasiliev e a lógica paraconsistente&lt;/b&gt;, Unicamp, Coleção CLE ,7, Campinas, 1990; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn14" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref14" name="_ftn14" style="mso-footnote-id: ftn14;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Sobre a filosofia do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;u&gt;Als Ob&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; e as suas aplicações, da matemática às ciências sociais, ver&amp;nbsp; UEBERWEG, Friedrich. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Grundriss der Geschichte der Philosophie&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; (tomo IV) Graz: Akademische Druck- u. Verlaganstalt (13. &lt;/span&gt;&lt;span lang="FR"&gt;Auflage), 1951, p. 410-416.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn15" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref15" name="_ftn15" style="mso-footnote-id: ftn15;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Alongados estudos sobre o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;u&gt;jeto&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;(noção original, brasileira), vejam-se em PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O problema fundamental do conhecimento&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;. &lt;/i&gt;2ª ed. Rio de Janeiro: Borsoi, 1972. Está exposta e repetida esta noção desde o Capítulo III da Parte 2 da obra; difere do objeto e do sujeito (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sub-jeto)&lt;/i&gt;; há que levarem-se em conta ainda o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;u&gt;-&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;jeto&lt;/i&gt; e o jeto sem o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;hífen&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn16" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref16" name="_ftn16" style="mso-footnote-id: ftn16;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &amp;gt;&amp;gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm"&gt;&lt;span lang="FR" style="line-height: 150%;"&gt;http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="FR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn17" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref17" name="_ftn17" style="mso-footnote-id: ftn17;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[17]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; Está em MARCELO GLEISER (professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA) e autor do livro "Criação Imperfeita"), sob o título &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A natureza das leis&lt;/i&gt;. &lt;b&gt;Folha de São Paulo&lt;/b&gt;,&lt;b&gt; &lt;/b&gt;16 de maio de 2010, Caderno Ciência. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn18" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="RODAP"&gt;&lt;a href="file:///D:/Desktop/A%20L%C3%93GICA%20CL%C3%81SSICA%20E%20A%20EXIST%C3%8ANCIA%20DE%20OUTRAS%20L%C3%93GICAS..docx#_ftnref18" name="_ftn18" style="mso-footnote-id: ftn18;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;[18]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Aqui vão algumas referências bibliográficas sobre este tema: COSTA, Newton C. A. da. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O conhecimento científico&lt;/b&gt;. São Paulo: Discurso Editorial-FAPESP, 1997. ____, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Ensaio sobre os fundamentos da lógica&lt;/b&gt;, São Paulo, Hucitec, 2a. ed., 1997. ____, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Introdução aos fundamentos da matemática&lt;/b&gt;. São Paulo, HUCITEC, 1992. ____, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Lógica indutiva e probabilidade&lt;/b&gt;. &lt;span lang="FR"&gt;São Paulo:Hucitec-Edusp, 1993; ____, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Logiques classiques et non classique&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;s&lt;/i&gt;. Paris: Masson, 1997. &lt;/span&gt;____, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O conhecimento científico&lt;/b&gt;, São Paulo, Discurso Editorial, 1997. ____, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Sistemas formais inconsistentes&lt;/b&gt;, Curitiba, Editora da UFPR, 1994. CONIDI Rosanna Bertini; CONCI, Domenico Antonino, DA COSTA, Newton C. A.&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Mostri divini — &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;fenomenologia e logica della metamorfosi&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;Napoli: Guida. 1991; A. Y. Arruda, N. A.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Vasiliev e a lógica paraconsistente&lt;/b&gt;, Unicamp, Coleção CLE ,7, Campinas, 1990; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%B3gica_Paraconsistente"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%B3gica_Paraconsistente&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm"&gt;http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause/pg/cursos/lparac.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7665809153207379325-1810731733327978496?l=mozarcostadeoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mozarcostadeoliveira.blogspot.com/feeds/1810731733327978496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7665809153207379325&amp;postID=1810731733327978496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7665809153207379325/posts/default/1810731733327978496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7665809153207379325/posts/default/1810731733327978496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mozarcostadeoliveira.blogspot.com/2011/11/logica-classica-e-existencia-de-outras.html' title='A LÓGICA CLÁSSICA E A EXISTÊNCIA DE OUTRAS LÓGICAS'/><author><name>Mozar Costa de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169606109128317241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7665809153207379325.post-5984073956005310251</id><published>2011-10-08T07:24:00.000-07:00</published><updated>2011-10-08T07:24:07.668-07:00</updated><title type='text'>A OPÇÃO PELA MAGISTRATURA ESTADUAL[1]</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;A OPÇÃO PELA MAGISTRATURA ESTADUAL&lt;/b&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/Mozar/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/I4DZ78B4/A%20op%C3%A7%C3%A3o%20pela%20magistratura%20-%20Fernando%20da%20Fonseca%20Gajardoni.doc#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Fernando da Fonseca Gajardoni&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Juiz de Direito no Estado de São Paulo desde 1998&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Doutor e Mestre &lt;st1:personname productid="em Direito Processual" w:st="on"&gt;em Direito Processual&lt;/st1:personname&gt; pela Faculdade de Direito da USP&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Professor da Faculdade de Direito da USP – Ribeirão Preto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;ol start="1" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Uma trabalhosa,      mas gratificante escolha&lt;/b&gt;!&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Duas certezas devem nortear a escolha de todos aqueles que optarem pela magistratura estadual: responsabilidade e muito (mas muito mesmo!) trabalho. Não há outra profissão na área jurídica em que estas duas características estejam tão presentes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;De fato, decidir sobre a vida (causas de direito de família e sobre a personalidade da pessoa), a liberdade (causas criminais e de infância e juventude) e o patrimônio alheio (causas cíveis, comerciais, tributárias e etc.), muitas vezes com reflexos que extravasam a individualidade dos litigantes e acabam atingido toda uma coletividade (processos coletivos e registros públicos), é tarefa que demanda uma carga de responsabilidade pessoal muito grande, incapaz de ser suportada por alguns. Diferentemente de pedir, requerer e postular dos advogados, procuradores e promotores, é o juiz que, em última instância, acaba decidindo as coisas mesmo e sofrendo as conseqüências pessoais disto (muitas vezes reveladas ao próprio travesseiro). &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Não que o ajuizamento de ações não dispense uma carga enorme de comprometimento profissional e responsabilidade. Só que ao &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;decidir bem&lt;/i&gt;, o Juiz de Direito não fez nada mais do que sua obrigação, e todos os louros da medida são tributados ao “lídimo” procurador postulante, ou ao “combativo” representante do Ministério Público. Mas ao &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;decidir mal&lt;/i&gt;, Santo Deus, toda a culpa pela injustiça da decisão é fruto do despreparo ou do descaso do juiz, que literalmente recebe sozinho toda a pressão pessoal e social por isto. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;O pior de tudo é que este conceito de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;decidir bem&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;decidir mal&lt;/i&gt; é tão seguro quanto o de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;um prego enfiado na areia&lt;/i&gt;. A mesma decisão que se reputa justa pela parte vencedora da demanda é injusta para a vencida. E não muito raro, a decisão acaba não agradando a nenhum dos litigantes, por conseguinte, sendo atacada e criticada por ambos os contendores. Os vencidos nunca se lembram que podem ter perdido a ação não por culpa da interpretação do juiz, mas simplesmente porque não tinham razão mesmo.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;É certo que&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;a existência de outros graus de decisão (os Tribunais de recurso) acaba aliviando um pouco esta carga de responsabilidade do juiz de primeiro grau quanto às decisões tomada. Mas o alívio não é assim dos maiores, na medida em que não mais do que 30% &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;dos&lt;/i&gt; processos em curso no país alcançam o 2º grau de Jurisdição, de modo que os outros 70% mesmo são decididos de modo definitivo em 1º grau.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Da mesma forma, o aspirante à magistratura estadual tem que estar pronto para suportar um volume absurdo de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;processos&lt;/i&gt; sujeitos à sua decisão (muitas vezes sem contar com uma assessoria habilitada para auxiliá-lo). Já se foi o tempo da magistratura romântica e filosófica, em que o Juiz de Direito podia se dar ao luxo de decidir um ou dois processos ao dia, reservando a cada um deles horas a fio de estudo e reflexão. Hoje, além de se esperar que o juiz aplique adequadamente o direito aos conflitos sujeitos à sua Jurisdição, a sociedade clama por produtividade, eis que a quantidade de processos que aportam aos fóruns da Justiça Estadual do país é grande e só tende a aumentar (e, por ora, não nos interessa as causas disto).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;O candidato à magistratura estadual, por isto, tem que estar juridicamente muito bem preparado e atualizado, eis que não haverá muito tempo para o estudo de uma só causa. E deve, ainda, dominar as ferramentas de informática hoje existentes, poderosas aliadas em favor da produtividade sem perda da qualidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Por conta disto, não há como deixar de se admitir que a magistratura estadual exige a renúncia, ainda que parcial, a um punhado de projetos e prazeres pessoais, pois o tempo livre é pouco e, no mais das vezes, acaba sendo dedicado mesmo à família.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Não que o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ser juiz&lt;/i&gt; represente um sacerdócio, uma das muitas bobagens que se escreveu (e ainda se escreve) ao longo dos anos, e que fez alimentar a mente já deturpada de alguns (poucos) juízes (e desembargadores!) mal preparados, que se encastelaram em seus fóruns e passaram a se comportar como representantes de Deus na terra (inclusive em relação aos seus pares). Juiz não tem nada de Santo e, exatamente para aplicar a Justiça dos homens (e não a Dele), espera-se que ele seja dotado de uma enorme carga de humanidade para compreender seu semelhante, com todos os defeitos e qualidades ínsitas à nossa condição. Sacralizar a magistratura só torna a tarefa mais difícil tanto para aqueles que judicam quanto para aqueles que convivem com os magistrados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Mas mesmo com este quadro nebuloso, ser Juiz de Direito, entre todas as outras profissões igualmente importantes e grandiosas, talvez seja a que melhor possa servir para manter a paz entre os homens. A magistratura estadual é, também, uma das poucas atividades em que se pode promover mudanças (inclusive sociais) sem depender de absolutamente mais ninguém. Só aquele que abraçou verdadeiramente a magistratura é capaz de entender a importância deste papel e colher dele os frutos da realização pessoal como homem e cidadão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;O presente texto tem por escopo orientar os aspirantes à magistratura estadual (principalmente os acadêmicos de Direito) sobre a estrutura, vantagens e desvantagens, dificuldades e facilidades da carreira de Juiz de Direito. É o que se espera fazer, ainda que sucintamente, a seguir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;ol start="2" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A estrutura      do Judiciário e a carreira na magistratura estadual&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;De acordo com o Supremo Tribunal Federal, embora haja vários órgãos que compõem o Poder Judiciário (art. 92 da CF), é ele um poder (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;rectius&lt;/i&gt;: função) de caráter nacional, de modo que todos os seus membros merecem tratamento igualitário e uniforme (STF, MC-ADI 3.854-1, Rel. Min. Cezar Peluso, j. 28.02.2007). &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;O Judiciário não é, assim, federal ou estadual. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O Judiciário é nacional e, portanto, todos os juízes do país são juízes &lt;st1:personname productid="em qualquer Estado" w:st="on"&gt;em qualquer Estado&lt;/st1:personname&gt; ou Município da Federação, independentemente de onde atuem ou qual nível da carreira estejam&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Isto, entretanto, não impede que, administrativamente, o Poder Judiciário Nacional seja seccionado em vários órgãos judiciais, escalonados materialmente e hierarquicamente. A razão para esta divisão é puramente prática, eis que a medida facilita a organização e distribuição da Justiça (ao menos em tese).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;No âmbito da União, há a Justiça Federal comum e a Justiça Federal especializada. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;À Justiça Federal comum compete, grosso modo, o julgamento de causas em que sejam partes, interessadas ou intervenientes, a União, as autarquias e as empresas públicas federais (art. 109, I, da CF), independentemente da matéria (do assunto) debatido no processo (Direito Civil, Penal, Comercial, Tributário, Previdenciário, etc.). Cerca de 85% ou mais dos feitos em curso na Justiça Federal comum são de natureza previdenciária (INSS) ou tributária (tributos federais).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;A outra Justiça Federal, dita especializada, é decomposta em Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral e Justiça Militar. A primeira trata de conflitos decorrentes da relação de trabalho (art. 114 da CF), salvo dos servidores públicos não regidos pela CLT. A Eleitoral, como regra, cuida de conflitos relacionados ao sufrágio eleitoral (inclusive crimes eleitorais) e questões político-partidárias (art. 121 da CF). Finalmente, a Justiça Militar federal julga exclusivamente os crimes militares (art. 124 da CF).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Já no âmbito estadual, cada Estado da Federação organiza sua própria Justiça, observadas as regras da Constituição Federal (princípio da simetria) e das respectivas Constituições Estaduais (art. 125 da CF). A competência da Justiça Estadual é residual, isto é, a ela compete julgar todos os outros assuntos a que a lei, expressamente, não atribuiu à Justiça Federal comum e especializada. Dados estatísticos comprovam que mais de 70% dos feitos existentes em todo o país estão na Justiça Estadual (e destes praticamente 50% na Justiça Estadual Paulista).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;O ingresso na carreira de juiz se dá, em primeiro grau de jurisdição e independentemente da Justiça onde se pretenda atuar (Federal ou Estadual), mediante concurso de provas e títulos, com participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Não há, em primeiro grau, nomeações de natureza política para ingresso na carreira, tampouco ingresso por concurso ao cargo de Juiz Eleitoral, cujo exercício é atribuído, privativamente, aos Juízes de Direito (estaduais) por nomeação dos Tribunais Regionais Eleitorais, pese o caráter federal especial desta judicatura (art. 118 e ss. da CF).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Não há um concurso unificado no Brasil para o cargo de juiz. Cada Estado da federação organiza o seu próprio concurso, observados os ditames traçados pelo Conselho Nacional de Justiça (art. 96, I, “e”, da CF). De mesma forma, cada Tribunal Regional do Trabalho (no total de 24) e cada Tribunal Regional Federal (no total de 05) organizam os concursos para Juiz do Trabalho e Juiz Federal nas suas respectivas áreas, também observados os ditames gerais traçados pelo Conselho Nacional de Justiça (art. 96, I, “e”, da CF).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Assim, o aspirante ao cargo de juiz, antes de qualquer coisa, deve decidir a qual órgão do Poder Judiciário pretende ingressar para, só então, iniciar sua preparação, já que são diversas as matérias e as formas de preparação para ingresso na Justiça Estadual Comum, na Justiça Federal Comum ou na Justiça Especial do Trabalho ou Militar. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Os Juizados Especiais Cíveis integram a Justiça Estadual (Lei n. 9.099/95) e os Juizados Especiais Federais (Lei n. 10.259/2001) integram a Justiça Federal Comum, de modo que seus cargos são ocupados, respectivamente, por pessoas aprovadas no concurso para Juiz de Direito ou Juiz Federal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Em primeiro grau, a carreira é escalonada em níveis ou entrâncias, mas sempre o primeiro cargo da carreira é o de Juiz Substituto (art. 93, I, da CF). Juiz Substituto é aquele que não é titular de nenhuma unidade judiciária (Vara), de modo que seu papel é, principalmente, substituir e auxiliar os titulares das mais diversas Varas espalhadas pelo seu Estado ou Seção Judiciária (no caso da federal), nas eventuais ausências e necessidades.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Na Justiça Federal, algum tempo de judicatura como Juiz Substituto, o magistrado pode se promover a Juiz Federal, Juiz do Trabalho ou Juiz Militar titular. Portanto há apenas 02 (dois) níveis em primeiro grau (substituto e titular).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Já no âmbito estadual, são as respectivas Leis de Organização Judiciária – de competência de cada um dos Estados e de iniciativa dos Tribunais de Justiça (art. 125, § 1º, da CF) – que disciplinam o escalonamento da carreira em entrâncias. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Como regra, após ingressar na carreira em primeiro grau como Juiz Substituto (art. 93, I, da CF), o Juiz de Direito se promoverá para entrância inicial (quando então se tornará juiz titular) e, sucessivamente, para os cargos de titular de entrância intermediária e final. O critério para definição do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;status&lt;/i&gt; da entrância é definido pelas legislações estaduais, mas grosso modo pode se dizer que o número de feitos, de eleitores e de habitantes da Comarca são os principais fatores.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Não há como se negar, assim, que a carreira na magistratura dos Estados membros é mais escalonada (e lenta) do que no âmbito federal, o que é justificável do ponto de vista lógico, eis que a estrutura da Justiça Estadual (e também o movimento judiciário) é bem maior do que a das Justiças Federais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;ol start="3" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;As garantias      da magistratura e a remuneração (subsídios)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Ao ser investido da função jurisdicional, o juiz passa a gozar de algumas garantias essenciais para o escorreito exercício do cargo. Em outras palavras, para que julgue com isenção, sem estar sujeito a pressões de natureza política ou financeira, a própria Constituição Federal garante ao juiz algumas prerrogativas funcionais que, longe de privilégios, são essenciais para o próprio funcionamento do Estado Democrático de Direito. É uma pena que muitos atores jurídicos (principalmente advogados), não vêem tais garantias como segurança deles próprios e de seus clientes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Inicialmente, ao complementar 02 (dois) anos de judicatura em primeiro grau, o magistrado alcança a vitaliciedade. Em outras palavras, o magistrado só pode perder o cargo mediante sentença judicial transitada em julgado, independentemente do que tenha feito (o que não impede seu afastamento cautelar da função, mas sem prejuízo de regular remuneração). Enquanto não completar os 02 (dois) anos para o vitaliciamento, o juiz pode ser dispensado, mas só através de deliberação do Tribunal a que estiver vinculado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Uma vez tendo se promovido e assumido a titularidade de alguma Vara, goza o magistrado da garantia da inamovibilidade, o que significa dizer que seus superiores não podem – salvo nos casos de interesse público e mediante voto da maioria absoluta dos membros ou órgão especial do Tribunal a que vinculado ou do CNJ (art. 93, VIII, da CF) – determinar sua remoção para outra unidade judiciária (art. 95, II, da CF). Esta garantia objetiva evitar que o magistrado seja removido por contrariar interesses escusos com suas decisões.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Finalmente, gozam todos os juízes do país da garantia da irredutibilidade de subsídios, o que evita que, por via indireta, seja o magistrado obrigado a abandonar o cargo ou a unidade judiciária que ocupa por conta de redução salarial (art. 95, III, da CF).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Por falar em subsídio, é bom esclarecer que, na atualidade, não há grandes diferenças entre os subsídios dos juízes estaduais e dos juízes federais (incluindo trabalhistas) em 1º grau, o que é ótimo para catalisar verdadeiras vocações e evitar desnecessárias distinções entre os membros do Poder Judiciário Nacional, que estão no mesmo nível hierárquico e gozam do mesmo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;status&lt;/i&gt; funcional. Um dos vários erros quanto a Justiça Estadual é pressupor que os Juízes de Direito ganham menos do que os Juízes Federais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Por isto, para que o aspirante ao cargo tenha plena consciência de quanto irá receber pelos seus serviços como Juiz de Direito, é conveniente quebrar o tabu que existe em torno do salário dos juízes e revelar explicitamente quais são eles, até porque se diz que um dos principais atrativos do cargo é a estabilidade da remuneração (o que é verdade!).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;O art. 93, V, da Constituição Federal (com redação pela EC 45/2004) estabelece um escalonamento salarial entre os diversos níveis hierárquicos do Judiciário, a partir dos subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Assim, os Desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados, dos Tribunais Regionais Federais e dos Tribunais Regionais do Trabalho devem perceber 90,25% dos subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (R$ 24.500,00) e, a partir daí, cada cargo da estrutura Judiciária nacional deve perceber subsídios com diferença não superior a 10% e nem inferior a 5%, uma em relação a outra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Isto significa dizer que o teto salarial para os Desembargadores, observado o limite máximo dos subsídios dos Ministros do STF (inclusive no âmbito estadual), é de R$ 22.111,25 (90,25%). A partir daí, inicia-se um escalonamento de 5% a 10% a menor – a depender da lei estadual de regência no caso das Justiças Estaduais – entre os diversos níveis da carreira.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Assim, no âmbito federal, um Juiz Federal ou do Trabalho substituto inicia a judicatura com o subsídio mensal de R$ 18.958,19. Ao se titularizar, seus subsídios são acrescidos de 10%, subindo para R$ 21.005,69 (lembre-se que só há dois níveis de Juízes Federais em 1º grau).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;No âmbito estadual, até porque há mais níveis na carreira, são leis estaduais que cuidam do assunto, sempre observados os ditames constitucionais. &lt;st1:personname productid="Em S￣o Paulo" w:st="on"&gt;Em São Paulo&lt;/st1:personname&gt;, por exemplo, de acordo com a Lei Complementar Estadual n. 1.031, de 28.12.2007, a diferença entre entrâncias é de apenas 5%. Assim, de acordo com o comunicado TJ/SP SRH 512/2008, o salário como Juiz Substituto é de R$ 18.009.61; o de Juiz de Direito de entrância inicial é de R$ 18.958,19; o de Juiz de Direito de entrância intermediária é de R$ 19.955,40 e o de entrância final é de R$ 21.005,69.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Estes subsídios do Juiz Estadual podem, ainda, ser acrescidos pelo recebimento da gratificação pela prestação de serviços eleitorais, valor que, nos termos do entendimento do CNJ (resolução n. 13 e 14/2006 c.c. STF MCADI 3.854-1), pode fazer superar, inclusive, o teto remuneratório do STF (R$ 24.500,00). De acordo com a Lei n. 8.350/1991, com alterações introduzidas pela Lei n. 11.143/2005, a gratificação eleitoral para os Juízes de Direito que exerçam, em primeiro grau, tal mister, corresponde a 16% do subsídio mensal do Juiz Federal titular (R$ 21.005,69), o que representa atualmente a R$ 3.318,04 (R$ 3.000,00 em valor líquido). Esta é uma das grandes vantagens remuneratórias da judicatura estadual sobre os cargos do Judiciário da União.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Os valores dos subsídios citados são brutos. Sobre eles, deve ser procedido desconto de imposto de renda, contribuição previdenciária, e de outras verbas com previsão legal. Para se ter uma média de ganho líquido, pode se sugerir um desconto médio de 30% sobre o total.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;O magistrado, como qualquer trabalhador do mercado formal, faz jus a 13º salário no mesmo padrão do subsídio mensal e adicional de férias (1/3). Alguns Estados da federação (como SP) estendem alguns benefícios genéricos a todos os funcionários públicos aos Juízes de Direito, como é o caso do direito à licença-prêmio de 120 dias após 05 (cinco) anos ininterruptos de exercício do cargo (outra vantagem da judicatura Estadual sobre as da União). &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Os juízes têm, ainda, direito a férias de 60 (sessenta) dias por ano de acordo com a LOMAN (Lei Orgânica da Magistratura). Entende-se que diante da especialidade da função jurisdicional, a exigir dedicação total e 24 (vinte e quatro) horas por dia (incluindo fins de semanas e feriados), fazem os juízes jus a esta especial benesse.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;A renda mensal do magistrado pode ser acrescida, ainda, de remuneração advinda da docência, conforme expressa autorização da carta constitucional (art. 95, parágrafo único, I, da CF).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Além dos subsídios e da remuneração pela docência, é vedado ao magistrado receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em processo, auxílio ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ou exercer qualquer outro cargo ou função, ou, ainda, exercer atividade político-partidária (art. 95, parágrafo único, II, III e IV da CF).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;O padrão remuneratório do Ministério Público Estadual e Federal é idêntico ao da magistratura. O da advocacia, no início de carreira, costuma ser menor, mas com o passar dos anos e formação da carteira de clientes e/ou ascensão nas sociedades de advogados, tende a superar consideravelmente os ganhos dos juízes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;ol start="4" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A      dificuldade do concurso público&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;O primeiro grande desafio do aspirante à magistratura estadual é a aprovação no concurso público de provas e títulos. Várias são as dificuldades desta fase pré-aprovação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Só podem prestar concurso para a magistratura os bacharéis em Direito que possuam 03 (três) anos de atividade jurídica comprovada após a colação de grau (art. 93, I, da CF, com redação pela EC 45/2004).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O conceito de atividade jurídica, apesar do esforço do Conselho Nacional de Justiça em disciplinar o assunto, ainda é nebuloso, de modo que afirmar se a atividade prévia exercida pelo candidato é jurídica ou não tem sido casuística, a depender de cada Tribunal que organiza o certame.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;O concurso da magistratura estadual costuma ser dividido em várias fases, a variar de Tribunal para Tribunal. Como regra, há uma fase inicial objetiva de caráter eliminatório (testes), seguida de uma 2ª fase (com consulta à legislação) de caráter elimininatório/classificatório, em que se exige do candidato dissertações e/ou respostas a questões abertas. Alguns Estados da Federação têm, ainda, uma 3ª fase escrita (com consulta à legislação), em que o candidato é submetido a uma prova de sentença, onde será avaliado quanto à capacidade de redigir decisões de todas as naturezas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Vencida a etapa escrita, o candidato deve, ainda, ser submetido a uma avaliação psico-social e a uma prova oral, esta última realizada publicamente (como regra), por banca composta por Desembargadores e um representante da OAB. Nesta fase o candidato será argüido verbalmente sobre todo o conteúdo do edital do concurso (além de questões outras de natureza pessoal para aferir a vocação e comprometimento ao cargo). &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;O conteúdo das provas para o cargo de Juiz de Direito – até pelo volume de matérias que será exigido conhecimento do magistrado estadual no exercício do seu mister – é amplíssimo. Nenhum outro concurso para qualquer outro cargo da estrutura judiciária ou administrativa brasileira tem um conteúdo tão amplo. Daí porque se exige do aspirante ao cargo de Juiz de Direito vasto conhecimento do Direito. São as seguintes matérias que costumam ser exigidas no concurso: a) Direito Civil; b) Direito Processual Civil; c) Direito Penal; d) Direito Processual Penal; e) Direito Administrativo; f) Direito Constitucional; g) Direito Tributário; h) Direito Comercial (incluindo Direito do Consumidor); i) Direito da Infância e Juventude; j) Direito Registrário e Imobiliário; l) Direito Agrário; m) Direito Previdenciário (só &lt;st1:personname productid="em alguns Estados" w:st="on"&gt;em alguns Estados&lt;/st1:personname&gt;); n) Direito Urbanístico; o) Direito Ambiental; p) Direitos Humanos; q) Legislação Estadual. Ou seja, para o cargo de Juiz de Direito só não se exige do candidato, grosso modo, conhecimento de Direito Internacional e Direito do Trabalho (e, &lt;st1:personname productid="em alguns Estados" w:st="on"&gt;em alguns Estados&lt;/st1:personname&gt; com SP, Direito Previdenciário).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Como regra ocorre nos concursos públicos para o cargo de juiz, também no âmbito da Justiça Estadual os Tribunais raramente conseguem prover o número de claros na carreira, o que é fruto, entre outras coisas, do baixo nível global do ensino jurídico de nosso país. Ou seja, o aspirante à magistratura estadual só concorre consigo mesmo, pois vagas há com sobras.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;ol start="5" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Os primeiros      passos da carreira: a Escola da Magistratura e a vida de Juiz Substituto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Aprovado no concurso, regra geral o Juiz Substituto é submetido a um curso preparatório na Escola Estadual da Magistratura. O formato e o tempo de duração do curso variam conforme o Estado da Federação. &lt;st1:personname productid="Em S￣o Paulo" w:st="on"&gt;Em São Paulo&lt;/st1:personname&gt;, por exemplo, o curso dura 04 (quatro) meses, período em que o magistrado costuma ter aulas e palestras no período diurno, e no período vespertino, é designado para estagiar nas mais diversas e especializadas Varas da Capital paulista.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Esta fase é muito importante para sorver conhecimentos práticos (principalmente para aqueles que não tiveram experiência profissional dentro do Judiciário), e também para firmar importantes contatos que no futuro, em caso de dúvidas, poderão ser úteis.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Passado este período de preparação, então o Juiz Substituto é encaminhado à sua Circunscrição Judiciária, onde iniciará a atuação funcional (geralmente no interior). &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Este período, certamente, é a fase mais crítica da vida do magistrado estadual. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Primeiro, porque, geralmente, a inexperiência e a falta de ritmo de trabalho como juiz, conduzem o Juiz Substituto a ter alguma dificuldade na forma de conduzir os processos (as sentenças são extremamente longas; nas audiências não são explorados pontos essenciais do conflito, ou, às vezes, são explorados pontos desnecessários), ou mesmo na forma de julgá-los (valoriza-se demais um detalhe em detrimento de outro bem mais importante, etc.). Com um curto espaço de tempo esta dificuldade, naturalmente, vai se dissipando, eis que a experiência judicante não se conquista a não ser sendo juiz mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Segundo, porque as viagens são uma constante na vida do Juiz Substituto, eis que ora ou outra (às vezes de um dia para o outro), é designado para assumir ou auxiliar Varas em locais distintos e distantes. Ter um carro em boas condições mecânicas (o perigo das estradas é uma constante!) e com o mínimo de conforto, em que o porta-malas possa ser transformado em uma biblioteca, e o interior do veículo em hotel, é uma boa sugestão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Finalmente, esta fase também é crítica porque, embora a maioria dos Juizes Titulares seja colaborador e acolhedor (alguns até em tom paternal, e depois se tornam excelentes amigos), outros poucos magistrados acabam explorando o recém-chegado juiz, exigindo-lhe a prolação de um número alto de sentenças (ou, às vezes, encaminhando-lhe os feitos mais complexos para despacho), ou designando para o mesmo dia um número elevado de audiências. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;ol start="6" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A primeira      Comarca: as dificuldades pessoais e profissionais&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Passado um tempo de carreira, o Juiz Substituto já pode se promover para a sua primeira Comarca. Como regra, a titularidade é alcançada &lt;st1:personname productid="em uma Comarca" w:st="on"&gt;em uma Comarca&lt;/st1:personname&gt; pequena do interior do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Ao lado da satisfação de, a partir de então, gozar de todas as vantagens da titularidade (local de trabalho fixo, controle da própria pauta de audiências, estrutura e sala própria, etc.), por outro alguns novos desafios vão surgir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;A solidão – principalmente para os solteiros – talvez seja o maior deles. A distância da família, dos amigos, da vida social de outrora, acabam fazendo com que o magistrado, em muitos casos, se torne uma pessoa introspectiva.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;O receio de estreitar laços de amizade com pessoas da comunidade, também, é um outro problema. Com a cautela de não se comprometer em relação aos jurisdicionados – até porque não se sabe, de antemão, quem tem ou não problemas judiciais – adota-se uma postura de distanciamento, o que acaba contribuindo, ainda mais, para a solidão revelada no item precedente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Algo que ajuda a evitar este vazio do começo da carreira é a obtenção de autorização do Tribunal de Justiça para residir em Comarca vizinha, geralmente de maior tamanho. Embora a Constituição Federal exija que o juiz titular resida na respectiva Comarca, salvo autorização do Tribunal (art. 93, VII, da CF), confesso que nunca compreendi e nem aplaudi este comando constitucional. É razoável que juiz não tenha relacionamentos muito estreitos com as pessoas da Comarca pequena onde judica, algo que inevitavelmente ocorrerá se residir no local. Não se está aqui a sustentar que o juiz possa residir a centenas de quilômetros de distância, nem que não tenha que viver a realidades da comunidade de sua Comarca. Mas o que penso é que a autorização para residir em Comarca vizinha, desde que fiscalizada e deferida dentro da proporcionalidade, longe de prejudicar a atividade judicial, beneficia a judicatura e a própria imparcialidade do juiz.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Até porque, mais um problema do Juiz de Direito na sua primeira Comarca é a vigilância de sua conduta social. O magistrado é tido como exemplo de retidão de caráter e de polidez no convívio, de modo que seus atos e gestos na vida pública são acompanhados de perto por todos os munícipes que o conhecem. Embora esta vigilância vá seguir o juiz por toda a carreira, de se convir que quanto menor a Comarca, proporcionalmente, maior é a vigilância. Recordo-me de uma passagem em que um funcionário do fórum, em seu horário de almoço, se dispôs a comprar-me um remédio contra a dor de cabeça. Ao fazer uma audiência no período da tarde, mais de um jurisdicionado me perguntou se havia melhorado minha cefaléia, o que denota que as notícias sobre a vida do juiz, por menores que sejam, são objeto de comentários na sociedade. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Já no aspecto profissional, a primeira Comarca traz o problema da falta de especialização. O Juiz de Direito de entrância inicial (e também de intermediária), é uma grande generalista. Como tal, exige-se do magistrado um conhecimento amplo de todas as matérias, eis que as Varas não são especializadas e, portanto, o juiz vai ter que julgar todos os assuntos mesmo. Como é impossível possuir material suficiente sobre todas as áreas do Direito, a internet é uma ferramenta fantástica de informação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Dentro desta generalidade, convém destacar, ainda, um agravante que aflige a Justiça Estadual como um todo. De acordo com o art. 109, § 3º, da Constituição Federal, nas Comarcas que não sejam sede da Justiça Federal (praticamente todas as Comarcas de entrância inicial e intermediária, inclusive algumas de entrância final), os segurados do INSS poderão ajuizar demandas previdenciárias em seu próprio domicílio e perante o órgão da Justiça Estadual, com recurso desta decisão para o Tribunal Regional Federal. A disposição legal autoriza, ainda, que a lei ordinária estenda esta regra de delegação de competência da federal para a estadual a outros feitos, como ocorre com os executivos fiscais federais (art. 15 da Lei n. 5.010/66).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Em precioso artigo publicado no periódico virtual Consultor Jurídico (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Falange Heróica&lt;/i&gt;, acesso em 12.05.2004), o Desembargador Ivan Ricardo Garisio Sartori, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, bem explicita os problemas que acarreta este pesado fardo suportado pela Justiça Estadual, que &lt;st1:personname productid="em muitas Comarcas" w:st="on"&gt;em muitas Comarcas&lt;/st1:personname&gt; compromete praticamente 50% de toda a atividade judicial cível. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Verbis&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div class="PlainText" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-indent: 26.95pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;Questão que tem afligido seriamente os Estados, mais precisamente seus Judiciários e jurisdicionados, é a da competência federal suplementar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;Como a Justiça Federal não tem condições de assumir sua competência plenamente, por não ter efetivo e instalações suficientes, as Justiças dos Estados, mormente nas comarcas do interior, têm feito a vez daquela, processando e julgando causas previdenciárias, execuções da Fazenda Nacional e de autarquias, os embargos pertinentes, etc.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;Tal suplementação competencial encontra espeque no art. 109, § 3o, da CF, e no art. 15 da Lei 5.010/66.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;Todavia, o movimento de muitas das comarcas dos Estados, por conta desses feitos, chega a volumes impressionantes, mesmo nos juizados especiais estaduais, que, por formarem malha de ampla extensão, têm feito mais do que a própria Federal na esfera de competência desta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;Em Catanduva, tem o signatário informe de que há cerca de 2.000 feitos do âmbito federal em cada vara cível, que são três, totalizando 6.000 processos, afora as execuções fiscais, mais 2.000, aproximadamente, no montante global de 8.000 feitos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;Em Jacareí, sempre segundo informações fornecidas pelos respectivos juízes, há 3.000 revisionais previdenciárias e mais 3.000 execuções.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;Em Botucatu, há notícia de que a Justiça Federal deixou de instalar vara local porque o expressivo volume de serviço tornaria inviável a providência, em iniciando a nova célula já completamente sufocada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;A situação não é outra nas demais comarcas do País, tantas as reclamações dos magistrados responsáveis por esse trabalho a maior.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;Isso tem trazido desmarcados transtornos para os Estados, que se vêem assoberbados com esses feitos, os quais, a rigor, não são de sua competência, em prejuízo hialino aos processos de sua jurisdição, inclusive os que dizem com a cidadania, como as ações de estado e as alimentares, a par de outras tantas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;O pior de tudo é que a União não tem fornecido qualquer estrutura para tanto e nem remunera os juízes dos Estados por esse "plus" laboral significativo, em detrimento de princípios básicos que vedam o trabalho gratuito e o enriquecimento sem causa, enquanto prédios de fóruns pelo Brasil afora, que acabam servindo à Federação, estão à mingua, sem estrutura, sem segurança e muitos em franca deterioração.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;A omissão dos Tribunais de Justiça também merece relevo, porque nada se fez até agora para que a Justiça Federal assuma essa competência, que é sua, ou para que a União propicie estrutura bastante, a qual poderia vir em forma, e. g., da informatização e conservação dos prédios, por conta desse trabalho hercúleo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;O problema vem desde a criação da Justiça Federal e, a meu aviso, nunca foi abordado com firmeza pelos Tribunais dos Estados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;Resultado, o que era provisório passou a ser definitivo e os juízes dos Estados, verdadeiros coringas, seguem com suas comarcas emperradas, trabalhando além do limite de suas forças e graciosamente, para receberem toda a crítica por conta desse entrave.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;É preciso mudar a mentalidade. Se a Justiça Federal existe, ela deve assumir plenamente sua competência, de modo a não inviabilizar as dos Estados, a custos elevadíssimos, quer social, quer político e moral, quer material.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;Fica, então, o registro, na esperança de que as autoridades administrativas competentes se sensibilizem com o problema e passem, sem delongas, do projeto à ação, a exemplo da Justiça do Trabalho, que passou a retirar substancialmente suas causas dos Judiciários dos Estados, aí também servindo de coringa por muitos anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O pior é que o Juiz de Direito, pessoa não preparada, vocacionada ou interessada em cuidar de causas previdenciárias ou executivos fiscais federais, acaba tendo, em prejuízo de suas verdadeiras funções, que se desdobrar para aprender e entender Direito Previdenciário e a sistemática dos tributos federais. Pior que isto, é só compreender o paternalismo estatal que há na jurisprudência dos tribunais de recursos nesta seara.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Outra dificuldade do início da carreira de Juiz de Direito se refere às Corregedorias. Com efeito, além de ser o julgador de conflitos das mais diversas naturezas – alguns de natureza extremamente sensível como as causas de direito de família e personalidade da pessoa – ao se titularizar o Juiz de Direito se torna, também, Corregedor Permanente de uma série de órgão extrajudiciais, mas que sofrem fiscalização constante do Poder Judiciário Estadual. Assim, o Juiz de Direito é o Corregedor da Polícia Judiciária (Polícia Civil), dos Cartórios de Registro Civil; dos Cartórios de Registro de Imóveis e de Pessoas Jurídicas; dos Cartórios de Notas; e dos Cartórios de Protestos (além do seu próprio Cartório Judicial). Nesta função, o papel do Juiz de Direito é zelar pelo respeito aos Direitos Humanos, bem como pelo escorreito funcionamento das unidades extrajudicializadas, suprindo-lhes as dúvidas na execução do serviço, ou conflitos administrativos com jurisdicionados. Sempre que se fizer necessário (e ao menos uma vez por ano), o magistrado estadual é obrigado a visitar estas unidades (correição), e analisar todos os livros, registros e dependências do órgão correicionado (inclusive os recolhimentos de cunho tributário).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;É nesta fase da carreira que o Juiz de Direito vai ter que aprender, também, a ser administrador. Com efeito, além de inúmeros funcionários do fórum que estarão sob seu comando (inclusive no aspecto disciplinar), o magistrado estadual será, também, Diretor da unidade judicial, como tal, responsável pelo suprimento de suas necessidades materiais. Com a verba recebida mensalmente da Administração Central (Tribunal de Justiça), nem sempre suficiente, compete ao Juiz de Direito organizar licitação para aquisição de produtos e serviços, pagar as despesas ordinárias (águas, luz, telefone), efetuar reformas no prédio, prestar contas dos gastos ao Tribunal de Justiça, enfim, determinar tudo aquilo que seja necessário para o pleno funcionamento de sua unidade. A ajuda do poder público municipal é essencial para o pleno funcionamento material da Justiça Estadual, o que nem sempre é razoável e nem desejável.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;ol start="7" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O      relacionamento com o jurisdicionado, advogados e membros do Ministério      Público&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;O exercício da magistratura traz consigo, também, a necessidade de o Juiz de Direito se relacionar diariamente com os outros atores jurídicos: partes, advogados (públicos e privados) e promotores.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Em relação às partes não há grandes dificuldades, eis que o Judiciário Estadual não faz, como regra, atendimento ao público, até pra não comprometer a isenção do julgador em eventual processo que venha a receber da parte aconselhada (o que acarreta suspeição nos termos do art. 135 do CPC). De qualquer modo, espera-se que o magistrado seja pessoa cordata e paciente. O jurisdicionado não conhece o complexo sistema Judiciário nacional e, como tal, pode não entender, até pela sua simplicidade, as muitas vezes incompreensíveis mesmo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;cousas da Justiça&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Já em relação a advogados e promotores, nunca entendi direito porque se propala, aos 04 (quatro) ventos, que o relacionamento não é fácil. Embora as divergências jurídicas sejam parte da própria posição dos atores processuais (os advogados e promotores requerendo e recorrendo cada qual em favor do seu tutelado, e o juiz decidindo e acatando as decisões superiores), tenho percebido, cada vez mais, que os conflitos pessoais só surgem por despreparo profissional, falta de vocação, ou vícios de formação pessoal (falta de educação mesmo) de um dos contendores.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Com efeito, se cada ator do processo entender seu papel e respeitar o papel do outro, os embates pessoais serão inexistentes. Da mesma forma que há advogados que, supervalorizando suas prerrogativas profissionais (e lembrem-se da ilegal &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;listinha&lt;/i&gt; de inimigos da advocacia elaborada pela OAB/SP), objetivam atacar a pessoa do magistrado e sua conduta (e não sua decisão), há também promotores que não aceitam a rejeição de suas pretensões (embora sejam partes no processo), levando isto para o nível pessoal. Há juízes, por sua vez, que se sentem superiores aos demais sujeitos, como tal, levando qualquer crítica à condução do processo ou à decisão tomada (inclusive recursos) como uma ofensa pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;É evidente que não se está a sustentar que o juiz deva aceitar qualquer provocação à sua pessoa (que nada mais é do que a provocação ao próprio Estado-Juiz). Mas espera-se do Juiz de Direito, sem perder sua autoridade de agente do Estado responsável pela decisão, uma dose faraônica de paciência, até para suportar, sem ressentimentos, as críticas ao seu trabalho (não a sua pessoa). A tarefa é difícil, mas essencial para a manutenção do bom convívio. Já cansei de ler arrazoados, ainda que desgostoso, em que minhas decisões foram adjetivadas de absurdas. Mas não admite que em outro feito um advogado me chamasse de repugnante (s. asqueroso, nojento), encaminhando peças ao Ministério Público para apuração do crime de injúria e desacato (o que foi devidamente providenciado).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Espera-se do juiz, também, a fim de evitar conflitos latentes, que exerça seu mister com a maior carga de humildade possível, pois em parte das vezes atuará em processos em que o profissional é mau preparado e, por conta disto, a atuação é pífia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Grandes profissionais aprendem um com o outro. Na mesma intensidade em que aprendi Direito com advogados e promotores, também os ensinei. Esta consciência nos coloca, ainda que de lados opostos na relação jurídica processual, do mesmo lado em favor da verdade e da Justiça, de modo que não me assusto mais ao ver que colegas de trabalho, com o passar dos anos, se tornam também grandes amigos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 18.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;ol start="8" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O difícil      relacionamento com a imprensa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Tirantes órgãos especializados em jornalismo jurídico, o Juiz de Direito perceberá que o grosso da imprensa não conhece absolutamente nada do sistema judicial, e muito menos ainda de regras jurídicas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Por isto, não é raro que as declarações dadas aos órgãos de imprensa – principalmente aos órgãos locais (que às vezes agem de má-fé, outras por simples ignorância mesmo) – sejam completamente distorcidas a bem da polêmica e do aumento da vendagem e/ou audiência, com pré-julgamentos e manchetes escandalosas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Todo Juiz de Direito já passou por esta situação, e se ainda não passou, vai passar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Por isto, o relacionamento do Juiz de Direito com a imprensa deve ser cautelosa, até porque depois de publicado a notícia, a comunidade, a depender do resultado do processo e da opinião do mau jornalista, é insuflada contra o órgão Jurisdicional.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Não me parece que seja adequada a conduta de alguns juízes de simplesmente não atender ao órgão de imprensa. Se por um lado a cautela é justificável, por outro não se justifica a subtração dos fatos da opinião pública.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Daí porque se aconselha que eventuais entrevistas sejam gravadas ou dadas por escrito, com a condição de que eventual publicação se dê de trechos inteiros, entre aspas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Alguns Tribunais têm assessoria de imprensa, que também se ocupa de assuntos de 1º grau de Jurisdição. É conveniente usá-los.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;E nunca, jamais, o magistrado pode deixar que a opinião pública, os advogados ou os membros do MP ditem suas decisões. Por mais difícil que possa parecer, um julgamento justo só depende dos fatos do processo, e não dos elementos trazidos pelos jornais através de seu julgamento &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;à jato&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;ol start="9" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Saldo final:      balanço positivo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 18.0pt;"&gt;Pesem todas as dificuldades da carreira, o saldo final da opção pela magistratura estadual é altamente positivo. Além da estabilidade da remuneração, o poder de desempenhar uma função essencial à própria existência do Estado, resolvendo os conflitos mais significativos para o ser humano (vida, família, liberdade e patrimônio), faz com que a própria existência, por si, já tenha valido a pena. Como já anotado na primeira parte deste texto, só aquele que abraçou verdadeiramente a magistratura é capaz de entender a importância deste papel e colher dele os frutos da realização pessoal como homem e cidadão.&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center; text-indent: 18.0pt;"&gt;* -* -*-*-*-*-*-*-*&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br clear="all" /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;  &lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="file:///C:/Users/Mozar/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/I4DZ78B4/A%20op%C3%A7%C3%A3o%20pela%20magistratura%20-%20Fernando%20da%20Fonseca%20Gajardoni.doc#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Originariamente publicada no livro Conexão Migalhas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7665809153207379325-5984073956005310251?l=mozarcostadeoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mozarcostadeoliveira.blogspot.com/feeds/5984073956005310251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7665809153207379325&amp;postID=5984073956005310251' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7665809153207379325/posts/default/5984073956005310251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7665809153207379325/posts/default/5984073956005310251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mozarcostadeoliveira.blogspot.com/2011/10/opcao-pela-magistratura-estadual1.html' title='A OPÇÃO PELA MAGISTRATURA ESTADUAL[1]'/><author><name>Mozar Costa de Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169606109128317241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7665809153207379325.post-2223831737550002871</id><published>2011-09-26T08:31:00.001-07:00</published><updated>2011-09-26T08:31:36.539-07:00</updated><title type='text'>O CONCEITO DE “LEI” NA METAFÍSICA E NA CIÊNCIA DO DIREITO (SANTO TOMÁS DE AQUINO e PONTES DE MIRANDA) — [esboço da 2a edição da dissertação de Mestrado na USP, parte inicial]</title><content type='html'>&lt;div class="WordSection1"&gt;  &lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;O CONCEITO DE “LEI” NA METAFÍSICA E NA CIÊNCIA DO DIREITO (SANTO TOMÁS DE AQUINO e PONTES DE MIRANDA) &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;— [esboço da 2a edição da dissertação de Mestrado na USP, parte inicial]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt;Mozar Costa de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt; — bacharel em filosofia (Universidad Comillas de Madrid), mestre e doutor em direito (USP), professor aposentado de direito (Universidade Católica de Santos, São Paulo)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-outline-level: 1; text-align: center; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;*-*-*-*-*-*-*-&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-outline-level: 1; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;HOMENAGEM:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBlockText" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;A todos os eméritos Professores da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco , particularmente aos do curso de pós-graduação na área de Filosofia do Direito – pelo entusiasmo, dedicação e incentivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBlockText" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;AGRADECIMENTOS:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBlockText" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Ao Prof. Miguel Reale pela paciente e lúcida orientação:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBlockText" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Aos Jesuítas do “Colégio São Luís” aos Salesianos do “Instituto Pio XI” e especialmente aos Beneditinos do Largo de São Bento – pelo acolhimento em suas bibliotecas e pelas proveitosas trocas de ideias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoBlockText" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -.45pt; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;São Paulo, 21 de junho de junho de 1.982.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br clear="all" style="mso-break-type: section-break; page-break-before: always;" /&gt; &lt;/span&gt;  &lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: center; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; letter-spacing: -.4pt; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: center; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; letter-spacing: -.35pt; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;FACULDADE DE DIREITO DO LARGO DE SÃO FRANCISCO &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: center; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; letter-spacing: -.7pt; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: center; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-outline-level: 1; text-align: center; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;INTRODUÇÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esquema desta nossa exposição. &lt;/i&gt;Este resumo do plano de dissertação seguirá esta ordem de ideias: os termos usuais, as fases do pensamento humano, sentido e orientação das fases cíclicas do pensamento (empirismo, racionalismo e ciência). Sujeito, objeto e jeto. Algumas características dos dois pensadores: Santo Tomás de Aquino e Pontes de Miranda. As vantagens do pensamento científico. A interpretação dos fatos jurídicos com o auxílio das ciências particulares.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por fim os dois capítulos: O MOMENTO HISTÓRICO DE SANTO TOMÁS DE AQUINO (alguns dados sobre sua vida e suas obras) e TRAÇOS DA VIDA DE PONTES DE MIRANDA (também: dados sobre sua vida e suas obras). &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;Eia, pois.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Lei. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;As pessoas mais simples falam de “lei”. A elas referem-se também os doutos. De &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;lei&lt;/b&gt; fala o Povo todo, no campo religioso, no plano moral, nos caminhos da arte, na pesquisa científica, na vivência jurídica, na experiência econômica e na atividade política. Até na moda, na etiqueta, na linguagem – em todas essas dimensões da vida humana nos referimos à &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;lei&lt;/b&gt;, à &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;norma&lt;/b&gt;, à &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;regra&lt;/b&gt;. Mas nem sempre se tem ideia precisa sobre o fenômeno, ou o fato, ou o que seja – a que chamamos de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;lei&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Fases cíclicas do pensamento. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Analisando-se, por outro lado, as tendências de “mentalidades”, vemos serem três as fases cíclicas do pensamento&lt;a href="file:///D:/Desktop/O%20CONCEITO%20DE%20%E2%80%9CLEI%E2%80%9D%20NA%20METAF%C3%8DSICA%20E%20NA%20CI%C3%8ANCIA%20DO%20DIREITO%20(SANTO%20TOM%C3%81S%20DE%20AQUINO%20e%20PONTES%20DE%20MIRANDA)%20%E2%80%94%20%5besbo%C3%A7o%20da%202a%20edi%C3%A7%C3%A3o%20da%20disserta%C3%A7%C3%A3o%20de%20Mestrado%20na%20USP%5d.docx#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. São três diferentes idades do pensar humano. Vão e voltam; e convivem nos grupos humanos. Coexistem mesmo no interior de cada um de nós. Há porém uma circunstância relevante: períodos há em que prevalece uma dessas mentalidades sobre as outras duas: e nos indivíduos, em cada um de nós, há carga maior ou menor (às vezes genética), de cada uma dessas conformações mentais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Essas três mentalidades são: a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;empírica&lt;/b&gt;, a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;racionalista&lt;/b&gt; e a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;científica.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Empirismo. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Pelo empirismo o espírito tem mais forte pendor pelos casos concretos, aos quais se segura como a uma taboa de salvação contra os erros e desvios do pensamento solto e imaginoso. Na vivência jurídica essa &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;mentalidade empírica&lt;/b&gt; exterioriza-se no amor ao ramerrão das práticas, na repetição de fórmulas que deram certo (não importa em que extensão), no apego aos precedentes jurisprudências. No fundo: “o que um dia deu certo, sempre dará certo”; “devem-se evitar inovações”. É uma espécies de idade infantil do pensamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-outline-level: 1; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Racionalismo. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Na &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;mentalidade racionalista&lt;/b&gt; aparece, ao contrário da acanhada e solitária segurança da empiria, o arrojo do pensamento. Quer este elevar-se sobranceiro sobre a realidade, dominando-a. Para tanto vale-se das essências universais. Mediante eles é que se pode construir uma teoria geral do universo, desde a modéstia dos dados empíricos até às alturas abstratas e generalíssimas da universalidade metafísica. Com isto fica compreendida, em sua complexa linhagem, toda a fenomenologia experimentável e pensável, do ínfimo ao infinito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;É como que a idade juvenil, de entusiasmo arrojado, do nosso pensamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Ciência. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;A outra idade cíclica é aquela pela qual se dá ao real toda a atenção que as ciências particulares exigem, desde a lógica até à sociologia . Não fica entretanto o intelecto na experiência primitiva, dispersiva, da multiplicidade dos fenômenos descosidos, esfarrapados, isolados, quando está ausente qualquer visão de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://concordance.biblos.com/logos.htm"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;λόγος&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;. Tampouco se deixa o pensador, em tal fase mental, embriagar-se pela facilidade dos conceitos &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;logicamente&lt;/b&gt; universais. Somente admite, por universal válido, o que seja o efetivamente geral, a saber, aquilo com que se fica quando se retiram&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;cuidadosamente as teias correspondentes ao modo de ser do pensamento mesmo; também, de outro lado,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;quando se afastam de ilusões objetivadas pelo só posicionamento do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sujeito cognoscente &lt;/i&gt;diante da “coisa”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Sujeito, objeto e jeto &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Ora, terminada essa operação, resta então o “jeto”:&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;sobra no intelecto o que lá ficou depois de afastado o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;sub &lt;/b&gt;e&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;ob (&lt;/b&gt;de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;su&lt;/b&gt;jeito e de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;ob&lt;/b&gt;jeto). Aí o animal-homem pode voltar o pensamento, com toda a cautela, ao Real, a fim de se dedicar ao exame das correspondências do &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;jeto&lt;/b&gt; ("mentado" = mentalizado), com o sujeito e com o objeto. Eis aí a relação extrassubjetiva em tela&lt;a href="file:///D:/Desktop/O%20CONCEITO%20DE%20%E2%80%9CLEI%E2%80%9D%20NA%20METAF%C3%8DSICA%20E%20NA%20CI%C3%8ANCIA%20DO%20DIREITO%20(SANTO%20TOM%C3%81S%20DE%20AQUINO%20e%20PONTES%20DE%20MIRANDA)%20%E2%80%94%20%5besbo%C3%A7o%20da%202a%20edi%C3%A7%C3%A3o%20da%20disserta%C3%A7%C3%A3o%20de%20Mestrado%20na%20USP%5d.docx#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Por outras palavras: na mentalidade científica parte-se do fato&lt;a href="file:///D:/Desktop/O%20CONCEITO%20DE%20%E2%80%9CLEI%E2%80%9D%20NA%20METAF%C3%8DSICA%20E%20NA%20CI%C3%8ANCIA%20DO%20DIREITO%20(SANTO%20TOM%C3%81S%20DE%20AQUINO%20e%20PONTES%20DE%20MIRANDA)%20%E2%80%94%20%5besbo%C3%A7o%20da%202a%20edi%C3%A7%C3%A3o%20da%20disserta%C3%A7%C3%A3o%20de%20Mestrado%20na%20USP%5d.docx#_ftn3" name="_ftnref3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, com o grau máximo de precisão e de exatidão &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;possível,&lt;/b&gt; e se extraem ideias gerais. Mas, com o mesmo rigor das ciências particulares, nada se afirma do Real – recolocando nele jeto extraído – sem a verificabilidade da nova proposição, que se está a formular&lt;a href="file:///D:/Desktop/O%20CONCEITO%20DE%20%E2%80%9CLEI%E2%80%9D%20NA%20METAF%C3%8DSICA%20E%20NA%20CI%C3%8ANCIA%20DO%20DIREITO%20(SANTO%20TOM%C3%81S%20DE%20AQUINO%20e%20PONTES%20DE%20MIRANDA)%20%E2%80%94%20%5besbo%C3%A7o%20da%202a%20edi%C3%A7%C3%A3o%20da%20disserta%C3%A7%C3%A3o%20de%20Mestrado%20na%20USP%5d.docx#_ftn4" name="_ftnref4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. É pois o método indutivo experimental que está à base. É a idade adulta do pensamento. Repita-se: as três mentalidades convivem &lt;st1:personname productid="em n￳s. Nem" w:st="on"&gt;em nós. Nem&lt;/st1:personname&gt; se antevê qualquer perspectiva de que possa haver existir vida humana consciente, destituída de qualquer dessas três conformações mentais. De outro lado, porém, à medida em que o homem avança &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;com a mentalidade científica&lt;/b&gt;, consegue melhorar a Vida, em todas as suas dimensões: Religião, Moral, Estética, Direito, Política e Economia. É quando o pensamento surge verdadeiramente &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;firme&lt;/b&gt; – seguro e livre ao mesmo tempo. Atalhando caminhos e facilitando a intervenção da inteligência, mais exata e mais nítida, nos fenômenos da Natureza. Nesta, note-se,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;o homem também se inclui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O pensamento clássico, de que Santo Tomás de Aquino foi expoente enorme, é mentalidade referta de pensamento racional. Quanto à empiria, está presente em nós, quando, inseguros, nos aferramos a dados do passado sem coragem de inovar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;Na vivência jurídica ocidental temos doses fortes de empirismo no direito inglês e no norte-americano. Temo-la entre nós nos amantes de formalidades e no respeito exagerado pela jurisprudência e pelas formas de expressão consagradas em tempos idos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O pensamento racionalista tem tido na história do direito brasileiro o maior destaque e retumbante êxito, desde a sobriedade dos temperamentos equilibrados e cultos (que procuram o “granum salis”, o “equilíbrio”, o “bom senso inteligente”), até aos mais destemperados abusos retóricos, que jogam com elegâncias, brandem conceitos formais subtis, manejam ideias brilhantes, agrupam períodos ofuscantes de figuras silogísticas e de indestrutível rigor &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;formal&lt;/b&gt;. Isto para falar dos exageros, que não faltam nas cátedras e tribunais.&lt;a href="file:///D:/Desktop/O%20CONCEITO%20DE%20%E2%80%9CLEI%E2%80%9D%20NA%20METAF%C3%8DSICA%20E%20NA%20CI%C3%8ANCIA%20DO%20DIREITO%20(SANTO%20TOM%C3%81S%20DE%20AQUINO%20e%20PONTES%20DE%20MIRANDA)%20%E2%80%94%20%5besbo%C3%A7o%20da%202a%20edi%C3%A7%C3%A3o%20da%20disserta%C3%A7%C3%A3o%20de%20Mestrado%20na%20USP%5d.docx#_ftn5" name="_ftnref5" style="mso-footnote-id: ftn5;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&g
